Davi Alcolumbre busca reeleição no Senado com 33 votos sinalizados
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou conversas para se reeleger em 1º de fevereiro de 2027, com apoio sinalizado de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, que somarão 33 senadores, oito a menos que os 41 necessários. O texto registrou desconfiança dos dois lados: governistas resistem à discussão de anistia ou indulto a Jair Bolsonaro, e senadores do PL cobram resultado antes da eleição da Casa. Até a manhã de 30 de outubro, segundo a matéria, não havia proposta definida.
Veículos de direita reproduziram a apuração de bastidor, com ênfase na composição das bancadas e na maior bancada do PL, com 29 das 81 cadeiras. O texto destacou que senadores do PL consideram insuficiente uma promessa de perdão a Bolsonaro feita só depois da eleição da Casa, e que Rogério Marinho e Tereza Cristina aparecem como alternativas a Alcolumbre.
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Nesta matéria: viés de centro.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, articula a reeleição para 1º de fevereiro de 2027 com apoio de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. A negociação sobre anistia ou indulto a Jair Bolsonaro gera resistência entre governistas, e o PL cobra resultado antes da votação.
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou nesta semana as conversas para se reeleger no comando da Casa, em eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027. Ele enfrenta desconfiança tanto de governistas quanto da oposição, e o ponto de atrito é a discussão sobre um possível perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
MDB, PSD e PT já sinalizaram apoio à recondução, e na terça-feira, 27 de outubro, União Brasil e PP também anunciaram adesão. As cinco bancadas somarão 33 senadores em 2027, oito a menos que os 41 votos necessários. O voto é secreto, e a orientação dos partidos não garante o voto de cada senador. Segundo interlocutores, Alcolumbre avalia que já tem votos suficientes, contando com dissidências da oposição.
O Partido Liberal terá a maior bancada, com 29 das 81 cadeiras, e deve se reunir em 4 de novembro para decidir se lança Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é citada como alternativa, embora o apoio do PP a Alcolumbre dificulte essa candidatura.
A cobertura de centro relatou que Alcolumbre participa de conversas sobre anistia ou indulto a Bolsonaro com um grupo restrito de parlamentares, integrantes do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal. O indulto poderia ser concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem o Congresso; a anistia exigiria lei aprovada pela Câmara e pelo Senado. Esse texto acrescentou que as duas saídas poderiam ser questionadas no Supremo e que a articulação também busca esvaziar a pressão por impeachment de ministros. Entre governistas, a resistência é ao próprio benefício a Bolsonaro.
Veículos de direita reproduziram a mesma apuração, com atribuição, e deram destaque à bancada do PL e à cobrança da oposição: senadores do partido afirmam, reservadamente, que uma promessa de perdão feita só depois da eleição da Casa não seria suficiente para garantir apoio. Esse texto não registrou a possibilidade de contestação no Supremo. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
As duas coberturas convergem em que Alcolumbre não pretende levar adiante pedidos de impeachment de ministros do Supremo, especialmente de Alexandre de Moraes, mas se mostra disposto a discutir uma proposta de emenda à Constituição que eleve a idade mínima para novos ministros. Ele também pretende voltar a se reunir com Lula, que, segundo relatos, o chamou de amigo e irmão por telefone na noite do segundo turno.
Até a tarde de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia proposta definida nem acordo sobre o perdão a Bolsonaro, e o PL ainda não tinha decidido se lançaria candidato próprio.
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