Tereza Cristina mantém candidatura no Senado após apoio de União e PP a Alcolumbre
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A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) declarou nesta terça-feira apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. A decisão, assinada por Antonio Rueda e Ciro Nogueira, enfraquece a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reagiu dizendo que a eleição de fevereiro de 2027 será decidida pelo voto secreto dos 81 senadores. Rogério Marinho (PL-RN) também disputa o cargo.
Para a cobertura de esquerda, o apoio de União Brasil e PP à reeleição de Davi Alcolumbre dificulta a tentativa do bolsonarismo de tomar o comando do Senado com Rogério Marinho ou Tereza Cristina. Alcolumbre conta com o respaldo do presidente Lula e se aproximou do governo ao pautar o fim da escala 6x1 e o novo teto de faturamento do microempreendedor individual.
Pelo prisma da direita, a decisão da cúpula de União Brasil e PP de apoiar Davi Alcolumbre foi tomada à revelia de parte das bancadas, e senadores como Tereza Cristina, Guilherme Derrite e Dr. Hiran resistem. A oposição lembra que a eleição é secreta e individual, e que a maioria de direita eleita para o Senado cobra a abertura de processos contra ministros do Supremo.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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A federação União Brasil-PP declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. Tereza Cristina, líder do PP na Casa, reagiu defendendo o voto secreto dos 81 senadores, e Rogério Marinho, nome do PL, disse que a decisão não se refletirá na bancada. A eleição ocorre em fevereiro de 2027.
A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) anunciou nesta terça-feira, 27 de outubro, apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado Federal. A nota foi assinada pelos presidentes das duas legendas, Antonio Rueda, do União Brasil, e o senador Ciro Nogueira, do PP. O texto afirma que a continuidade de Alcolumbre contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político do país.
A decisão pesa diretamente sobre a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e líder do PP no Senado, que pretendia disputar o cargo. Horas depois, ela reagiu nas redes sociais. Disse que o comando da Casa será definido pelo voto livre, soberano e secreto dos 81 senadores, lembrou que os 54 eleitos e reeleitos ainda nem foram diplomados e afirmou que, como líder veterana, vai receber os colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina.
Os fatos básicos aparecem em toda a cobertura. União Brasil e PP terão juntos 12 senadores a partir de 2027. A eleição está marcada para fevereiro, no início da nova legislatura, e exige 41 votos. O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada da Casa e defende o nome de Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Marinho minimizou o anúncio e disse que a posição da federação não se refletirá na bancada. Alcolumbre também conta com sinais de apoio de MDB, PSD e PT, depois de um encontro com o presidente Lula e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, no Palácio da Alvorada.
A cobertura de centro relatou que a adesão foi decidida pela cúpula e rachou as bancadas. Além de Tereza Cristina, senadores do PP como Guilherme Derrite e Dr. Hiran resistem à recondução. Segundo esse relato, aliados de Alcolumbre calculam um piso de 43 votos e um potencial de 48, contando com traições no PL, enquanto Marinho diz também contar com 48. Esses veículos lembraram ainda que Ciro Nogueira perdeu a reeleição e virou alvo da Polícia Federal por relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Veículos de esquerda destacaram que o apoio da federação dificulta o plano do bolsonarismo de assumir o Senado e associaram a força de Alcolumbre à vitória de Lula. Ressaltaram os acenos do senador ao governo, como a votação do fim da escala de trabalho de seis dias por um de descanso e o novo teto de faturamento do microempreendedor individual.
Veículos de direita enfatizaram a reação de Tereza Cristina e a defesa do voto secreto de cada senador, além da mudança de rota da federação, que havia apoiado Flávio Bolsonaro no segundo turno. Também registraram a declaração de Marinho de que a bancada não seguirá a cúpula. No pano de fundo está a principal queixa da oposição: Alcolumbre não abre processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, bandeira que ajudou a direita a ampliar sua presença no Senado.
Ainda não se sabe se Tereza Cristina formalizará a candidatura ou se a oposição se unirá em torno de um único nome. Também não está claro quantos senadores do PP e do União Brasil seguirão a orientação da cúpula numa votação que é secreta.
As legendas ressaltaram a experiência do senador e sua capacidade de promover o diálogo


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Nesta matéria: viés de centro.