TSE não recebe da Meta dados sobre 20 mil perfis falsos contra Flávio Bolsonaro
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O Tribunal Superior Eleitoral pediu à Meta informações sobre uma suposta rede de perfis falsos que teria atacado o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, e até agora não recebeu os dados. O pedido decorre de representação apresentada em 20 de julho pelo senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, que afirma ter identificado ao menos 20 mil contas falsas movimentando cerca de R$ 20 milhões em impulsionamento. Integrantes da Corte afirmam que os prazos fixados venceram sem resposta da plataforma, que foi procurada e não se manifestou.
Uma big tech global ignorou os prazos determinados pelo Tribunal Superior Eleitoral e não entregou os dados sobre uma rede de perfis falsos que, segundo a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, movimentou cerca de R$ 20 milhões para atacar o senador.
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As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos: o TSE pediu dados à Meta, fixou prazo, o prazo venceu e as informações não chegaram. Ambas também deixam claro que os 20 mil perfis e os cerca de R$ 20 milhões são alegação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro e continuam em apuração, sem conclusão da Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral pediu à Meta informações sobre uma suposta rede de contas falsas usada para atacar o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. O prazo venceu e os dados não chegaram. A denúncia partiu do coordenador da pré-campanha, que fala em 20 mil perfis e cerca de R$ 20 milhões em impulsionamento, valores ainda em apuração.
O Tribunal Superior Eleitoral ainda não recebeu da Meta, empresa que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, as informações que pediu sobre uma suposta rede de perfis falsos usada para atacar o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência da República. Integrantes da Corte afirmam que os prazos fixados pelo tribunal já se encerraram e que a plataforma não apresentou os dados solicitados.
O pedido do tribunal nasceu de uma representação protocolada em 20 de julho pelo senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. No documento, a campanha afirma ter identificado ao menos 20 mil perfis falsos, que teriam movimentado cerca de 20 milhões de reais para impulsionar publicações com ataques e acusações contra o pré-candidato. Marinho chegou a se reunir com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, para tratar do caso e pedir providências.
A cobertura de centro relatou o episódio como uma nota de bastidor sustentada em fontes internas do tribunal, sem afirmar como fato os números da denúncia. O texto atribui a contagem dos perfis e o valor movimentado ao coordenador da pré-campanha, registra que a empresa foi procurada e não respondeu, e mantém o espaço aberto para manifestação posterior. Veículos de direita reproduziram a informação com um deslocamento de ênfase: o eixo passou a ser a conduta da plataforma, descrita como quem ignora uma determinação da Justiça Eleitoral brasileira. Nessa leitura, o silêncio da empresa acaba protegendo quem financiou a rede de ataques, e a cobrança é por rastrear o dinheiro e identificar os responsáveis, não apenas por remover contas. Ainda assim, o mesmo texto marca de forma explícita que a existência dos perfis e a movimentação financeira seguem em apuração e não constituem conclusão do tribunal. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não registraram o caso, e essa ausência é ela própria um dado: o ponto cego está justamente do lado que costuma cobrar regulação obrigatória das grandes plataformas.
Os dois lados que cobriram convergem no essencial. Houve um pedido formal do tribunal, houve prazo, o prazo venceu e os dados não chegaram. Convergem também no que ainda não está provado: os 20 mil perfis e os 20 milhões de reais são alegação da parte interessada, apresentada pela própria pré-campanha, e não passaram por verificação independente nem por decisão da Justiça Eleitoral.
A disputa aparece no enquadramento. A cobertura de centro trata o descumprimento como um fato administrativo em curso, uma etapa de apuração que ainda pode se resolver. A cobertura de direita trata o mesmo descumprimento como demonstração de força de uma empresa global diante de uma instituição brasileira em ano eleitoral. Uma leitura de esquerda, que não chegou a ser publicada neste caso, tenderia a partir da mesma constatação para outro destino: a de que a fiscalização eleitoral depende de dados que só a plataforma possui, e que isso é argumento para regras vinculantes de transparência sobre impulsionamento e publicidade política, sem endossar de antemão os números apresentados por uma campanha.
O que ainda não se sabe é considerável. Não foi divulgado qual prazo o tribunal fixou nem em que data ele venceu. Não há informação sobre eventual multa, intimação nova ou qualquer sanção à empresa pelo atraso. Não se sabe se os perfis apontados existem no volume alegado, quem os teria contratado, de onde veio o dinheiro do impulsionamento e se houve, de fato, irregularidade eleitoral. A plataforma não se manifestou publicamente sobre o pedido, e o tribunal não anunciou prazo final para concluir a apuração.
Pedido tem como base o caso Dark Horse e contradições sobre financiamento do filme, aponta bancada. Leia no Poder 360.

Corte pediu à plataforma dados sobre contas suspeitas após campanha de Flávio Bolsonaro denunciar uma rede de perfis falsos.

A Meta não cumpriu os prazos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apresentar informações sobre supostos perfis falsos que
