Republicanos define candidatura de Garotinho ao Governo do RJ
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O Republicanos definiu o ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. A decisão foi aprovada por unanimidade pela comissão executiva estadual em assembleia remota no dia 18 de julho, anunciada em 20 de julho e será ratificada na convenção estadual de 25 de julho. Garotinho venceu a disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português, após o partido encomendar pesquisas qualitativas e quantitativas. Ele voltou a ser elegível depois que o Supremo Tribunal Federal anulou, em março, a condenação da Operação Chequinho por falha na cadeia de custódia das provas. No mesmo dia, o PSD oficializou a candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes, líder nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio Guanabara.
A definição de Garotinho pelo Republicanos entra num tabuleiro em que o estado do Rio de Janeiro é apresentado como saldo de oito anos de gestão do campo conservador, com governador cassado e presidente da Assembleia preso por ligação com facção criminosa.
A escolha de Garotinho consolida a recusa de partidos do centrão em se subordinar à chapa liderada pelo PL no Rio de Janeiro, num movimento de afirmação de candidaturas próprias em vez de composição forçada.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram os mesmos fatos: a executiva estadual do Republicanos aprovou Garotinho por unanimidade em 18 de julho, após disputa interna com André Português decidida por pesquisa encomendada pelo partido, e a candidatura só é possível porque o STF anulou em março a condenação da Operação Chequinho. Há convergência também sobre o calendário, com convenção de ratificação em 25 de julho, e sobre o favoritismo de Eduardo Paes nas pesquisas.
O Republicanos anunciou na segunda-feira, 20 de julho de 2026, a escolha do ex-governador Anthony Garotinho como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada dois dias antes, em assembleia geral extraordinária realizada em formato remoto, com a participação da comissão executiva estadual e dos deputados estaduais e federais da legenda no estado. O nome foi aprovado por unanimidade e ainda precisa ser ratificado na convenção estadual marcada para o sábado, 25 de julho, quando também devem ser oficializados os candidatos aos demais cargos.
Garotinho venceu uma disputa interna com André Português, ex-prefeito de Miguel Pereira. Para decidir entre os dois nomes, o partido encomendou pesquisas qualitativas e quantitativas. Será a quarta vez que o ex-governador concorre ao comando do estado. Ele foi prefeito de Campos dos Goytacazes, governador entre 1999 e 2002, secretário estadual de Segurança e deputado federal. Em transmissão ao vivo após o anúncio, agradeceu ao adversário interno e afirmou que o Rio vive uma falência administrativa, moral e política que pretende reverter.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia e nos documentos: a nota oficial da legenda, as datas da reunião e da convenção, a indicação do deputado federal e ex-prefeito Marcelo Crivella ao Senado e a menção a um ex-comandante do Bope como possível vice, ainda condicionada a uma aliança. Também detalhou o ponto que viabilizou a candidatura: em março, o Supremo Tribunal Federal anulou integralmente a condenação imposta ao ex-governador na Operação Chequinho, ao identificar falha na cadeia de custódia das provas. Ele havia sido condenado pela Justiça Eleitoral a 13 anos de prisão por suposta compra de votos nas eleições municipais de 2016, com uso do programa social Cheque Cidadão. Com a anulação, recuperou os direitos políticos.
Veículos de direita enfatizaram o efeito da decisão no tabuleiro das alianças. Na leitura deles, a candidatura própria confirma o movimento de partidos do centrão que vêm evitando integrar a chapa encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, do PL, cenário agravado pela desistência de um ex-prefeito que negociava a vice. Essa cobertura também destacou que o retorno à disputa decorre da restauração da elegibilidade pela via judicial.
Veículos de esquerda deram tratamento secundário à escolha do Republicanos e organizaram a notícia em torno da convenção que, no mesmo dia, oficializou o ex-prefeito Eduardo Paes como candidato do PSD, com Jane Reis na vice e chapa ao Senado formada por Pedro Paulo e Benedita da Silva. Essa cobertura reproduziu a fala em que o ex-prefeito atribui ao grupo político que comanda o estado há oito anos a responsabilidade pela crise, com governador cassado e presidente da Assembleia preso por ligação com o Comando Vermelho, e destacou pesquisa de 2 de julho que dava a ele 54,2% no primeiro turno, contra 14,6% do segundo colocado.
Há divergência clara de ênfase. Enquanto a cobertura à direita trata a fragmentação do campo conservador como cálculo estratégico legítimo e valoriza a correção judicial de uma condenação baseada em provas irregulares, a cobertura à esquerda insiste no mérito da acusação original, o uso de um benefício social para obter apoio eleitoral, e no quadro de deterioração institucional do estado. A cobertura de centro sustenta os dois elementos lado a lado, sem hierarquizá-los.
Ainda não se sabe se a convenção de 25 de julho confirmará o nome sem novos atritos, nem quem será o candidato a vice, já que a indicação depende de acordo com outro partido. Também está em aberto a negociação entre as duas legendas do campo conservador: a direção nacional do PL minimizou a decisão e disse haver tempo até 5 de agosto para uma composição. Não foram divulgados os números nem a metodologia da pesquisa interna usada para definir a disputa.

Executiva estadual da legenda aprovou por unanimidade o nome do ex-governador; decisão ainda será confirmada em convenção marcada para 25 de julho.

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Executiva estadual da legenda aprovou por unanimidade o nome do ex-governador; decisão ainda será confirmada em convenção marcada para 25 de julho.

Ainda não há outra notícia sobre Operação Chequinho.