Eduardo Paes vê manobra de Garotinho para Douglas Ruas vencer no 1º turno no Rio
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Eduardo Paes (PSD), segundo colocado na eleição para o governo do Rio de Janeiro, acusou Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) de articularem uma manobra para eleger Ruas no primeiro turno. A acusação veio depois que Garotinho, com o registro de candidatura indeferido, desistiu do recurso no Tribunal Superior Eleitoral. Ruas teve 49,27% dos votos válidos e, sem os votos de Garotinho, passaria de 50%. O TSE deu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar.
Eduardo Paes denunciou que a desistência de Anthony Garotinho do recurso no Tribunal Superior Eleitoral seria uma manobra para retirar dos eleitores do Rio de Janeiro o direito a um segundo turno e garantir a vitória de Douglas Ruas, do PL, partido de Jair Bolsonaro.
Douglas Ruas, candidato do PL, liderou o primeiro turno no Rio de Janeiro com 49,27% dos votos válidos e pode ser declarado governador se os votos de Anthony Garotinho, cuja candidatura foi indeferida, forem anulados em definitivo.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Anthony Garotinho desistiu do recurso no Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura. Sem os votos dele, Douglas Ruas, do PL, passaria de 49,27% para 50,89% dos válidos e venceria no primeiro turno. Eduardo Paes, do PSD, acusa uma manobra; o TSE deu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral opinar.
O ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, acusou nesta segunda-feira, 5 de outubro, os adversários Anthony Garotinho, do Republicanos, e Douglas Ruas, do PL, de articularem uma manobra para encerrar a eleição ao governo do Rio de Janeiro já no primeiro turno. A acusação, feita em vídeo nas redes sociais, veio horas depois de Garotinho desistir do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura.
Os números explicam o peso do gesto. Ruas terminou o primeiro turno, no domingo, com 4.271.199 votos, ou 49,27% dos válidos. Paes teve 3.706.984 votos, 42,76%. Garotinho ficou em terceiro, com 274.411 votos, 3,17%. Se os votos de Garotinho forem retirados da conta dos válidos, a votação proporcional de Ruas sobe para 50,89%, acima da maioria exigida para vencer sem segundo turno.
A cobertura converge em que a questão ainda não está decidida. O ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral, deu dois dias para a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestar sobre o pedido de desistência. A simples apresentação do pedido não equivale à homologação judicial. Até lá, Ruas e Paes seguem formalmente classificados para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No vídeo, Paes disse que sua campanha denunciava desde o início que Garotinho era um candidato laranja e falou em vitória no tapetão. Ele também citou Wladimir Garotinho, filho do ex-governador, eleito deputado federal pelo PL, mesmo partido de Ruas. Wladimir respondeu pelas redes que foi Paes quem passou a eleição tentando invalidar os votos de seu pai e que, se esses votos forem anulados, Ruas vence porque o povo assim escolheu. Procurado, Ruas não quis se manifestar.
A cobertura de centro relatou o episódio com as falas de Paes, os números da apuração, o despacho do relator e a resposta de Wladimir Garotinho, sem adotar a tese de nenhum dos lados. Veículos de esquerda destacaram a acusação de que a manobra entregaria o governo do Rio ao bolsonarismo e enfatizaram a ideia de interferência no direito do eleitor de decidir no segundo turno, embora registrassem que não há comprovação de acordo entre Garotinho e Ruas. Veículos de direita enfatizaram o caminho jurídico: a liderança de Ruas nas urnas, a decisão de 2 de outubro que mandou registrar os votos de Garotinho como anulados sub judice e a ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de incluí-los provisoriamente no cálculo. Nessa leitura, a desistência apenas acelera a definição de um resultado já desenhado pelos eleitores.
Ainda não se sabe se o tribunal vai aceitar a desistência nem se ela basta para anular em definitivo os votos de Garotinho. Também não há prova pública de qualquer acerto entre Garotinho e a campanha de Ruas. A data da decisão final, e com ela a confirmação ou o cancelamento do segundo turno, depende do parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral e do plenário da corte.
Candidato do PL teve 49,27% dos votos no primeiro turno e pode ser eleito caso votos de Garotinho sejam retirados do cálculo; TSE ainda analisa efeitos da desistência

A definição do governo do Rio de Janeiro entrou em uma nova disputa jurídica depois que Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso contra o

A campanha de Douglas Ruas (PL) passou a considerar nos bastidores a possibilidade de Anthony Garotinho (Republicanos) desistir do recurso

Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro, acusou os rivais Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) de fazerem um “jogo ensaiado” para impedir que o segundo turno aconteça na eleição para governador. A declaração ocorreu após Garotinho desistir do recurso que apresentava ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura. Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes afirmou que sua campanha já havia denunciado Garotinho como um suposto “can
