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A Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV, acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, por um vídeo produzido com inteligência artificial que parodia o filme Top Gun. Na gravação, Flávio e o pai, Jair Bolsonaro, aparecem como militares metralhando barcos com as siglas PCC e CV, enquanto uma embarcação marcada como PT foge do confronto. A ação alega propaganda eleitoral antecipada negativa e uso irregular de IA, pedindo a remoção do conteúdo, a suspensão do impulsionamento e multa. A pré-campanha de Flávio rebate que houve aviso transparente de que o material foi gerado por IA e classifica o pedido como tentativa de censura.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, ajuizou no Tribunal Superior Eleitoral uma representação contra o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência da República em 2026. O alvo é um vídeo produzido com inteligência artificial, publicado nas redes sociais, que faz uma paródia do filme Top Gun. Na gravação, Flávio e o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, aparecem como militares a bordo de um avião de combate, metralhando barcos identificados com as siglas das facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Uma terceira embarcação, marcada com a sigla do PT, dá meia-volta e foge do confronto.
A petição sustenta que o material configura propaganda eleitoral antecipada negativa e uso irregular de inteligência artificial. Os partidos pedem a remoção do conteúdo das redes em até 24 horas, a suspensão do impulsionamento da publicação, multa de 30 mil reais e a proibição de novas peças semelhantes. A cobertura de centro relatou que o vídeo foi divulgado dias depois de os Estados Unidos classificarem o PCC e o CV como organizações terroristas e logo após um encontro de Flávio com o presidente Donald Trump. A publicação serviu de pré-anúncio do plano de segurança pública 'Brasil sem Medo', apresentado pelo senador com 12 medidas para a área.
Veículos de centro detalharam ainda o marco regulatório em vigor: o TSE permite o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral, mas exige aviso explícito de que o conteúdo foi gerado ou alterado por IA, com indicação da ferramenta utilizada. As regras de 2026 proíbem a circulação de conteúdo sintético nas 72 horas anteriores ao pleito e nas 24 horas seguintes, impedem que plataformas como ChatGPT e Gemini recomendem candidatos e preveem responsabilidade solidária dos provedores que não removerem material irregular.
Veículos de esquerda destacaram que o vídeo é um deep fake difamatório, que associa indevidamente o PT ao crime organizado e ameaça a integridade do processo eleitoral, tratando a ação no TSE como defesa legítima da democracia diante da desinformação. Esses veículos também deram relevo à ofensiva paralela do deputado Lindbergh Farias, que chamou Flávio de 'sujeitinho mentiroso' e o acusou de negar conhecer o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, episódio ligado ao Caso Master e à Operação Compliance Zero.
Do outro lado, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro reagiu em nota afirmando que o partido de Lula tenta 'censurar' o material e que o vídeo traz aviso transparente de que foi produzido com inteligência artificial. Na leitura que veículos de direita tendem a enfatizar, a peça é sátira política legítima que prioriza o combate ao PCC e ao CV, e a judicialização seria uma tentativa de calar quem coloca a segurança pública no centro do debate eleitoral.
O que ainda não se sabe é como o TSE decidirá sobre o pedido de remoção e multa, se haverá liminar no prazo de 24 horas solicitado pela Federação e qual será o impacto do caso no enquadramento jurídico do uso de inteligência artificial na pré-campanha de 2026. Também permanece em aberto o desdobramento das acusações envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Todos os lados reconhecem que existe um vídeo feito com IA publicado por Flávio Bolsonaro, que o PT acionou o TSE pedindo sua remoção e que as regras eleitorais de 2026 exigem aviso explícito sobre o uso de inteligência artificial.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
CartaCapital relata a petição com precisão, mas o enquadramento valoriza o lado do PT ao chamar Flávio de 'adversário de Lula na briga pelo Palácio do Planalto' e ao destacar o uso de deep fake; o box de autopromoção editorial reforça o perfil à esquerda do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
G1 descreve a representação de forma neutra, cita literalmente a petição e a nota da pré-campanha com paridade, e dedica grande parte do texto às regras técnicas do TSE para IA, sem vocabulário valorativo carregado.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

PT aciona o TSE contra Flávio Bolsonaro por propaganda antecipada em vídeo com inteligência artificial que associa a sigla a organizações criminosas.

O pedido é para que a publicação seja removida em até 24 horas

Federação Brasil da Esperança acusa Flávio Bolsonaro de associar o PT ao crime organizado e alerta para uso de deep fake

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) acusou Flávio Bolsonaro de mentir ao negar conhecer o banqueiro Daniel Vorcaro
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Metrópoles relata a ação de modo factual e descritivo, reproduzindo os argumentos da Federação sem editorializar; o desequilíbrio é a ausência da fala da defesa, não framing ideológico.
Perspectivas omitidas
Metrópoles reporta a declaração de Lindbergh de modo factual, citando o post no X e o contexto do Caso Master; o título reproduz o xingamento ('Sujeitinho mentiroso') sem aspas de juízo do veículo, mantendo perfil descritivo apesar do tom inflamado da fala citada.
Perspectivas omitidas



