Flávio Dino pede vista e trava por até 90 dias análise sobre Alexandre de Moraes
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O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu, na terça-feira, o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a eventual investigação de Alexandre de Moraes por mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O plenário não entrou no mérito: votou apenas uma questão de ordem de Gilmar Mendes, e o placar ficou em 4 a 3 pela separação dos casos de Moraes e André Mendonça. A análise pode ficar parada por até 90 dias.
A interrupção do julgamento de Alexandre de Moraes expôs uma Corte dividida sobre como investigar seus próprios integrantes com garantias processuais. Flávio Dino afirmou que o clima impedia deliberar e defendeu, com Gilmar Mendes, reunir o caso de Moraes ao de André Mendonça, acusado por Moraes de liberação seletiva de autos.
O Supremo Tribunal Federal adiou mais uma vez a prestação de contas de um de seus ministros. Em vez de examinar as 52 mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes, o plenário gastou horas em questões regimentais, e o pedido de vista de Flávio Dino pode empurrar a decisão para depois das eleições, em meio à pior confiança da população na Corte.
12 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 20/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todas as coberturas registram que o Supremo Tribunal Federal não analisou o mérito, que o placar da questão de ordem ficou em 4 a 3 pela separação dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça e que o pedido de vista de Flávio Dino suspendeu o julgamento após forte tensão no plenário.
O Supremo Tribunal Federal não chegou ao mérito do caso Alexandre de Moraes. Após horas de debate sobre reunir ou não as petições de Moraes e André Mendonça, Flávio Dino pediu vista com o placar em 4 a 3 pela separação, e o julgamento pode ficar parado por até 90 dias. A seguir, como cada lado cobriu a sessão.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista na terça-feira (15) e suspendeu o julgamento que deveria decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O plenário não chegou a analisar o mérito. Com o pedido de vista, a análise pode ficar parada por até 90 dias corridos, com prazo final em dezembro.
A sessão extraordinária foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Petição 16.662. O caso se apoia em um relatório da Polícia Federal com 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes nas semanas anteriores à prisão do banqueiro, em novembro de 2025. O sigilo do material foi levantado pelo ministro André Mendonça, antigo relator. Moraes, por sua vez, acusa Mendonça de abuso de poder em outra petição, a 16.704, cuja análise estava prevista para 23 de setembro.
No início da sessão, os ministros Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e Dias Toffoli anunciaram que não participariam. O decano Gilmar Mendes apresentou então uma questão de ordem para reunir as duas petições, redistribuir a relatoria por sorteio e abrir prazo para a Procuradoria-Geral da República. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram por manter os casos separados. Gilmar, Cristiano Zanin e o próprio Moraes votaram pela análise conjunta. Dino, que havia acompanhado Gilmar, retirou o voto e pediu vista, e o placar ficou em 4 a 3 pela separação.
A cobertura de centro concentrou-se no rito e no placar. Relatou que Dino justificou a interrupção pelo clima no plenário, depois que Gilmar disse, sobre Mendonça: “É impressionante a desfaçatez desse sujeito”. Veículos de centro também registraram a pesquisa Quaest em que 56% dos brasileiros dizem não confiar na Corte, e os bastidores de que o Palácio do Planalto vê a investigação de Moraes como um mal necessário, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta se distanciar do ministro na campanha.
Veículos de direita enfatizaram o impasse como fracasso institucional. Um artigo de opinião descreveu a atuação de Dino, Gilmar e Moraes como estratégia para desviar o foco do mérito e afirmou que a vista empurra o desfecho para depois das eleições de outubro. Outro texto destacou a cobrança direta de Dino a Fachin pela condução da sessão. Houve ainda manchete que tratou um placar parcial como derrota de Moraes, embora aqueles votos fossem pela junção dos casos, posição defendida pelo próprio ministro.
Veículos de esquerda relataram a sessão sobretudo pela tensão entre os ministros, reproduzindo a fala de Dino de que a Corte não tinha condições de deliberar e o embate entre Gilmar e Mendonça.
Moraes nega irregularidades. Em defesa de 44 páginas enviada a Fachin, classificou o caso como farsa e vingança de aliados de condenados pela trama golpista, e argumentou que nem a Polícia Federal nem a Procuradoria pediram sua investigação.
Ainda não se sabe quando Dino devolverá o processo, se as duas petições serão julgadas juntas ou separadas, nem quem será o relator. Também segue em aberto se o STF autorizará, pela primeira vez, uma investigação contra um de seus integrantes.
Sessão será pela manhã e transmitida pela TV Justiça e canal do STF no YouTube

Placar parcial é de 4 a 3 pela reunião dos processos; Flávio Dino pede vista, mas ministros do STF adiantam seus votos.

Sessão foi encerrada no início da noite

O pedido ocorreu durante uma sessão extraordinária do STF, após Dino afirmar que não havia condições de continuar a deliberação diante do clima no plenário.

Plenário nem chegou a entrar na análise do mérito da petição. Em votação de uma questão de ordem proposta por Gilmar, placar ficou em 4x3

O julgamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) terminou sem que os ministros chegassem a uma decisão

Tumulto liderado por Flávio Dino no julgamento frustrado de Alexandre de Moraes amplia a crise de imgem do STF.

Julgamento começa às 10h; sessão será transmitida pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Plenária ocorre a partir das 10h desta terça-feira e será transmitida pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do Supremo no YouTube

Presidente avalia que sessão desta terça-feira na Corte é ‘divisor de águas’, mas também quer investigação de André Mendonça o quanto antes

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta terça-feira (15) maioria de 3 votos a 1 para reunir os casos envolvendo

Julgamento foi retomado à tarde com debate sobre possível análise conjunta de casos de Moraes e Mendonça

Nesta matéria: viés de centro.