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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) uma operação de busca e apreensão, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino, para investigar se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) forjaram a escritura de um imóvel a fim de justificar R$ 470 mil em dinheiro vivo apreendidos em dezembro de 2025, em um flat usado por ele em Brasília. A apuração indica que parte de R$ 15 milhões movimentados por empresas ligadas ao caso pode ter origem em recursos públicos. Sóstenes afirmou desconhecer a decisão e disse que vai se manifestar.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 1º de julho, uma operação de busca e apreensão para investigar se aliados do deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, forjaram a escritura pública de um imóvel com o objetivo de justificar a origem de dinheiro em espécie apreendido meses antes. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso.
O episódio remonta a dezembro de 2025, quando agentes encontraram cerca de R$ 470 mil em dinheiro vivo, guardados em sacolas dentro de um guarda-roupa, em um flat usado pelo parlamentar em Brasília. Na ocasião, Sóstenes deu entrevista coletiva e afirmou que o valor era fruto da venda de um imóvel em Minas Gerais, negando qualquer irregularidade.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a PF apura se houve fraude documental, o ministro Flávio Dino apontou que parte de R$ 15 milhões movimentados por empresas ligadas ao caso pode ter origem em recursos públicos, e o próprio deputado, procurado, disse não ter tomado conhecimento da decisão e prometeu se manifestar assim que for notificado.
Veículos de esquerda enfatizaram o rastro do dinheiro e o suposto padrão de desvio. Segundo essa cobertura, a investigação constatou que a escritura de compra e venda só foi registrada em cartório após a apreensão feita pela PF, e que não houve saque compatível nas contas do advogado apontado como comprador. Parte do dinheiro estava em pacotes com etiquetas do banco Sicredi, que confirmou tratar-se de valores oriundos de contas das empresas EJUS Empreendimentos Imobiliários e FOCO Engenharia e Incorporações. A PF e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificaram nessas firmas um padrão de uso massivo de dinheiro em espécie, com saques que somavam R$ 15 milhões. A apuração também mira a empresa Harue Locação de Veículos, que teria faturamento concentrado quase exclusivamente em verbas públicas.
Veículos de direita, por sua vez, tendem a destacar a defesa do parlamentar e o alcance da atuação do Judiciário. Sóstenes sustenta que o dinheiro tem origem lícita e afirma não ter sido formalmente notificado da decisão. Para setores da direita, importa acompanhar se a investigação respeita a presunção de inocência e o devido processo legal, sobretudo por atingir um dos principais opositores do governo no Legislativo em uma operação autorizada por ministro do STF.
O que ainda não se sabe é o desfecho da apuração: se ficará comprovada a fraude na escritura, se o dinheiro apreendido será formalmente vinculado a desvios de cota parlamentar e quais aliados serão eventualmente responsabilizados. A defesa de Sóstenes e do advogado citado ainda não apresentou manifestação detalhada sobre os novos elementos da investigação.
As duas coberturas concordam que a PF, autorizada pelo ministro Flávio Dino (STF), investiga se aliados de Sóstenes Cavalcante forjaram a escritura de um imóvel para justificar dinheiro em espécie apreendido, e que o valor apreendido gira em torno de R$ 470 mil.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
O corpo é majoritariamente factual, mas o veículo (CartaCapital) adota enquadramento crítico ao parlamentar do PL, detalhando o padrão de uso de dinheiro em espécie e o suposto forjamento de escritura, com blocos editoriais de combate à desigualdade e às injustiças. Ênfase na accountability de figura da direita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto neutro e enxuto, típico de agência: relata a operação, cita a decisão de Flávio Dino e traz a fala de Sóstenes ("assim que souber vou me manifestar"). Sem vocabulário valorativo, com contraditório equilibrado.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Por determinação do ministro do STF Flávio Dino, agentes realizaram busca e apreensão nesta quarta-feira 1º

Investigação da PF aponta que transferência de imóvel ocorreu após apreensão de R$ 470 mil ligados a aliados de Sóstenes Cavalcante na Operação Galho Fraco II.
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