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Supremo ordena devolução de penduricalhos em sete tribunais

2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•3 fontes•12/08/2026•atualizado em 13/08/2026•Política Fiscal
Supremo ordena devolução de penduricalhos em sete tribunais
Imagem: O Estado de S.Paulo

Resumo da cobertura

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal determinaram a suspensão imediata do pagamento de verbas fora do teto constitucional em sete tribunais de Justiça e, pela primeira vez, a devolução dos valores pagos acima do limite. A decisão atinge as cortes do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia, e ocorre após os tribunais prestarem contas sobre pagamentos identificados como irregulares.

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3 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro2 (67%)

Veículos com viés ao centro

  • G1'Penduricalhos': STF manda 7 tribunais devolverem valores; ministros citam 'pagamentos exorbitantes'Decisão atinge os Tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal. Esta é a primeira vez que o STF determina a devolução de valores indevidos.
    Análise editorial

    Texto descritivo, com vocabulário neutro e aspas atribuídas às decisões ('verbas exorbitantes' entre aspas, como citação). Explica a regra dos 35% + 35%, o mecanismo do adicional por antiguidade e lista as verbas irregulares sem qualificar moralmente os magistrados. Ausência de enquadramento ideológico caracteriza cobertura de centro.

    Qualidade argumentativa
    72/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    15/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não traz manifestação dos sete tribunais atingidos nem das associações de magistrados
    • Não menciona a resolução conjunta dos conselhos que os tribunais alegam ter seguido
  • Folha de S.PauloDino, Gilmar, Moraes e Zanin mandam juízes de 7 tribunais devolverem pagamentos 'exorbitantes'Determinações são desdobramento de reportagem da Folha que mostrou pagamentos de até R$ 495 mil em um mês
    Análise editorial

    Predomina o registro factual, com números de folha de pagamento e citação direta dos despachos. Inclui contraditório da associação de magistrados e declarações do presidente da Corte, o que equilibra o texto. O destaque à própria apuração como origem da decisão dá tom de accountability, mas sem vocabulário ideológico de esquerda ou de direita.

    Qualidade argumentativa
    78/100
    Manipulação emocional
    20/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    6

    Perspectivas omitidas

    • Não detalha o conteúdo da resolução dos conselhos que os tribunais apontam como base legal
    • Não ouve individualmente os sete tribunais citados, apenas reproduz posição genérica
Direita1 (33%)

Veículos com viés à direita

  • O Estado de S.PauloMoraes, Dino, Gilmar e Zanin determinam devolução de penduricalhos e citam pagamentos ‘exorbitantes’Tribunais de Justiça descumpriram diretrizes estabelecidas pelo STF para o pagamento dos benefícios a magistrados
    Análise editorial

    A base é factual, mas o enquadramento seleciona a assimetria de tratamento: registra que com a AGU, órgão ligado ao governo federal, 'os ministros foram mais brandos' e não houve ordem de devolução. Ênfase em controle do gasto público, em privilégio remuneratório e em accountability institucional aproxima o texto do enquadramento de direita.

    Qualidade argumentativa
    68/100
    Manipulação emocional
    25/100
    Clickbait
    20/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não traz resposta dos tribunais nem das associações de magistrados
    • Não menciona a estimativa de economia anual apontada pelos ministros

Quatro ministros do Supremo mandaram sete tribunais de Justiça suspender penduricalhos e devolver o que foi pago acima do limite de 70% do subsídio. É a primeira decisão do tipo a exigir devolução de valores. Abaixo, o que cada lado do noticiário destaca sobre a medida, os pagamentos identificados nas cortes e os prazos dados aos presidentes dos tribunais e à Advocacia-Geral da União.

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal determinaram nesta quarta-feira, 12, que sete tribunais de Justiça suspendam imediatamente o pagamento de verbas fora do teto constitucional e cobrem a devolução do que foi pago acima do limite. As decisões, praticamente idênticas, foram assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, e atingem as cortes do Distrito Federal, de Goiás, do Maranhão, do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte e de Rondônia. É a primeira vez que o Supremo, além de barrar os chamados penduricalhos, manda devolver dinheiro já depositado na conta de magistrados.

Desde março vale a regra que limita as verbas indenizatórias de magistrados, procuradores e promotores a 35% do teto do funcionalismo, hoje em R$ 46.366, com outra parcela de até 35% ligada ao tempo de carreira. Na prática, quem está no topo da carreira pode receber até 70% acima do teto, algo em torno de R$ 32,4 mil extras. Os ministros afirmam que os documentos enviados pelos próprios tribunais mostram inúmeras verbas pagas em desacordo com essas diretrizes, entre elas auxílio pré-escolar, auxílio mudança, auxílio adoção, licença compensatória e gratificações por acúmulo de funções. Os presidentes das cortes terão de comprovar nos autos a suspensão dos pagamentos e a devolução dos valores, e a Advocacia-Geral da União foi intimada a enviar em 72 horas as folhas de pagamento completas de seus membros.

A cobertura de centro relatou o passo a passo administrativo da decisão e o tamanho dos valores em jogo. Um magistrado do Maranhão recebeu R$ 3,2 milhões, um desembargador aposentado do Rio Grande do Norte recebeu R$ 1,1 milhão em dois meses e 589 magistrados do Rio de Janeiro receberam mais de R$ 100 mil em um único mês. Essa cobertura também registrou que a ofensiva é desdobramento de uma apuração publicada em julho, que expôs pagamentos de até R$ 495 mil em um mês, e que os ministros estimam economia de R$ 7,3 bilhões por ano com o fim de cerca de 50 penduricalhos.

Veículos de direita enfatizaram o contraste de tratamento entre o Judiciário estadual e a Advocacia-Geral da União. Enquanto os tribunais foram obrigados a devolver valores, o órgão chefiado pelo ministro Jorge Messias, ligado ao governo federal, apenas terá de prestar informações sobre o pagamento de honorários de sucumbência, sem ordem de devolução. Nesse enquadramento, o caso aparece como falha de controle sobre o gasto público e como teste da disposição do Estado de cobrar de si mesmo o rigor que exige do contribuinte.

Do lado da esquerda, que até agora não produziu cobertura própria sobre esta decisão, a leitura previsível parte da desigualdade. Os valores citados equivalem a dezenas de anos de rendimento de um trabalhador médio e convivem com o discurso de contenção fiscal aplicado a saúde, educação e assistência. Veículos de esquerda tendem a destacar que o acúmulo de verbas indenizatórias funcionou como forma de contornar o teto constitucional sem passar pelo debate público, e a apontar o peso das corporações e das associações de classe na preservação dos benefícios.

Os tribunais alegaram, na prestação de contas apresentada ao Supremo, ter seguido resolução conjunta aprovada em abril pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público, norma que recriou parte das verbas extintas. A associação que representa os magistrados afirmou respeitar as decisões da Corte e sustentou que valores recebidos de forma excepcional em um mês não correspondem ao salário habitual de um juiz. A fiscalização dos pagamentos irregulares cabe ao Conselho Nacional de Justiça.

Ainda não se sabe quanto dinheiro será efetivamente devolvido, em que prazo e por quais magistrados, nem se haverá responsabilização de quem autorizou os pagamentos. Também não está claro o destino da resolução dos conselhos usada como justificativa pelas cortes, nem se a Advocacia-Geral da União será alcançada por ordem de devolução depois de entregar as folhas. As coberturas divergem, ainda, sobre o período a que se refere o pagamento de R$ 3,2 milhões a um magistrado no Maranhão.

Briefing

O que importa para você

O teto do funcionalismo é de R$ 46.366 e as verbas extras ficam limitadas a 70% desse valor, cerca de R$ 32,4 mil. Os ministros estimam economia de R$ 7,3 bilhões por ano com o fim de aproximadamente 50 penduricalhos. Sete tribunais estaduais e o Distrito Federal precisam bloquear pagamentos e cobrar a devolução. A Advocacia-Geral da União tem 72 horas para entregar as folhas completas.

Onde os lados divergem

A cobertura de centro concentra a apuração nos números da folha de pagamento e na economia estimada com o fim das verbas. A cobertura de direita destaca que o tratamento dado à Advocacia-Geral da União, ligada ao governo federal, foi mais brando, com pedido de informações sobre honorários de sucumbência e sem ordem de devolução, enquanto os tribunais estaduais foram obrigados a cobrar o dinheiro de volta.

Onde os lados concordam

Todas as coberturas tratam como fato que quatro ministros do STF mandaram sete tribunais de Justiça suspender pagamentos fora do teto e devolver valores, que é a primeira decisão do tipo a exigir devolução, e que os próprios documentos enviados pelas cortes revelaram verbas pagas em desacordo com a regra de 70% do subsídio.

O que ainda está incerto

Não há informação sobre o montante total a ser devolvido, o prazo de restituição nem eventual punição a quem autorizou os pagamentos. Também segue indefinido o destino da resolução dos conselhos usada como justificativa pelos tribunais e se a Advocacia-Geral da União receberá ordem de devolução. As coberturas divergem sobre o período do pagamento de R$ 3,2 milhões a um magistrado no Maranhão.

JudiciárioPolítica NacionalPolítica Fiscal

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Fontes

Espectro: Centro
'Penduricalhos': STF manda 7 tribunais devolverem valores; ministros citam 'pagamentos exorbitantes'
'Penduricalhos': STF manda 7 tribunais devolverem valores; ministros citam 'pagamentos exorbitantes'

Decisão atinge os Tribunais de Justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal. Esta é a primeira vez que o STF determina a devolução de valores indevidos.

G1G1
Espectro: Centro
Dino, Gilmar, Moraes e Zanin mandam juízes de 7 tribunais devolverem pagamentos 'exorbitantes'
Dino, Gilmar, Moraes e Zanin mandam juízes de 7 tribunais devolverem pagamentos 'exorbitantes'

Determinações são desdobramento de reportagem da Folha que mostrou pagamentos de até R$ 495 mil em um mês

Folha de S.PauloFolha de S.Paulo
Espectro: Direita
Moraes, Dino, Gilmar e Zanin determinam devolução de penduricalhos e citam pagamentos ‘exorbitantes’
Moraes, Dino, Gilmar e Zanin determinam devolução de penduricalhos e citam pagamentos ‘exorbitantes’

Tribunais de Justiça descumpriram diretrizes estabelecidas pelo STF para o pagamento dos benefícios a magistrados

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo

Centro

2 fontes

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal determinaram a suspensão imediata do pagamento de verbas fora do teto constitucional em sete tribunais de Justiça e, pela primeira vez, a devolução dos valores pagos acima do limite. A decisão atinge as cortes do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia, e ocorre após os tribunais prestarem contas sobre pagamentos identificados como irregulares.

Direita

1 fonte

O episódio escancara a falta de controle sobre o gasto de um Judiciário que cria as próprias regras de remuneração e descumpre limites fixados pela instância máxima do país. Pagamentos que chegaram a milhões de reais para um único magistrado saem do bolso do contribuinte e revelam um Estado que cobra rigor do setor privado e não o aplica a si mesmo.

Esquerda

0 fontes

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    Prazo de cinco dias para presidentes dos tribunais comprovarem a devolução dos valores e a suspensão dos pagamentos
    www1.folha.uol.com.br
  2. 15 de ago. de 2026, 12:00Programado
    Prazo de 72 horas para a Advocacia-Geral da União enviar ao STF as folhas de pagamento completas de seus membros
    g1.globo.com
  3. 12 de ago. de 2026, 00:00
    Moraes, Dino, Gilmar Mendes e Zanin determinam suspensão e devolução de penduricalhos em sete tribunais de Justiça
    estadao.com.brwww1.folha.uol.com.br
  4. 01 de jul. de 2026, 00:00
    Ministros do STF dão 48 horas para presidentes de sete tribunais de Justiça explicarem pagamentos fora do teto
    g1.globo.comwww1.folha.uol.com.br
  5. 01 de jun. de 2026, 00:00
    STF flexibiliza regras dos penduricalhos ao julgar recurso da Procuradoria-Geral da República
    g1.globo.com

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