PF pede terceiro inquérito contra Lulinha; defesa aciona Justiça e STF
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A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposto tráfico de influência junto ao governo federal. O pedido foi sorteado ao ministro Flávio Dino, que na terça-feira decidiu autorizar a investigação. Outros dois inquéritos, já instaurados pelo ministro André Mendonça na semana anterior, apuram a atuação do empresário em negociações no Ministério da Saúde e na Dataprev. A defesa nega irregularidades, classifica as apurações como pesca probatória e acionou o Ministério da Justiça e o STF para pedir acesso aos autos. Não há denúncia nem condenação.
Veículos deste lado: Congresso em Foco, Valor Econômico, CNN Brasil e O Globo
O filho do presidente da República passou a responder a três inquéritos simultâneos no Supremo por suspeita de vender acesso ao governo federal. As apurações miram contratos públicos que somam dezenas de milhões de reais, em boa parte firmados por dispensa de licitação, e a relação do empresário com o lobista apontado como operador das fraudes contra aposentados do INSS.
Veículos deste lado: Jovem Pan, Terra Brasil Notícias e Gazeta do Povo
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Todos os lados registram os mesmos fatos processuais: a PF pediu um terceiro inquérito por suposto tráfico de influência, o pedido caiu com Flávio Dino por sorteio e foi autorizado, e os dois primeiros inquéritos estão sob relatoria de André Mendonça. Há convergência também em que não existe denúncia nem condenação, em que o empresário mora na Espanha e em que sua defesa nega qualquer irregularidade.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de tráfico de influência junto ao governo federal. O pedido foi distribuído por sorteio ao ministro Flávio Dino, que na terça-feira acolheu a solicitação e autorizou a instauração do procedimento. Com a decisão, o empresário passa a responder a três apurações simultâneas na corte.
Os dois primeiros inquéritos foram autorizados na semana anterior pelo ministro André Mendonça, relator das investigações sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. Um deles apura se o empresário atuou para favorecer a autorização de comercialização de produtos à base de cannabis medicinal em negociação com o Ministério da Saúde. O outro investiga a relação dele com um empresário do setor de tecnologia que buscava contratos na Dataprev, a estatal responsável pela base de dados da Previdência. Nas duas frentes aparece o nome do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como suspeito de coordenar o esquema de fraudes contra aposentados e que teria custeado uma viagem do empresário à Europa no fim de 2024.
Toda a cobertura converge em alguns pontos. O objeto central das três apurações é o mesmo tipo penal, tráfico de influência, e nenhuma delas resultou até agora em denúncia ou condenação. O empresário mora atualmente na Espanha. Sua defesa nega irregularidades em todos os casos e afirma que ele está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades brasileiras, inclusive vindo ao país se for necessário. Nesta segunda-feira, o advogado que o representa procurou o Ministério da Justiça e o Supremo Tribunal Federal para pedir acesso aos autos e questionar a abertura dos novos procedimentos, alegando que ainda não sabe qual é o objeto exato da terceira investigação.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de direita deram destaque ao volume de dinheiro público envolvido, detalhando um contrato superior a 31 milhões de reais firmado com um ministério e um conjunto de contratos federais com uma empresa de tecnologia que ultrapassa 50 milhões de reais, boa parte por dispensa de licitação, e sublinharam que o relator sorteado para o terceiro pedido foi indicado ao Supremo pelo próprio presidente. A cobertura de centro concentrou-se no processo e nas reações: descreveu o objeto de cada inquérito, reproduziu na íntegra o argumento da defesa de que a Polícia Federal faz pesca probatória e uma melhor de três sobre fatos já apurados, e registrou a declaração do presidente de que o filho não terá privilégio e de que não pedirá a juiz ou delegado para deixar de agir. Já veículos de esquerda praticamente não cobriram o episódio até o momento, o que configura um ponto cego: o argumento sobre uso político-eleitoral das investigações e a comparação, feita pela defesa, com os vazamentos do período da Operação Lava-Jato chegaram ao leitor apenas pela voz dos advogados, sem desenvolvimento editorial próprio desse lado.
Há também discrepâncias factuais entre as coberturas. Os valores atribuídos à empresa de tecnologia variam conforme o levantamento citado, e uma das publicações vinculou o terceiro inquérito ao caso do Banco Master, enquanto as demais o associam ao conjunto de suspeitas ligado às fraudes do INSS.
O que ainda não se sabe é o essencial. O objeto detalhado da terceira investigação não foi divulgado, não há prazo conhecido para conclusão de nenhuma das três apurações e não está definido se o empresário será ouvido no Brasil ou por carta rogatória. Também não houve manifestação pública da Polícia Federal sobre a acusação de repetição de diligências, nem resposta das empresas citadas nos contratos.
Filho do presidente passa a responder a três inquéritos no STF por suspeitas de tráfico de influência e venda de acesso ao governo.

Ministro foi indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF)

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário

Polícia Federal quer apurar suposto tráfico de influência; defesa do filho do presidente afirma que trata-se de ‘pesca probatória’

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Solicitação faz referência à suspeita de tráfico de influência do filho do presidente Lula no governo federal em favor de empresas parceiras

Procedimento apura a ocorrência do crime de tráfico de influência

Nesta matéria: falácia identificada.