
O que diz a nova pesquisa Real Time Big Data sobre rejeição a Tarcisio e a Haddad em SP
Resumo da cobertura
A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 16 de junho de 2026 mostrou estabilidade na corrida pelo governo de São Paulo: Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 46% e Fernando Haddad (PT) com 33%, seguidos por Kim Kataguiri (8%) e Paulo Serra (6%). No índice de rejeição, Haddad lidera com 36%, à frente de Tarcísio (30%), Kim (25%) e Paulo Serra (18%). No cenário presidencial em São Paulo, o ativista Renan Santos cresceu de 2% em março para 10%, único pré-candidato a avançar enquanto Lula e Flávio Bolsonaro recuaram. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 13 e 15 de junho, com margem de erro de 2 pontos e registro no TSE.
A pesquisa Real Time Big Data divulgada em 16 de junho de 2026 indicou estabilidade na disputa pelo governo de São Paulo e movimentou o cenário presidencial no maior colégio eleitoral do país. No estado, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aparece com 46% das intenções de voto, à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, com 33%. Na sequência vêm o deputado Kim Kataguiri, com 8%, e o prefeito de Santo André, Paulo Serra, com 6%. Em relação ao levantamento de março, Tarcísio oscilou um ponto para baixo e Haddad subiu dois, variações dentro da margem de erro.
A cobertura de centro, representada pela CNN Brasil, detalhou a metodologia e os índices de rejeição. O instituto ouviu 2 mil eleitores em todo o estado, entre os dias 13 e 15 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-09734/2026. No índice de rejeição, Haddad lidera, com 36%, seguido por Tarcísio, com 30%, Kim Kataguiri, com 25%, e Paulo Serra, com 18%. Esses são os pontos em que todos os veículos convergem: os percentuais, a estabilidade do quadro e a maior rejeição ao candidato petista.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de direita, como a Veja, deram destaque à estratégia do governador, descrita como aposta em resultados fiscais, privatizações, marcos regulatórios e projetos de infraestrutura, apresentando São Paulo como estado de desenvolvimento econômico e equilíbrio fiscal. Nessa leitura, Tarcísio evita transformar a disputa em embate ideológico, e a vantagem nas pesquisas seria o prêmio dessa postura de gestão. A mesma cobertura enquadra Haddad como o lado mais combativo, que centra a atuação em temas nacionais e confronta o governador em assuntos como tributação, economia e a relação entre os governos estadual e federal, incluindo o chamado tarifaço dos Estados Unidos.
Numa leitura de esquerda, os mesmos números seriam lidos por outro ângulo: a rejeição mais alta a Haddad expõe o desgaste de comunicação do campo progressista, e a postura combativa do ministro seria a tentativa de recolocar a desigualdade e o papel do Estado no centro do debate, diante de uma campanha adversária voltada a privatizações. O contraste de prioridades, gestão e equilíbrio fiscal de um lado, papel do Estado e justiça social de outro, é a fronteira que separa as duas narrativas sobre o mesmo resultado.
No cenário presidencial dentro de São Paulo, veículos de direita enfatizaram o crescimento do ativista Renan Santos, da Missão, que saltou de 2% em março para 10%, único pré-candidato a avançar enquanto o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro recuaram. A reportagem atribui a ascensão ao discurso antissistema, à forte presença digital e ao apelo entre eleitores jovens, com temas como empreendedorismo, redução da dependência do Estado e crítica ao modelo tradicional de emprego. Segundo os analistas ouvidos, Renan ataca simultaneamente os dois polos da disputa e lidera o grupo de candidatos alternativos, à frente de Zema, Caiado e Aécio Neves.
Briefing
O que importa para você
- Tarcísio (46%) lidera com folga a disputa ao governo de SP frente a Haddad (33%).
- Haddad tem a maior rejeição da disputa estadual: 36%.
- No cenário presidencial em SP, Renan Santos saltou de 2% para 10%, único a crescer.
- Pesquisa com 2 mil eleitores, campo de 13 a 15 de junho, margem de 2 pontos, registro TSE SP-09734/2026.
Onde os lados divergem
- Direita: a vantagem de Tarcísio premia a aposta em gestão, privatizações e equilíbrio fiscal, e a alta rejeição a Haddad reflete cansaço com sua postura combativa.
- Esquerda: a rejeição a Haddad expõe desgaste de comunicação do PT, e sua postura combativa busca recolocar desigualdade e papel do Estado no centro do debate.
Onde os lados concordam
Todos os veículos reportam os mesmos números: Tarcísio com 46% e Haddad com 33% no governo de SP, rejeição maior a Haddad (36%) que a Tarcísio (30%), e quadro estável em relação a março.
O que ainda está incerto
- As matérias não trazem os percentuais atuais de Lula e Flávio Bolsonaro no recorte paulista.
- Não há cenários de segundo turno nem projeção de como as estratégias se comportarão na campanha oficial.
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilReal Time: Haddad é rejeitado por 36% dos paulistas; Tarcísio, por 30%Pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 13 e 15 de junho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos
Ver análise editorial
A CNN Brasil reporta os índices de rejeição (Haddad 36%, Tarcísio 30%, Kim 25%, Paulo Serra 18%) de forma estritamente factual, com partidos identificados, metodologia completa (2 mil entrevistados, campo de 13 a 15 de junho, margem de 2 pontos, 95% de confiança) e protocolo de registro no TSE. Sem vocabulário valorativo nem framing ideológico — cobertura de centro.
Linha do Tempo
- 16 de jun. de 2026, 00:00Pesquisa Real Time Big Data é divulgada, com Tarcísio a 46% e Haddad a 33% no governo de SP e Renan Santos a 10% no cenário presidencial paulista
- 15 de jun. de 2026, 00:00Real Time Big Data conclui campo da pesquisa em São Paulo, com 2 mil eleitores ouvidos entre 13 e 15 de junho
Fontes

Pesquisa indica estabilidade na disputa; governador aposta em gestão e resultados, enquanto ministro intensifica confronto político

Levantamento mostra avanço expressivo entre eleitores paulistas; especialistas apontam discurso antissistema e força digital como fatores da ascensão

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 13 e 15 de junho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos
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