O instituto Real Time Big Data divulgou na manhã de 24 de agosto de 2026 um levantamento sobre a disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado Federal, e o resultado desenha uma corrida sem favorito claro. O deputado federal Guilherme Derrite (PP), que foi secretário de Segurança Pública do estado, aparece com 18% das intenções de voto. Logo atrás vêm a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB), com 17%, o ex-presidente da Assembleia Legislativa André do Prado (PL), com 15%, e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), com 14%. Ricardo Salles (Novo) marca 10%. Soninha Francine (Cidadania) tem 3%, Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos) somam 2% cada, e os demais candidatos aparecem agrupados em 2%. Brancos e nulos somam 8%, e outros 9% não sabem ou não responderam.
A ficha técnica é idêntica nas duas coberturas: 2.000 entrevistas com eleitores paulistas entre 19 e 22 de agosto, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro SP-01347/2026 na Justiça Eleitoral. Como cada eleitor escolhe dois nomes para o Senado, os percentuais divulgados consolidam a primeira e a segunda opção de voto. Nesse ponto os lados convergem: com dois pontos de margem, a diferença de quatro pontos entre o primeiro e o quarto colocado não permite cravar quem está na frente.
A divergência está no enquadramento. Veículos de esquerda leram o quadro como empate técnico quádruplo e destacaram que nenhum dos quatro primeiros pode ser apontado como vantajoso sobre os demais, além de sublinhar que Ricardo Salles corre por fora da briga, alcançado por Marina Silva apenas no limite da margem. Veículos de direita enfatizaram o movimento novo do levantamento: é a primeira vez que Guilherme Derrite aparece na liderança numérica, e a primeira vez que André do Prado supera Marina Silva. Essa cobertura também abriu os números por opção de voto, mostrando Derrite em primeiro na primeira escolha, com 21%, contra 19% de Simone Tebet e 16% de Marina Silva, enquanto na segunda escolha André do Prado aparece à frente, com 17%. Não houve cobertura de centro sobre a pesquisa no conjunto analisado, o que deixa a comparação restrita a esses dois enquadramentos.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das coberturas apresentou a série histórica do próprio instituto, o que impede medir se Derrite subiu ou se os concorrentes caíram. Também não há recorte por região do estado, renda, escolaridade ou faixa etária, nem cruzamento com a disputa presidencial e com a de governo de São Paulo, que costumam arrastar votos para o Senado. Não se sabe quanto do eleitorado ainda desconhece cada nome, nem como a alta fragmentação entre candidatos do mesmo campo pode se resolver até a votação. A soma de 17% entre brancos, nulos e eleitores indecisos indica que a maior parte da decisão continua em aberto.