As inscrições para o Programa Universidade para Todos, o Prouni, referentes ao segundo semestre de 2026, foram abertas na terça-feira, 7 de julho, e vão até a sexta-feira, 10 de julho. O processo é feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, do Ministério da Educação. Criado pelo governo federal, o Prouni concede bolsas de estudo integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e parciais, que cobrem 50% do valor, em cursos de graduação de instituições privadas de ensino superior.
A cobertura de centro, feita por veículos como CNN Brasil e Correio Braziliense, detalhou os requisitos de participação. O candidato precisa ter concluído o ensino médio e ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, nas edições de 2024 ou de 2025. Será considerada a edição em que o estudante obteve a melhor média. É exigida nota mínima de 450 pontos na média das cinco provas e a redação não pode ter sido zerada. Quem fez o exame como treineiro não pode concorrer. Os critérios de renda também foram amplamente relatados: para a bolsa integral, a renda familiar bruta mensal por pessoa deve ser de até um salário mínimo e meio; para a bolsa parcial, de até três salários mínimos.
Há pontos de ênfase distintos entre as coberturas. A leitura de veículos identificados à esquerda tende a destacar o caráter redistributivo do programa: as modalidades reservadas a candidatos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos e a pessoas com deficiência, a prioridade concedida a estudantes egressos da escola pública e o acesso facilitado a professores da rede pública, que concorrem a cursos de licenciatura e pedagogia sem limite de renda. Nessa chave, o Prouni aparece como instrumento do Estado para reduzir desigualdades históricas de acesso ao ensino superior.
Já a leitura de veículos identificados à direita, como a cobertura da Veja, tende a enfatizar o componente meritocrático e a eficiência do arranjo: as bolsas seguem a ordem decrescente das notas do Enem, os critérios são objetivos e definidos em edital, e o programa aproveita a capacidade instalada das instituições privadas para atender uma demanda que a rede pública não comporta sozinha. A gratuidade e a simplicidade da inscrição digital também são vistas como pontos positivos de desburocratização.
O cronograma é consensual entre as fontes. O resultado da primeira chamada será divulgado em 15 de julho, com prazo de comprovação de informações de 15 a 24 de julho. A segunda chamada está prevista para 5 de agosto, com comprovação até 14 de agosto. A manifestação de interesse na lista de espera ocorre em 26 e 27 de agosto, e o resultado dessa fase sai em 1º de setembro. O Correio Braziliense acrescentou que todas as regras constam do edital nº 51/2026, publicado pelo MEC.
O que ainda não se sabe é o número total de bolsas ofertadas nesta edição e as notas de corte por curso e instituição, que só se definem ao longo do prazo de inscrição, conforme novas candidaturas são registradas. As matérias orientam o candidato a acompanhar o sistema até o fim do período, já que as notas de corte podem mudar.