André Mendonça ordena retirada de vídeo de IA com falsa prisão de Flávio Bolsonaro
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O TSE mandou apagar um vídeo de inteligência artificial que ligava Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, mas recusou o pedido da campanha do PL para barrar qualquer conteúdo que relacione o candidato ao escândalo do Banco Master. A decisão preserva a crítica política, a sátira e a paródia, enquanto Flávio segue investigado no Supremo pelo financiamento do filme Dark Horse.
A Justiça Eleitoral agiu para conter a desinformação produzida com inteligência artificial contra um candidato à Presidência. O ministro André Mendonça considerou que o vídeo que encenava a prisão de Flávio Bolsonaro tinha verossimilhança suficiente para enganar o eleitor e mandou excluí-lo, responsabilizando o dono do perfil que o publicou.
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As coberturas concordam que André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou excluir o vídeo de inteligência artificial que encenava a prisão de Flávio Bolsonaro por considerá-lo verossímil o bastante para enganar o eleitor.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a exclusão de um vídeo feito com inteligência artificial que encenava a prisão de Flávio Bolsonaro e o associava a Daniel Vorcaro. O pedido da campanha para barrar qualquer conteúdo sobre o caso Master foi negado.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a exclusão de um vídeo produzido com inteligência artificial que simulava a prisão do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. A peça circulava nas redes sociais e associava o candidato ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O vídeo mostrava Flávio dançando diante de uma fachada com a marca do banco, em meio a cédulas de dinheiro. Em seguida, ele aparecia sendo contido e algemado por agentes fardados da Polícia Federal, numa encenação de prisão em flagrante. Na decisão, Mendonça afirmou que a montagem reproduzia as feições do senador com aparência fotorrealista, num cenário visualmente plausível. Para o ministro, o resultado tinha verossimilhança suficiente para que o eleitor médio o tomasse como registro autêntico.
O magistrado também escreveu que manter a postagem no ar permitiria a continuidade da difusão e ampliaria os efeitos da irregularidade durante o processo eleitoral. Segundo ele, a circulação de conteúdo sintético com aparência real aumenta o risco de a falsa representação entrar no debate antes de ser esclarecida. Depois de mandar excluir o material, o ministro intimou o dono do perfil que o publicou.
A cobertura de centro relatou a decisão de forma direta, com foco na descrição do vídeo e nos trechos da fundamentação, e informou que a ordem foi dada nesta quarta-feira, 16 de setembro. Veículos de esquerda acrescentaram outro contexto. Destacaram que a liminar foi assinada em 9 de setembro, a partir de uma representação da coligação do PL, e que o vídeo também exibia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro preso desde março.
Esses veículos de esquerda enfatizaram ainda que a campanha de Flávio pediu ao tribunal a proibição de todas as reproduções que o relacionassem ao escândalo do Banco Master, e que esse pedido foi negado. Mendonça limitou a ordem ao conteúdo identificado e às cópias com a mesma manipulação, sem impedir crítica política, sátira ou paródia. A mesma cobertura lembrou que Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal por suposta lavagem de dinheiro e corrupção nos repasses do banco ao filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. O inquérito foi aberto em julho pelo próprio Mendonça. O senador nega irregularidades.
Entre as fontes reunidas até agora, veículos de direita não publicaram uma leitura própria do caso, e a cobertura disponível ficou dividida entre o relato factual da decisão e a contextualização da investigação.
Ainda não se sabe quem produziu o vídeo nem quem é o dono do perfil intimado. As datas também não coincidem: uma parte da cobertura situa a decisão em 16 de setembro, outra aponta a liminar em 9 de setembro. Também não houve, até o momento, nova decisão sobre o assunto nem manifestação do responsável pela publicação.
O conteúdo de IA mostrava o senador dançando diante de fachada identificada com a marca da instituição financeira, em meio a cédulas de dinheiro

Conteúdo mostrava o senador diante da fachada do Banco Master e, depois, sendo algemado por agentes da PF
