Uma pesquisa do instituto Quaest divulgada na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, mostra o senador Esperidião Amin, do Progressistas, à frente da disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado, com 19% das intenções de voto na soma da primeira e da segunda vaga. Logo atrás aparece Carlos Bolsonaro, do Partido Liberal, com 16%, diferença que cabe dentro da margem de erro de três pontos percentuais e configura empate técnico no topo. A deputada Caroline de Toni, também do Partido Liberal, tem 12%, e Décio Lima, do Partido dos Trabalhadores, marca 9%. Nenhum dos outros nove candidatos ouvidos passa de 2%.
O levantamento foi encomendado por um veículo de comunicação local, ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026. Em 2026 cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, para renovar 54 das 81 cadeiras da Casa, e por isso cada eleitor precisa escolher dois nomes diferentes. Quando se olha só a primeira vaga, Amin tem 23% e Carlos Bolsonaro, 21%; na segunda vaga, os números caem para 15% e 12%, com Caroline de Toni empatada em 12%.
Os três textos que cobriram a pesquisa convergem nos números e na metodologia. Todos registram que a disputa está aberta: na pergunta espontânea, feita sem mostrar a lista de nomes, 84% dos entrevistados não souberam citar candidato algum, e 55% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de voto até 4 de outubro, contra 45% que consideram a escolha definitiva. Os índices de rejeição também são consensuais na cobertura: 31% para Esperidião Amin, 40% para Carlos Bolsonaro, 12% para Caroline de Toni e 45% para Décio Lima, o maior do levantamento. O potencial de voto, isto é, a parcela que diz conhecer e poder votar no candidato, é de 47% para Amin, 34% para Carlos Bolsonaro, 23% para De Toni e 20% para Décio Lima.
A diferença aparece no recorte. A cobertura de centro publicou a série completa do levantamento, separando pesquisa espontânea de estimulada, primeira vaga de segunda vaga e potencial de voto de rejeição, e deu peso ao dado de indecisão como medida de volatilidade da corrida. Já veículos de esquerda resumiram o levantamento ao ranking, sublinharam o empate técnico entre Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro e destacaram a quarta colocação do candidato do Partido dos Trabalhadores, inserindo a pesquisa numa sequência de levantamentos estaduais divulgados na mesma janela. Veículos de direita não haviam registrado a pesquisa até o fechamento desta reportagem, de modo que a leitura de que dois dos quatro primeiros colocados pertencem ao mesmo partido e de que o campo conservador domina a disputa não recebeu enquadramento próprio nesse espectro.
O que ainda não se sabe é como esses números se movem. Nenhuma das reportagens compara o resultado com levantamentos anteriores em Santa Catarina, o que impede medir crescimento ou desgaste de qualquer candidato. Também não há explicação sobre a candidatura de Carlos Bolsonaro pelo estado, ainda que a cobertura o identifique como filiado ao Partido Liberal do Rio de Janeiro. Nenhum dos candidatos citados foi ouvido sobre os dados, e não há indicação de quando a próxima rodada da pesquisa será divulgada.