O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do Republicanos, e o senador Wellington Fagundes, do PL, aparecem tecnicamente empatados na disputa pelo governo do estado, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em 24 de agosto de 2026. No cenário de primeiro turno, Pivetta soma 39% das intenções de voto e Fagundes, 35%. Em uma eventual disputa de segundo turno, o governador marca 44,3% contra 40,8% do senador. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.
A pesquisa ouviu 1.504 eleitores em 56 municípios de Mato Grosso, entre 21 e 23 de agosto de 2026, em entrevistas pessoais e domiciliares. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MT-02157/2026, custou R$ 45.000 e foi pago pela empresa Sedek Serviços.
Atrás dos dois primeiros colocados, Doutora Natasha aparece com 8,7% das intenções de voto, Sargento Laudicério com 2,2%, Mauricio Coelho com 0,4% e Rafaell Milas com 0,3%. Votos brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes somam 8,1%, e outros 6,3% não souberam ou não responderam. No cenário de segundo turno, essa parcela sem escolha chega a 9,1%. Na pergunta sobre em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Fagundes lidera a rejeição, com 25,7%, seguido por Doutora Natasha, com 19,3%, e por Pivetta, com 16,3%.
O mesmo levantamento mediu a avaliação da administração estadual. A gestão de Pivetta é aprovada por 69,5% dos entrevistados e desaprovada por 23,3%. Na avaliação por conceitos, 49,2% consideram o governo ótimo ou bom, 32,2% classificam como regular e 14,4% avaliam como ruim ou péssimo.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial. A cobertura de centro e os veículos de direita reproduziram os mesmos percentuais, trataram a diferença entre os dois primeiros colocados como empate técnico e destacaram que o estudo está registrado na Justiça Eleitoral. Nenhuma das versões contesta a metodologia ou sugere que a disputa esteja definida.
A divergência é de ênfase, não de fato. A cobertura de centro priorizou a ficha técnica e a cadeia de financiamento do estudo, informando quanto custou a pesquisa e qual empresa pagou por ela, além de identificar o partido de cada candidato. Já os veículos de direita deram mais espaço ao desempenho da gestão estadual, detalhando aprovação, desaprovação e a avaliação por conceitos, e trouxeram os números de rejeição de todos os concorrentes, dado ausente da outra versão. Veículos de esquerda não publicaram o levantamento no conjunto de cobertura analisado até o momento, de modo que ângulos que essa leitura costuma priorizar, como o financiamento privado de pesquisas eleitorais ou o peso de saúde, educação e desigualdade na disputa estadual, não apareceram em nenhuma das matérias disponíveis.
O que ainda não se sabe é se o empate técnico é tendência ou fotografia isolada: não há, no material divulgado, comparação com rodadas anteriores do mesmo instituto nem com pesquisas de outras empresas, o que impede medir movimento de intenção de voto. Também não foram divulgados recortes por região, faixa de renda ou escolaridade, nem cenários alternativos com outras composições de candidatos. As matérias mencionam que Mato Grosso elege duas vagas ao Senado em outubro, mas não detalham o desenho completo dessa disputa. Por fim, nenhum dos concorrentes se manifestou publicamente sobre os números no material analisado.