Caiado, Zema e Cury culpam Judiciário pelo cancelamento do debate presidencial
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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O último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para a noite de quinta-feira (1º), foi cancelado pela emissora organizadora depois de duas decisões judiciais de última hora. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição do púlpito vazio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não iria ao encontro, e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão). Flávio Bolsonaro (PL) desistiu pouco antes. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), que já estavam no estúdio, criticaram o Judiciário.
Pela leitura de esquerda, o cancelamento expõe um modelo de debate que privilegia o espetáculo e não garante ao eleitor acesso a propostas. Lula, que não compareceu, disse em entrevista que os debates são infrutíferos e que não faz sentido pôr lado a lado candidatos com 49% e 1%.
Na leitura de direita, o cancelamento é o retrato de um Judiciário que interfere na eleição e desequilibra a disputa. Flávio Bolsonaro chamou a liminar do TSE de censura e disse não compactuar com o 'sequestro da democracia'.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O último debate presidencial antes do primeiro turno foi cancelado após a ministra Estela Aranha, do TSE, vetar o púlpito vazio de Lula e Gilmar Mendes, do STF, incluir Renan Santos. Caiado, Zema e Cury atacaram o Judiciário, Flávio Bolsonaro falou em censura e Lula chamou os debates de infrutíferos.
O último debate entre candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno foi cancelado na noite de quinta-feira, 1º de outubro. A emissora que promoveria o encontro disse ter recebido duas notificações judiciais que mudaram as regras já acordadas com os partidos e alegou insegurança jurídica. Ronaldo Caiado, do PSD, Romeu Zema, do Novo, e Augusto Cury, do Avante, já estavam no estúdio quando a suspensão foi anunciada, e os três atacaram o Judiciário.
As fontes convergem sobre a sequência dos fatos. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, havia informado que não participaria. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, proibiu a exibição destacada do púlpito vazio reservado a ele e vetou perguntas dirigidas ao ausente. Depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o STF, determinou a inclusão de Renan Santos, do partido Missão, horas depois de a ministra Cármen Lúcia negar o mesmo pedido. Pouco antes do horário marcado, Flávio Bolsonaro, do PL, também desistiu. Lula concedeu entrevista a um podcast no mesmo horário.
As reações foram duras. Caiado classificou o episódio como um atentado à democracia brasileira e disse que destruíram o processo eleitoral. Zema chamou a decisão que incluiu Renan Santos de sem pé nem cabeça e afirmou que a Justiça está a serviço de Lula. Cury defendeu mudar a Constituição para fixar mandato de oito anos para ministros do STF. Renan Santos disse que Lula e Flávio fugiram mais uma vez e que o eleitor ficará sem conhecer as propostas.
A cobertura de centro relatou o episódio com ênfase na cadeia de decisões judiciais, citando também a decisão anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que levou à inclusão de Zema, e a nota da emissora. Veículos de direita enfatizaram as acusações de censura e de interferência do Judiciário, dando destaque às expressões sequestro da democracia, usada por Flávio Bolsonaro, e ditadura da toga, atribuída a Caiado, além da crítica de Zema de que o Supremo favorece o candidato preferido dos ministros. Entre os veículos de esquerda, não houve análise própria do cancelamento: o registro ficou restrito à agenda dos candidatos, com espaço para as falas de Lula sobre investir na educação recursos da Margem Equatorial e criar um conselho da sociedade civil para indicar ministros do STF. Na entrevista, Lula disse que os debates são infrutíferos e que não faz sentido reunir um candidato com 49% e outro com 1%.
Ainda não se sabe se haverá algum novo encontro entre os candidatos antes da votação, nem se o TSE ou o STF vão responder às críticas. Também não ficou claro qual teria sido o formato do programa se as duas decisões tivessem sido cumpridas.
Presidenciáveis realizam suas últimas atividades na reta final do primeiro turno da campanha presidencial.
Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema criticam episódio.

Rede Globo informou o cancelamento do debate que aconteceria nesta quinta-feira (1º), às 21h30, após ausência de Lula e Flávio

Zema falou em 'insegurança política'; Caiado citou 'atentado à democracia'; Cury defendeu mudanças no STF; Renan acusou Lula e Flávio de fugirem do confronto
