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Pesquisas divulgadas em 15 e 16 de junho de 2026 sobre a corrida presidencial em São Paulo mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) no 1º turno, com empate técnico no 2º turno e o ativista Renan Santos (Missão) em ascensão na terceira via. O levantamento Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores paulistas entre 13 e 15 de junho, com margem de 2 pontos.
As pesquisas divulgadas em meados de junho de 2026 trouxeram novos contornos à corrida presidencial em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. O levantamento Real Time Big Data, divulgado em 16 de junho e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04419/2026, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente no primeiro turno entre os eleitores paulistas, com 36% das intenções de voto, contra 31% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um eventual segundo turno no estado, os dois aparecem tecnicamente empatados, com Flávio em 47% e Lula em 44%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 13 e 15 de junho.
A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou os números de forma factual, destacando também a rejeição elevada dos dois polos: 51% dos paulistas dizem que não votariam em Lula e 50% rejeitam Flávio. Os mesmos veículos registraram que o governo Lula é desaprovado por 53% dos eleitores de São Paulo e aprovado por 43%, com 39% avaliando a gestão como ruim ou péssima. Esses dados desenham um cenário de forte polarização e desgaste no estado.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo da terceira via e do antipetismo. A reportagem da Veja deu proeminência à 'disparada' do ativista e empresário Renan Santos, do partido Missão, ligado ao antigo Movimento Brasil Livre (MBL). Ele saltou de 2% em março para 10% em junho, tornando-se o nome mais forte fora da polarização PT-PL no estado, à frente de Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Aécio Neves (PSDB) e Joaquim Barbosa (DC). Para essa leitura, a baixa rejeição de Renan Santos, de 30%, abriria espaço para uma alternativa liberal e anti-establishment.
Da parte da esquerda, a leitura foi mais otimista quanto ao desempenho de Lula em escala nacional. Colunas e bastidores próximos ao Palácio do Planalto, como o relato publicado pelo Metrópoles, destacaram a pesquisa do instituto Nexus em parceria com o Banco BTG Pactual, divulgada em 15 de junho, que mostrou Lula liderando o primeiro turno e aparecendo com 49% no segundo turno, à frente de Flávio e, pela primeira vez, fora da margem de erro em cenário nacional. Ainda assim, a orientação interna na pré-campanha petista é de cautela, evitando qualquer clima de 'já ganhou'.
O que ainda não se sabe é como esses números evoluirão à medida que as pré-candidaturas se consolidam e os palanques se definem. As pesquisas retratam um momento específico, com forte polarização entre Lula e Flávio e uma terceira via que ganha tração apenas em recortes estaduais. Não há, por ora, clareza sobre se o crescimento de Renan Santos em São Paulo se sustenta nacionalmente, nem sobre o impacto das altas taxas de rejeição dos dois principais nomes no desfecho da disputa.
Todos os lados reconhecem que a disputa presidencial de 2026 em São Paulo segue acirrada e polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com empate técnico no 2º turno no estado e rejeição alta para ambos.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Coluna de bastidor centrada na reação animada da pré-campanha petista a uma pesquisa favorável (Lula 49% no 2º turno, à frente fora da margem). O recorte é favorável a Lula, mas a coluna reporta a orientação interna de 'evitar euforia', mantendo tom descritivo de bastidor mais do que defesa ideológica — fica em CENTER com leve inclinação.
Perspectivas omitidas
Texto neutro e factual: reporta o empate técnico no 2º turno (47% x 44%), números do 1º turno, rejeição, aprovação do governo Lula e ficha técnica, sem vocabulário valorativo. Padrão de cobertura CENTER.
Veículos com viés à direita
O título 'Nem Lula nem Flávio' e a moldura de 'disparada' do candidato da terceira via (Renan Santos, ligado ao MBL) dão proeminência ao crescimento de um nome de direita liberal/anti-establishment, enquadramento típico de cobertura RIGHT, embora os dados numéricos sejam reportados com fidelidade.
Perspectivas omitidas

No entorno do presidente Lula, a orientação é evitar clima de “já ganhou”, apesar dos resultados positivos da pesquisa

Levantamento Real Time Big Data mostra que senador e presidente estão tecnicamente empatados no Estado. Leia no Poder360.

Desempenho de Renan Santos surpreende e supera rivais da chamada 'terceira via', segundo levantamento Real Time Big Data publicado nesta terça-feira
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