Ministério das Mulheres dá 15 dias para plataformas detalharem denúncias
2 veículos de esquerda
Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Briefing
O que importa para você
- Plataformas digitais têm prazo sugerido de 15 dias para detalhar seus canais de denúncia de violência contra mulheres.
- O foco é o fluxo de remoção de conteúdo íntimo divulgado sem autorização, previsto no artigo 21 do Marco Civil da Internet, inclusive conteúdo feito com inteligência artificial.
- As respostas vão orientar o atendimento do Ligue 180 às vítimas.
O que ainda está incerto
- Quais plataformas receberam o ofício e se alguma já respondeu.
- O que acontece se as empresas não cumprirem o prazo sugerido.
- Quando as novas orientações chegarão ao Ligue 180.
Secretarias da Presidência da República, do Ministério da Justiça e do Ministério das Mulheres pediram às plataformas digitais, em até 15 dias, detalhes sobre como recebem denúncias de divulgação de conteúdo íntimo, assédio e violência política de gênero. Os dados vão orientar o atendimento do Ligue 180.
O governo federal deu às plataformas digitais um prazo sugerido de 15 dias para explicar como funcionam seus canais de denúncia de violência contra mulheres na internet. O pedido foi feito em ofício conjunto de três secretarias: a de Políticas Digitais, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; a de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça; e a de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Ministério das Mulheres.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que o objetivo é qualificar o atendimento do Ligue 180, a central de atendimento à mulher. A ideia é que o serviço consiga orientar melhor as vítimas sobre os canais disponíveis em cada plataforma e sobre os passos necessários para pedir providências.
O documento pede detalhes sobre o fluxo de notificações de divulgação não autorizada de conteúdo íntimo. Essa obrigação está prevista no artigo 21 do Marco Civil da Internet e nas diretrizes do Decreto 12.976/2026. O governo quer saber os prazos de análise das denúncias, se há confirmação de recebimento, se a vítima pode acompanhar a solicitação e quais mecanismos evitam que um conteúdo removido volte a circular. Também pergunta se esses procedimentos valem para conteúdos manipulados ou produzidos com inteligência artificial.
O ofício vai além do conteúdo íntimo. Ele questiona se as empresas mantêm canais específicos para outras formas de violência digital contra mulheres, como assédio e violência política de gênero. As plataformas também devem indicar um ponto focal no Brasil, para facilitar o diálogo com o poder público sobre o tema.
Segundo o governo, a coleta faz parte do esforço para estruturar políticas de proteção de direitos no ambiente digital e fortalecer a rede de acolhimento às mulheres em situação de violência. O pedido foi apresentado como cooperativo, dentro das competências dos órgãos envolvidos, e leva em conta as novas obrigações de proteção às mulheres previstas no decreto.
A cobertura disponível segue a versão oficial e não traz a resposta das empresas. Por ser de fonte única, não há contraste entre leituras de lados diferentes sobre o tema.
Ainda não se sabe quais plataformas receberam o ofício, se alguma já respondeu, nem o que o governo fará caso o prazo sugerido não seja cumprido. Também não foi informado quando as orientações atualizadas chegarão ao atendimento do Ligue 180.
Fontes
Especialistas apontam que prevenção exige políticas que vão de autonomia financeira e educação ao acesso à saúde e à rede de proteção
