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Reportagem investigativa da Agência Pública mapeia uma 'Bancada das Bets' informal no Congresso Nacional: parlamentares que, segundo dezenas de congressistas ouvidos, atuam nos bastidores em favor das casas de apostas online. São apontados como articuladores centrais os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Felipe Carreras (MDB-PE), além do senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA). O material lista episódios como a retirada da Cide-bets de 15% do texto do PL Antifacção, a resistência ao PL 5.473/25 de Renan Calheiros que aumentaria impostos do setor, e uma viagem à Ilha de Saint Martin com empresários do ramo. Dr. Luizinho nega ter recebido contrapartidas e afirma que as bets já estão taxadas. Em paralelo, o O POVO anunciou pesquisa sobre os parlamentares cearenses mais influentes em Brasília.
Uma investigação especial da Agência Pública revelou a existência de uma articulação informal, mas influente, dentro do Congresso Nacional em defesa das casas de apostas online, apelidada de "Bancada das Bets". Segundo a reportagem, dezenas de congressistas ouvidos apontaram como articuladores centrais os deputados federais Dr. Luizinho (PP-RJ), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Felipe Carreras (MDB-PE), além do senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA). A atuação desse grupo, ao contrário de frentes formais como a do agronegócio, se daria por conversas diretas com lideranças partidárias e pelo fornecimento de discursos em defesa das apostas.
O episódio mais emblemático citado é a retirada da Cide-bets, uma contribuição de 15%, do texto do chamado PL Antifacção. Segundo a apuração, a medida preservou as empresas de apostas e deixou de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões por ano que seriam destinados à segurança pública. A reportagem também menciona a resistência ao PL 5.473/25, de autoria do senador Renan Calheiros, que propõe aumentar impostos sobre casas de apostas digitais, fintechs e bancos, e que até agora não entrou na pauta do plenário. Outro episódio destacado é uma viagem à Ilha de Saint Martin, paraíso fiscal caribenho, em avião de empresário ligado ao "Jogo do Tigrinho", da qual participaram parlamentares e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Em paralelo, o jornal cearense O POVO anunciou uma pesquisa sobre os parlamentares mais influentes da bancada do Ceará em Brasília, convidando os 22 deputados federais e os três senadores do estado a participar — matéria que ancora o mesmo eixo de influência parlamentar no Congresso.
Veículos de esquerda, como a própria Agência Pública, enfatizaram a dimensão de captura do interesse público pelo poder econômico: para essa cobertura, a renúncia fiscal de R$ 30 bilhões representa recursos subtraídos da segurança pública, e a proximidade entre parlamentares, empresários de apostas e até ministros do Supremo Tribunal Federal, como no Fórum Jurídico de Lisboa, revelaria a promiscuidade entre política e negócios. A cobertura de centro, de veículos como o O POVO, tratou o tema de forma mais factual, situando-o no mapeamento da influência das bancadas regionais e da atuação parlamentar. Veículos de direita tenderiam a enfatizar a defesa apresentada pelos citados: Dr. Luizinho nega ter recebido qualquer contrapartida, afirma que as apostas já estão taxadas e arrecadaram mais de R$ 14 bilhões em impostos no ano, enquanto o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) sustenta que seu projeto favorece o apostador vencedor, e não as empresas.
O que ainda não se sabe é o desfecho tributário do setor: o PL 5.473/25 segue sem previsão de votação no plenário, e não há comprovação pública de contrapartida financeira direta aos parlamentares apontados. Também permanece em aberto se as investigações da Polícia Federal sobre episódios correlatos, como a viagem a Saint Martin — cuja apuração foi arquivada pelo ministro Alexandre de Moraes após parecer da Procuradoria-Geral da República —, terão desdobramentos.
Todos os lados reconhecem que existe uma disputa em torno da tributação das casas de apostas no Congresso e que Dr. Luizinho e outros parlamentares atuaram contra o aumento de impostos do setor.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Enquadramento típico de esquerda: foco em lobby corporativo, renúncia fiscal de R$ 30 bilhões para a segurança pública, atuação de parlamentares em favor de 'casas de apostas' e crítica a paraíso fiscal e viagens com empresários. Vocabulário e ângulo priorizam accountability de poder econômico concentrado e regulação estatal. Reportagem bem apurada, com direito de resposta parcial (fala de Dr. Luizinho e Cabo Gilberto), o que segura o viés em LEFT e não em extremo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Sem unidade ou representação oficial, "bancada das bets" beneficia empresas do ramo usando bandeiras econômica e liberal
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