STF e TSE entram em choque sobre posts que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora
14 veículos de esquerda · 18 veículos de centro · 6 veículos de direita

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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou em 25 de setembro as plataformas removerem publicações que atribuíam a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, informação que considerou notoriamente inverídica. Em 27 de setembro, Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem a pedido do humorista Antonio Tabet. Na noite de 28, Luiz Fux, também do STF, suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a remoção até o plenário julgar o caso.
Para veículos de esquerda, a ordem de André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral atingiu de forma ampla e apressada a crítica política e a manifestação religiosa, derrubando mais de mil links de cidadãos, artistas e parlamentares às vésperas do primeiro turno.
Veículos de direita enfatizam que a associação de Flávio Bolsonaro a um plano contra o título de padroeira é falsa, foi impulsionada majoritariamente por perfis de esquerda e reconhecida como inverídica pela Justiça Eleitoral.
38 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Em quatro dias, a ordem do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, para remover posts que ligavam Flávio Bolsonaro a um plano contra o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida foi derrubada por Flávio Dino e restabelecida por Luiz Fux, ambos do Supremo, que agora leva o caso ao plenário.
A disputa sobre publicações que ligam o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, a um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil virou um confronto aberto entre ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral a poucos dias do primeiro turno. Em quatro dias, uma ordem de remoção foi dada, derrubada e restabelecida.
O boato ganhou força a partir de 24 de setembro, depois de um comentário em programa de televisão sobre uma suposta reação católica a evangélicos. A emissora corrigiu a informação e pediu desculpas. O projeto citado era de 2007, do então deputado Victório Galli, e foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008. Flávio não era o autor e nega qualquer intenção de mudar o título.
No dia 25, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, atendeu à campanha de Flávio e mandou X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removerem publicações que apresentassem como fato a associação, que ele chamou de notoriamente inverídica. A ordem previa multa de R$ 50 mil por dia por provedor e ressalvava jornalismo, sátira e desmentidos. Entre os atingidos estava o humorista Antonio Tabet. No domingo, 27, Flávio Dino, do Supremo, cassou a decisão a pedido de Tabet, por entender que o post não citava o candidato e que a remoção restringia as liberdades de expressão e religiosa. Na noite de 28, Luiz Fux, também do Supremo, suspendeu a decisão de Dino a pedido da campanha e restabeleceu a remoção até o julgamento no plenário.
A cobertura de centro relatou as decisões com os argumentos de cada lado e registrou a crítica do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ao modo como os casos chegaram a relatores escolhidos, apontando que tanto a defesa de Tabet quanto a de Flávio usaram processos antigos para alcançar ministros específicos. Esses veículos também noticiaram o pedido de prisão, feito pela campanha, contra George Marques, servidor da Secretaria de Comunicação da Presidência, que afirma ter agido em perfil pessoal.
Veículos de esquerda destacaram o alcance da ordem de Mendonça, que derrubou mais de mil links, incluindo posts de parlamentares, e ouviram especialistas favoráveis a Dino. Parte desse campo passou a tratar a decisão de Fux como volta da censura. Veículos de direita enfatizaram que a associação era falsa, que foi impulsionada sobretudo por perfis de esquerda e que Dino invadiu a competência da Justiça Eleitoral, ecoando a campanha, que fala em usurpação.
Ainda não se sabe quando o plenário do Supremo vai julgar o caso nem como os ministros vão se dividir. Também seguem em aberto o destino do pedido de prisão do servidor e o efeito do episódio sobre o eleitorado católico.
Além de André Mendonça, votaram a favor Nunes Marques, presidente do tribunal, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva
Decisão do plenário virtual foi unânime, mas houve divergência quanto ao alcance da proibição, o que levou o ministro André Mendonça a rever seu voto e liberar a publicação de Antonio Tabet falando de “família miliciana”. Lula confirma ausência no debate de hoje à noite da TV Globo. USP alcança melhor posição de sua história em ranking mundial de universidades. WhatsApp lança controle parental para adolescentes no Brasil, enquanto a Justiça aperta o cerco contra o Discord. E confira as estreias
A controvérsia sobre o tema ganhou tração na última semana


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na quarta-feira, 30, manter a determinação do ministro André Mendonça que derrubou publicações com a fake news que atribui a Flávio Bolsonaro (PL) a decisão de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Com o julgamento em curso, o relator ajustou o voto em meio...

Ministros divergiram sobre o alcance da medida e sobre quais publicações deveriam ser afetadas

O Tribunal Suprior Eleitoral já tem 3 votos a 2 para manter a decisão do ministro André Mendonça de proibir publicações na internet com a informação de que o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teria defendido a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. Flávio já veio a público dizer que essa informação é falsa. Além do próprio Mendonça, os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques votaram para acompanhar o relator.
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O ministro determinou que a ordem seja julgada no plenário da Corte

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (28) a decisão do ministro Flávio Dino que havia derrubado uma ordem do

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF),

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Jurídico do candidato defende decisão de Mendonça e critica ordem que restabeleceu posts sobre Nossa Senhora Aparecida.

Especialistas apoiam Dino ao liberar posts sobre Flávio Bolsonaro, mas alertam para o risco de difusão de afirmações falsas na eleição.

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Post do humorista Antonio Tabet não citava o candidato Flávio Bolsonaro. Para Dino, decisão preserva liberdade de expressão e liberdade religiosa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino derrubou, neste domingo (27), uma decisão do seu colega André Mendonça que havia determinado a retirada de publicações nas redes sociais sobre…

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Nesta matéria: viés de centro.