Guilherme Derrite lidera corrida ao Senado paulista em empate com Simone Tebet
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O quadro paulista mostra que a bancada de segurança pública chegou ao Senado como projeto eleitoral: Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, aparece à frente pela primeira vez, e André do Prado (PL) supera Marina Silva (Rede). Nada está decidido, porém, porque quatro nomes estão empatados tecnicamente e a distância entre o primeiro e o quarto colocado cabe no dobro da margem de erro. Para o campo progressista, o risco concreto é a fragmentação: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva disputam parte do mesmo eleitorado e podem entregar as duas vagas do maior colégio eleitoral do país à direita. No Rio de Janeiro, o cenário é inverso, com Benedita da Silva (PT) isolada na liderança e a pauta de direitos sociais à frente do discurso de ordem.
Duas pesquisas de intenção de voto para o Senado foram divulgadas em 24 e 25 de agosto de 2026. Em São Paulo, o levantamento do Real Time Big Data mostra Guilherme Derrite (PP) com 18%, Simone Tebet (PSB) com 17%, André do Prado (PL) com 15% e Marina Silva (Rede) com 14%, todos empatados tecnicamente dentro da margem de dois pontos percentuais.
Pela primeira vez, Guilherme Derrite (PP) lidera numericamente a corrida pelo Senado em São Paulo, com 18%, e chega ao topo tanto na primeira quanto na segunda opção de voto do eleitor. O resultado é lido como aval ao trabalho que ele fez à frente da Secretaria de Segurança Pública do estado e como sinal de que a demanda por ordem e por endurecimento no combate ao crime organiza o voto paulista.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Todos os lados reproduzem os mesmos percentuais e a mesma metodologia da pesquisa do Real Time Big Data em São Paulo: 18% para Guilherme Derrite, 17% para Simone Tebet, 15% para André do Prado e 14% para Marina Silva, com 2.000 entrevistas feitas entre 19 e 22 de agosto e margem de dois pontos. Esquerda, centro e direita também concordam que a disputa pelas duas vagas paulistas está em aberto e será decidida voto a voto.
Duas vagas de senador por São Paulo, quatro candidatos separados por quatro pontos percentuais e uma margem de erro que impede qualquer leitura de favoritismo. O mesmo levantamento do Real Time Big Data foi lido de formas opostas por cada lado do espectro, e a pesquisa divulgada no Rio de Janeiro acrescenta um segundo quadro à disputa pelo Senado em 2026.
Duas pesquisas divulgadas em 24 e 25 de agosto de 2026 recolocaram a disputa pelo Senado no centro do debate eleitoral em São Paulo e no Rio de Janeiro, os dois maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, o levantamento do instituto Real Time Big Data mostra o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do estado, com 18% das intenções de voto, seguido pela ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 17%, pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa André do Prado (PL), com 15%, e pela ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), com 14%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os quatro estão tecnicamente empatados na primeira colocação.
Os dados metodológicos são idênticos em toda a cobertura. O instituto ouviu 2.000 eleitores paulistas entre os dias 19 e 22 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número SP-01347/2026. Ricardo Salles (Novo) aparece com 10% e empata com Marina Silva apenas no limite da margem, sem alcançar os três primeiros. Completam a lista Soninha Francine (Cidadania), com 3%, Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos), com 2% cada. Votos nulos e brancos somam 8%, e outros 9% dizem não saber ou não responderam. Sete candidaturas menores, entre elas as do PCB, do PCO, da UP e do PSTU, somam 2%.
A divergência entre as coberturas não está nos números, e sim no que cada lado elegeu como fato principal. Veículos de esquerda destacaram o empate quádruplo e trataram a diferença entre o primeiro e o quarto colocado como estatisticamente irrelevante, sublinhando que não é possível afirmar vantagem de ninguém e que Ricardo Salles corre por fora. Veículos de direita enfatizaram que Derrite assumiu a liderança numérica pela primeira vez em uma pesquisa e detalharam o recorte por opção de voto: na primeira opção, ele tem 21%, contra 19% de Simone Tebet, 16% de Marina Silva, 14% de André do Prado e 11% de Salles; na segunda opção, André do Prado lidera com 17%. Esse mesmo recorte, que sustenta a leitura da liderança, não aparece na cobertura progressista.
A cobertura de centro deslocou o foco para o Rio de Janeiro e adotou registro estritamente metodológico. Ali, levantamento da Paraná Pesquisas aponta a deputada Benedita da Silva (PT) com 29,6% das intenções de voto, à frente do ex-prefeito Marcelo Crivella, com 21%, que empata com Pedro Paulo (PSD), com 16,4%, na briga pela segunda vaga. Aparecem em seguida Carlos Jordy, com 11,9%, Carlos Portinho, com 10,6%, e Waguinho, com 9,2%. A pesquisa ouviu 1.600 pessoas em 58 municípios entre 22 e 24 de agosto, tem margem de 2,5 pontos percentuais, confiança de 95%, registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-02422/2026 e custou 45 mil reais, pagos com recursos próprios. O mesmo estudo mediu rejeição: Crivella tem 25,6% e Benedita da Silva, 25,4%.
O que os três recortes de cobertura têm em comum é o reconhecimento de que as duas disputas continuam abertas. Em São Paulo, quatro nomes brigam por duas cadeiras dentro da margem de erro. No Rio, a segunda vaga está indefinida entre dois candidatos separados por menos que o dobro da margem. Em ambos os estados, a parcela de eleitores que declara voto nulo, branco ou indecisão é grande o bastante para alterar o resultado.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhum dos levantamentos mede o efeito da propaganda eleitoral gratuita, que ainda não foi ao ar, nem a transferência de votos a partir das candidaturas majoritárias a governador e à Presidência. Não há série histórica publicada que permita medir a velocidade de crescimento de cada candidatura, nem recorte por região, renda ou escolaridade. Também não se sabe se todas as candidaturas citadas estarão de fato na urna, já que o registro depende de decisão da Justiça Eleitoral, e nenhuma das campanhas envolvidas comentou os resultados até a publicação das matérias.
Levantamento da Paraná Pesquisas mostra a candidata do PT com 29,6% das intenções de voto; Marcelo Crivella pontuou 21%. Leia no Poder360.

Levantamento do Real Time Big Data mostra Derrite, Tebet, Prado e Marina embolados, com Salles correndo por fora

Empate técnico é registrado com Simone Tebet, André do Prado e Marina Silva, segundo aponta pesquisa do Real Time Big Data
