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Pesquisa do instituto Ideia encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, divulgada na segunda-feira, mostra Simone Tebet (PSB) com cerca de 27% e Marina Silva (Rede) com 23% das intenções de voto para as duas vagas paulistas no Senado em 2026, empatadas dentro da margem de erro de 2,3 pontos percentuais. Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) aparecem com 19% cada e Ricardo Salles (Novo) com 16%, também em empate técnico entre si e com Marina. O levantamento ouviu 1.800 eleitores entre 5 e 8 de agosto, considera os dois votos a que cada eleitor tem direito e está registrado no tribunal eleitoral. Mais da metade do eleitorado ainda não definiu voto: 42% não souberam responder e 10% pretendem votar em branco, nulo ou em ninguém.
A disputa pelas duas vagas paulistas no Senado em 2026 aparece embolada na nova pesquisa do instituto Ideia. Simone Tebet e Marina Silva lideram em empate técnico, seguidas de perto por Guilherme Derrite, André do Prado e Ricardo Salles. Mais da metade dos eleitores ouvidos, porém, ainda não escolheu candidato, e os dois lados da cobertura leem o mesmo resultado de formas opostas.
Uma pesquisa do instituto Ideia, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e divulgada na segunda-feira, colocou as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) à frente da disputa pelas duas vagas paulistas no Senado em 2026. Tebet aparece com cerca de 27% das intenções de voto e Marina com 23%, empatadas dentro da margem de erro de 2,3 pontos percentuais. Logo atrás vem um bloco de nomes do campo conservador: o deputado e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o deputado estadual André do Prado (PL) registram 19% cada, e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) marca 16%, também em empate técnico com os dois e, no limite da margem, com Marina.
Os dois lados da cobertura reproduzem os mesmos números e o mesmo desenho metodológico. O levantamento ouviu 1.800 eleitores entre os dias 5 e 8 de agosto, considera os dois votos a que cada eleitor terá direito e está registrado no tribunal eleitoral. Há convergência também no dado que relativiza qualquer conclusão antecipada: 42% dos entrevistados não souberam indicar em quem votarão e outros 10% disseram que votarão em branco, nulo ou em ninguém. Ou seja, mais da metade do eleitorado do maior colégio eleitoral do país ainda não tem candidato. Os demais postulantes medidos ficam todos abaixo de 3%. A eleição deste ano renova dois terços do Senado, 54 das 81 cadeiras, e a Casa é a que julga pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
A divergência começa na leitura desses números. Veículos de esquerda enfatizaram a fragmentação do campo bolsonarista e trataram o resultado como má notícia para a direita, destacando que três candidaturas disputam o mesmo eleitorado. Essa cobertura deu espaço ao atrito interno: Salles publicou em julho um vídeo em rede social questionando se Prado é de fato um candidato de direita, lembrando apoios do adversário no passado, e recebeu duas multas do tribunal regional eleitoral por causa da publicação. Prado respondeu em entrevista chamando Salles de ingrato e reivindicando trajetória conservadora, associada a um Estado mais enxuto e a parcerias público-privadas. No fim de semana anterior à divulgação, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro declarou apoio oficial apenas a Derrite e a Prado, ambos ligados ao governador Tarcísio de Freitas, deixando Salles de fora.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: o de uma batalha dura e ainda aberta entre esquerda e direita, na qual a liderança das duas ex-ministras é numérica e não estatisticamente segura, já que Marina está empatada com Derrite e Prado. Essa cobertura destacou que a disputa é prioridade declarada tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto de Flávio Bolsonaro, os dois nomes à frente da corrida presidencial, e sublinhou o peso institucional da vaga, lembrando que o Senado vota impeachment de ministros do Supremo, pauta central do campo conservador. Vinculou ainda as duas líderes ao governo federal, apresentando-as como candidatas do presidente.
Não houve cobertura de centro sobre o levantamento até aqui. Uma leitura estritamente factual se limitaria aos percentuais, à margem de erro, ao período de campo, ao registro do levantamento no tribunal eleitoral e ao volume de indecisos, sem atribuir vantagem consolidada a nenhum dos polos.
O que ainda não se sabe é se o quadro se sustenta quando a campanha efetivamente começar e o reconhecimento de nome deixar de ser o fator dominante. Nenhuma das coberturas informa se o cenário testado foi estimulado ou espontâneo, nem como os dois votos por eleitor se distribuem entre as candidaturas. Também não está claro se Salles mantém a candidatura sem o apoio do PL, se haverá acordo para reduzir o número de nomes do campo conservador e como se comportará a fatia de mais de 40% de eleitores sem candidato definido. As campanhas citadas não responderam publicamente às conclusões de fragmentação atribuídas ao resultado.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento é explicitamente progressista: o título classifica o resultado como ‘más notícias para a extrema direita’, o subtítulo fala em ‘vantagem do campo progressista’ e a seção ‘Racha na extrema direita’ organiza a matéria em torno da divisão adversária. Verbos como ‘rifou’ e a escolha de reproduzir as farpas entre Salles e Prado reforçam a leitura de crise no campo oposto. Os números em si são reproduzidos com fidelidade.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O texto é majoritariamente factual, com percentuais, margem de erro, tamanho da amostra e número de registro no tribunal eleitoral. O enquadramento, porém, tem marcadores do campo conservador: as duas líderes são apresentadas como ‘candidatas de Lula’ e ‘ex-ministras’, enquanto os concorrentes formam um ‘pelotão de postulantes do campo conservador’, e o fecho lembra que o Senado vota impeachment de ministros do STF, ‘uma das principais bandeiras da direita’, tratando a pauta como legítima sem contraponto.

Levantamento do instituto Ideia mostra candidatas de Lula numericamente à frente, seguida por um pelotão de postulantes do campo conservador

Cenário eleitoral de pesquisa aponta fragmentação do bloco bolsonarista e vantagem do campo progressista na disputa pelo Senaod em SP
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Perspectivas omitidas



