Rodrigo Bacellar e TH Joias viram réus por obstruir ação contra o Comando Vermelho
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República e tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A decisão também alcança Jéssica de Oliveira Santos, mulher de TH Joias, e o assessor Thárcio Nascimento Salgado. Todos passam a responder por obstrução de investigação que envolve organização criminosa armada, no caso do vazamento da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 contra a infiltração do Comando Vermelho na administração estadual fluminense. O julgamento corre no plenário virtual e se encerra na sexta-feira, quando as defesas ainda podem recorrer.
A decisão expõe como o crime organizado alcançou os andares mais altos do Estado no Rio de Janeiro. Não se trata de um caso de polícia comum: quem é acusado de proteger a facção Comando Vermelho é o presidente de uma Assembleia Legislativa e um desembargador federal, ou seja, agentes públicos que só chegaram ali com voto e com concurso e prerrogativa de foro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Toda a cobertura converge em três pontos: a Primeira Turma do STF decidiu por unanimidade acompanhar o relator Alexandre de Moraes; a denúncia da PGR imputa aos cinco acusados a obstrução da Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2025 contra a infiltração do Comando Vermelho na administração estadual do Rio de Janeiro; e o julgamento virtual ainda tem prazo aberto para recursos das defesas, que negam as irregularidades.
Os cinco denunciados pela Procuradoria-Geral da República passam a responder a ação penal no Supremo Tribunal Federal por obstruir a Operação Zargun, que investigava a infiltração do Comando Vermelho na estrutura do Estado do Rio de Janeiro. O julgamento virtual se encerra na sexta-feira, e as defesas negam as irregularidades.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A decisão também alcança Jéssica de Oliveira Santos, mulher de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, assessor parlamentar dele. Os cinco passam a responder a ação penal por obstrução de investigação que envolve organização criminosa armada.
O julgamento corre no plenário virtual. O relator, Alexandre de Moraes, votou em 14 de agosto pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 18 de agosto, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o relator e formaram maioria. No dia seguinte, Flávio Dino completou o placar e fechou a votação unânime. A sessão virtual só se encerra na sexta-feira, prazo em que os ministros ainda podem ajustar votos e as defesas podem apresentar recursos antes da abertura formal da ação penal.
A cobertura de centro relatou os detalhes da acusação com convergência. Segundo a denúncia assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet em março, o grupo agiu entre 2 e 3 de setembro de 2025 para repassar informações sigilosas sobre a Operação Zargun, que apurava a infiltração da facção Comando Vermelho na administração estadual fluminense. Júdice Neto teria antecipado a Bacellar decisões suas que autorizavam medidas cautelares sigilosas, entre elas a transferência de um integrante da facção para o sistema penitenciário federal. Bacellar, então presidente da Alerj, teria avisado TH Joias de que ele seria alvo da operação. Com o aviso, sustenta a PGR, o então deputado retirou pertences de casa e não foi encontrado pela Polícia Federal no endereço; computadores e mídias também não estavam no gabinete dele na Alerj. Jéssica é apontada como cúmplice na retirada dos objetos, e Salgado responde ainda por favorecimento pessoal.
Moraes rejeitou a alegação das defesas de que o Supremo não teria competência para julgar o caso, por não haver entre os acusados autoridade com prerrogativa de foro na Corte. Para o relator, existe conexão evidente com um inquérito mais amplo que envolve autoridades julgadas pelo tribunal, e a prova de um processo influencia diretamente o outro. Em nota, a defesa de Bacellar afirmou estar convicta da futura e justa absolvição e sustentou que a instrução probatória demonstrará a inocência dele. Os demais acusados não se manifestaram publicamente.
As ênfases variaram conforme o lado. Veículos de esquerda destacaram o efeito político da decisão sobre a cadeia de comando no Rio de Janeiro: Bacellar era pré-candidato ao governo estadual e o próximo na linha sucessória depois da saída de Cláudio Castro, e a prisão dele levou o presidente do Tribunal de Justiça fluminense ao cargo, numa situação cuja continuidade depende de outra decisão do Supremo, sobre eleição direta ou indireta. Essa cobertura enfatizou ainda o uso de cargos públicos para atrapalhar operações em curso. A cobertura de centro concentrou-se no rito processual, no placar dos votos, nos indícios listados pela PGR e no histórico de prisões, e foi a única a registrar a versão da defesa. Não foi identificada, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o caso, o que deixa sem eco no material analisado o ângulo de crítica ao foro privilegiado levantado pelas próprias defesas.
Ainda não se sabe quando a ação penal terá início, se os recursos das defesas alteram algum ponto da decisão e qual o alcance real da infiltração do Comando Vermelho na estrutura pública fluminense. Também segue em aberto a definição do Supremo sobre como se dará a sucessão no governo do Rio de Janeiro.
Cármen Lúcia e Zanin acompanharam Moraes no recebimento da denúncia; caso apura vazamento de ação contra o ex-deputado estadual TH Joias

Decisão unânime acata denúncia da PGR e acusados devem ir a julgamento; defesas podem recorrer

Decisão também atinge Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, suspeito de lavar dinheiro do tráfico da favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na tarde desta terça-feira (18) para tornar réus Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro…

Decisão da Suprema Corte foi unânime; Ex-presidente da Alerj e ex-deputado federal estão presos desde o último ano acusados de vazarem informações sigilosas de operação contra uma organização criminosa armada
