Impeachment de Alexandre de Moraes depende da eleição para presidir o Senado
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de centro apresentou a avaliação de um analista político segundo a qual o futuro de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal depende de quem vencer a eleição para a presidência do Senado Federal, já que só o presidente da Casa pode abrir processo de impeachment de ministro do STF. O texto registrou que Davi Alcolumbre declarou não pretender pautar o impeachment caso seja reeleito.
A cobertura de direita, em coluna de análise, afirmou que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva mudou a disputa pelo Senado e deu fôlego a Alexandre de Moraes, que vinha acuado pelo caso Vorcaro. O texto contrapôs o candidato do PL, Rogério Marinho, que quer pautar o impeachment, a Davi Alcolumbre, que já se disse contra, e registrou que tirar Moraes do cargo virou promessa de campanha.
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Os dois lados que cobriram registram que Davi Alcolumbre é contra pautar o impeachment de Alexandre de Moraes, que Rogério Marinho, do PL, representa a candidatura favorável ao processo e que o centrão decidirá a eleição no Senado.
Só o presidente do Senado Federal pode abrir processo de impeachment contra ministro do Supremo Tribunal Federal. Por isso, a disputa entre Davi Alcolumbre, que se diz contra pautar o caso de Alexandre de Moraes, e Rogério Marinho, candidato do PL que quer pautá-lo, passou a definir o futuro do ministro.
A eleição para a presidência do Senado Federal passou a ser tratada como o ponto que decide o futuro de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Pela regra, só o presidente do Senado pode abrir um processo de impeachment contra ministro do STF, e Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, atual presidente e candidato à reeleição, declarou que não pretende pautar o impeachment de ministros da Corte.
A cobertura de centro relatou a avaliação de um analista político segundo a qual, se Alcolumbre for reeleito, a chance de abertura do processo contra Moraes é muito baixa, enquanto um presidente mais à direita aumentaria essa probabilidade. O texto citou como concorrentes a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, e o senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e lembrou que são necessários 41 votos entre os 81 senadores para vencer a eleição da Mesa. A mesma matéria registrou as acusações de proximidade entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o pedido de vista do ministro Flávio Dino que interrompeu o julgamento do caso no plenário do Supremo.
Os dois lados que cobriram convergem em três pontos: Marinho representa a candidatura que quer pautar o impeachment, Alcolumbre já se colocou contra, e o centrão será decisivo. Veículos de direita, numa coluna de análise, foram além e escreveram que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva mudou a disputa e deu fôlego a Moraes, que vinha acuado pelo caso Vorcaro. A coluna registrou que o PL elegeu 29 cadeiras para a próxima legislatura, mas que o impeachment de um ministro do Supremo exige 54 votos. Segundo o texto, Lula manifestou apoio a Alcolumbre, a federação União-PP também anunciou apoio ao atual presidente, e o PL, surpreendido pela fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, se reuniria na semana seguinte para definir sua estratégia. A coluna citou ainda o contrato de 129 milhões de reais com Vorcaro e afirmou que tirar Moraes do cargo virou promessa de campanha pelo país.
A diferença entre as coberturas está no foco. O texto de centro concentrou a explicação na prerrogativa do presidente do Senado e na lista de candidatos, enquanto a coluna de direita deu peso ao resultado da eleição presidencial e à negociação com o centrão. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado. Nenhuma das matérias trouxe a resposta de Moraes às acusações.
Até a noite de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, o PL ainda não havia definido se lançaria Marinho ou buscaria acordo com Alcolumbre, e não se sabia se Tereza Cristina manteria a candidatura apesar do apoio da federação União-PP ao atual presidente. A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro do ano que vem.
O analista de Política da CNN Matheus Teixeira aponta que apenas o presidente do Senado pode dar início a processo de impeachment de ministro do STF

Vitória de Lula mudou a disputa pelo controle do Senado, que é de interesse do ministro
