PF deflagra esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis
3 veículos de centro · 4 veículos de direita

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A operação da Polícia Federal escancara mais um esquema bilionário de corrupção envolvendo políticos e agentes públicos no Rio de Janeiro, com R$ 7,6 bilhões movimentados por meio de postos de combustíveis. Para veículos de direita, o episódio confirma a urgência de accountability institucional e de punição exemplar a quem se apropria do Estado. O nome de Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, e a sequência de prisões de políticos nas fases anteriores da Unha e Carne alimentam a cobrança por rigor contra a impunidade e por instituições de controle atuando sobre quem detém o poder.
A Polícia Federal deflagrou em 7 de julho de 2026 a 6ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, contra um esquema suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro.
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7 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Centro e direita convergem que a PF mirou um esquema de R$ 7,6 bilhões em postos de combustíveis no Rio, com participação de agentes públicos, e que a operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II sob a ADPF 635 do STF.
A Polícia Federal deflagrou na manhã de terça-feira, 7 de julho de 2026, a sexta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana como plataforma de lavagem de dinheiro. Segundo relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, o grupo teria movimentado mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A ação inclui a participação de agentes públicos, de acordo com a corporação.
Os policiais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores e determinou a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado. Os alvos podem responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que possam surgir no curso da apuração. A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF sob as diretrizes do Supremo Tribunal Federal na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil, foi a que mais nomeou os alvos e buscou o contraditório. Entre os principais investigados estão Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e atual presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, apontado ainda como pré-candidato ao Senado, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do estado. Esses veículos registraram que procuraram as defesas de Canella e Amim e o próprio União Brasil, e que a Polícia Civil do Rio informou ter aberto investigação disciplinar interna. O COAF, por sua vez, esclareceu em nota que apenas elabora relatórios de inteligência financeira, protegidos por sigilo, e que não conduz investigações criminais.
Veículos de direita, como a Revista Oeste, deram destaque ao perfil político dos alvos e ao histórico da operação, lembrando que fases anteriores da Unha e Carne já resultaram nas prisões dos políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias e Thiago Rangel, além do pastor Márcio Poncio. Nessa leitura, o caso reforça a cobrança por accountability institucional e por punição a quem se apropria de estruturas públicas. Já a cobertura factual, incluindo a da Veja, concentrou-se nos números da operação, nos mandados e no enquadramento legal, sem nomear inicialmente os alvos.
No mesmo intervalo, a Polícia Federal havia deflagrado, na segunda-feira, 6 de julho, a operação Véu de Maia, contra um esquema distinto de lavagem de dinheiro por meio de apostas ilegais, com nove mandados em São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul e 87 empresas suspeitas de atuar como laranjas. Segundo o Ministério da Fazenda e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, 25,2 milhões de brasileiros apostam em plataformas irregulares, o que ajuda a dimensionar o volume de recursos em circulação nesse mercado.
O que ainda não se sabe é o desfecho das investigações: não há confirmação de prisões nesta fase, as defesas dos alvos ainda não se manifestaram publicamente e não está detalhado o eventual grau de envolvimento de cada investigado no esquema. Também permanece em aberto quais outros crimes podem ser identificados no decorrer da apuração conduzida pela Polícia Federal.
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Nesta matéria: viés de centro.