Lula e Flávio Bolsonaro empatam em pesquisas antes do horário eleitoral
2 veículos de esquerda · 10 veículos de centro · 12 veículos de direita

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Para veículos de direita, a semana de pesquisas mostra o desgaste de um governo em fim de terceiro mandato e a consolidação de Flávio Bolsonaro como alternativa competitiva. O senador aparece à frente no primeiro turno do levantamento nacional do Gerp e abre vantagem em simulações de segundo turno, inclusive em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. A desaprovação da gestão federal, de 51%, e a rejeição de 49% ao presidente indicam teto eleitoral estreito para a reeleição. Somam-se a isso as investigações da Polícia Federal sobre o filho mais velho do presidente, alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência, e o efeito das falências empresariais sobre a percepção econômica do eleitor.
Para veículos de esquerda, o conjunto de pesquisas confirma que Luiz Inácio Lula da Silva resiste na dianteira mesmo sob ofensiva concentrada, mantendo vantagem no cenário nacional estimulado e na pesquisa espontânea e sustentando ampla base no Nordeste, região onde as políticas sociais do governo têm efeito mais direto.
Entre 24 e 26 de agosto de 2026, seis levantamentos registrados na Justiça Eleitoral colocaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico na disputa presidencial.
24 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados registram empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no primeiro turno nacional, com diferenças dentro da margem de erro, e reconhecem rejeição elevada dos dois nomes. Há convergência também sobre o peso do início da propaganda no rádio e na televisão como o próximo divisor da corrida e sobre a divisão regional do eleitorado, com o presidente forte no Nordeste e o senador no Sul e no Centro-Oeste.
Uma sequência de pesquisas divulgadas entre 24 e 26 de agosto de 2026 colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico no primeiro turno, com resultados que se invertem conforme o instituto e o estado. A rodada antecede o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
A seis semanas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, uma sequência de pesquisas divulgadas entre 24 e 26 de agosto colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico, tanto no cenário nacional quanto nos maiores colégios eleitorais do país.
O levantamento do instituto Nexus, contratado pelo Banco BTG Pactual e divulgado em 24 de agosto, mostrou Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% no cenário estimulado sem Pablo Marçal, e 46% a 45% na simulação de segundo turno entre os dois, com margem de erro de dois pontos percentuais. Dois dias depois, a pesquisa do instituto Gerp inverteu a ordem no primeiro turno, com 38% para o senador e 37% para o presidente, e apontou vantagem de Flávio Bolsonaro por 47% a 42% no confronto direto. Nas rodadas estaduais, a Quaest registrou empate técnico em nove das dezoito unidades da federação pesquisadas, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o presidente à frente no Nordeste e o senador melhor no Sul e no Centro-Oeste. No Distrito Federal, Lula marcou 28% contra 26%. No Amazonas, o instituto Real Time Big Data apontou 40% a 39% no primeiro turno e vantagem do senador no segundo, sempre dentro da margem de erro.
Toda a cobertura converge em três pontos. A disputa está tecnicamente empatada, o eleitorado segue partido entre os dois polos e o início da propaganda no rádio e na televisão, no fim de agosto, é o próximo teste da corrida. Há convergência também sobre os índices elevados de rejeição dos dois nomes, de 49% para o presidente e 40% para o senador no levantamento nacional do Gerp.
As ênfases, porém, se separam. Veículos de esquerda destacaram a liderança numérica do presidente no cenário nacional estimulado e na pesquisa espontânea, trataram o quadro como corrida acirrada em que ele resiste e deram espaço aos levantamentos regionais em que o petista aparece à frente. A cobertura de centro concentrou-se na aritmética e na metodologia, detalhando amostras, datas de campo, números de registro no Tribunal Superior Eleitoral e até o custo contratado de um dos levantamentos, além de anotar que a íntegra de uma das pesquisas não é disponibilizada ao público. Veículos de direita enfatizaram os indicadores desfavoráveis ao governo, como os 51% de desaprovação e a vantagem do senador nas simulações de segundo turno em âmbito nacional e em São Paulo, e deram destaque às investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência.
A disputa também se deslocou para a estratégia de campanha. A campanha do presidente passou a distribuir em aplicativos de mensagem um jingle que ataca Flávio Bolsonaro, citando o pedido de recursos ao empresário Daniel Vorcaro, a compra de um imóvel em Brasília e a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A equipe do senador foi procurada e não se manifestou. Do outro lado, a campanha do PL prepara peças que associam falências e recuperações judiciais de empresas à política fiscal do governo, linha resumida pelo coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho. Há ainda indefinição sobre os debates: o presidente não deve comparecer ao último encontro antes do primeiro turno, promovido por uma emissora de televisão, e a equipe do senador avalia se ele participa sem o principal adversário no palco.
O que ainda não se sabe é como o horário eleitoral gratuito altera esse equilíbrio. As novas rodadas do Nexus e da AtlasIntel, previstas para 31 de agosto, são as primeiras a medir o eleitorado depois do início da propaganda e vão testar a motivação do voto e a repercussão das investigações que envolvem o filho do presidente. Seguem em aberto também a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a candidatura de Pablo Marçal, hoje sustentada por liminar apesar da inelegibilidade declarada até 2032, e a presença efetiva dos dois principais candidatos nos debates televisivos.
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O levantamento indica uma corrida acirrada no primeiro e no segundo turnos

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