Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes se alternam na liderança em Mato Grosso
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Duas pesquisas divulgadas em dias consecutivos apontaram líderes diferentes na disputa pelo governo de Mato Grosso. O Paraná Pesquisas, divulgado em 24 de agosto de 2026, deu 39% ao governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, e 35% ao senador Wellington Fagundes, do PL, empate técnico dentro da margem de erro de 2,6 pontos. No dia seguinte, a Quaest inverteu a ordem, com 27% para Fagundes e 23% para Pivetta, margem de 3 pontos. Os dois levantamentos ouviram eleitores no mesmo período, entre 21 e 24 de agosto, e estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral. A médica Doutora Natasha, do PSD, aparece em terceiro nos dois. As diferenças de amostra e de tratamento de indecisos ajudam a explicar a distância entre os resultados.
Na leitura de direita, os dois levantamentos confirmam um estado conservador e uma disputa decidida no campo governista. A administração de Otaviano Pivetta é aprovada por 69,5% em um dos institutos e por 53% no outro, e 55% dos eleitores dizem que o antecessor Mauro Mendes merece eleger um sucessor, o que sustenta a tese de continuidade de gestão.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Toda a cobertura trata a disputa como polarizada entre Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes, com Doutora Natasha em terceiro e os demais candidatos abaixo de 3%. Também há convergência de que a diferença entre os dois primeiros está dentro ou muito próxima da margem de erro, e de que os dois levantamentos têm registro no TSE e campo entre 21 e 24 de agosto de 2026.
Duas pesquisas divulgadas com um dia de diferença deram resultados opostos na disputa pelo governo de Mato Grosso. O Paraná Pesquisas colocou o governador Otaviano Pivetta à frente do senador Wellington Fagundes; a Quaest inverteu a ordem. Os números, as metodologias e o que cada cenário diz sobre a eleição de 4 de outubro estão comparados abaixo.
Duas pesquisas divulgadas com um dia de diferença deram líderes opostos na disputa pelo governo de Mato Grosso e transformaram a corrida estadual num exercício de leitura de metodologia. Em 24 de agosto de 2026, o Paraná Pesquisas apontou o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, com 39% das intenções de voto, contra 35% do senador Wellington Fagundes, do PL. Em 25 de agosto, a Quaest inverteu a ordem: Fagundes com 27% e Pivetta com 23% na pesquisa estimulada.
Os dois levantamentos têm registro no Tribunal Superior Eleitoral e campo praticamente simultâneo. O Paraná Pesquisas ouviu 1.504 eleitores em 56 municípios entre 21 e 23 de agosto, em entrevistas presenciais, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. A Quaest ouviu 804 pessoas de 16 anos ou mais entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de 3 pontos e o mesmo grau de confiança. Nos dois casos, a diferença entre os dois primeiros colocados está dentro ou muito perto da margem, o que caracteriza empate técnico.
Há convergência em quase tudo o que não é a ordem dos dois primeiros. A médica Doutora Natasha, do PSD, aparece em terceiro nos dois institutos, com 8,7% e 8%. Sargento Laudicério, do Agir, Maurício Coelho, do Mobiliza, e Rafaell Milas, do Missão, ficam na casa de 2% ou menos. Nos cenários de segundo turno, cada instituto mantém à frente o próprio líder de primeiro turno: 44,3% a 40,8% para Pivetta em um caso, 38% a 29% para Fagundes no outro. Uma diferença estrutural ajuda a explicar a distância entre os resultados: na Quaest, brancos, nulos e quem afirma que não vai votar somam 29%, e os indecisos, 8%, o que comprime o percentual de todos os candidatos; no Paraná Pesquisas, esse bloco fica em 8,1%, com 6,3% de não respostas.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e na comparação de cenários, detalhando período de campo, amostra, protocolo no TSE e, num dos casos, o contratante do estudo, uma empresa privada de serviços e tecnologia, e o valor pago, R$ 45 mil. Foi também a cobertura de centro que expôs os dados de contexto político: 41% dos eleitores preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, 20% preferem um aliado de Lula e 34% querem alguém independente, enquanto 43% dizem que o apoio do presidente diminui a chance de votarem num candidato. Um veículo de direita deu destaque ao desempenho da gestão estadual, com 69,5% de aprovação e 49,2% de avaliação ótima ou boa, e à rejeição de 25,7% a Fagundes, a maior entre os candidatos naquele levantamento. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram sobre nenhum dos dois levantamentos, e o ângulo social dos dados, com saúde apontada como principal problema do estado por 34% dos eleitores, seguiu em segundo plano em todas as matérias.
Os números de aprovação também não batem entre os institutos. Um mede 69,5% de aprovação e 23,3% de desaprovação da gestão de Pivetta; o outro registra 53% de aprovação, 12% de desaprovação e 35% de eleitores que não sabem ou não responderam, patamar de desconhecimento coerente com os 46% que dizem não conhecer o governador na mesma pesquisa.
O que ainda não se sabe é por que dois institutos que foram a campo nos mesmos dias chegaram a ordens invertidas. Nenhuma das matérias compara as metodologias, explica o efeito do desenho amostral sobre o resultado ou testa a hipótese de mudança real de cenário entre um dia e outro. Também não se sabe se a divergência se sustentará nas próximas rodadas, nem como se comportarão os 29% de eleitores que hoje dizem que vão anular, votar em branco ou não votar. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, e 47% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto até lá.
Foram ouvidos 1.504 eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto; margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) foi encomendada pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). Margem de erro é de três pontos percentuais.

Levantamento aponta empate técnico, enquanto gestão de Pivetta é aprovada por 69,5% dos eleitores

Levantamento da Paraná Pesquisas mostra governador com 44,3% das intenções de voto contra 40,8% do senador do PL | Leia no Poder360.
