Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro empatam na disputa ao Senado catarinense
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Pesquisa do instituto Quaest divulgada em 24 de agosto de 2026 mostra o senador Esperidião Amin, do PP, com 19% das intenções de voto para o Senado por Santa Catarina, seguido por Carlos Bolsonaro, do PL, com 16%. A diferença está no limite da margem de erro de três pontos percentuais, o que configura empate técnico. Caroline de Toni, do PL, tem 12%, e Décio Lima, do PT, 9%. O levantamento ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto, com nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SC-00517/2026 e BR-07160/2026.
O levantamento expõe os limites do capital político da família Bolsonaro fora do seu território de origem. Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, disputa uma vaga em Santa Catarina e não consegue superar um senador com décadas de vida pública no estado, além de carregar a maior rejeição entre os candidatos competitivos com projeto de continuidade, 40%.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Santa Catarina elege dois senadores em 4 de outubro de 2026 e cada eleitor vota em dois nomes diferentes, o que torna a segunda vaga tão decisiva quanto a primeira. Hoje 55% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de voto e 84% não citam nenhum candidato espontaneamente. As rejeições já medidas são de 45% para Décio Lima, 40% para Carlos Bolsonaro e 31% para Esperidião Amin.
Toda a cobertura reproduz os mesmos percentuais e a mesma metodologia: Esperidião Amin com 19%, Carlos Bolsonaro com 16%, Caroline de Toni com 12% e Décio Lima com 9%, em levantamento com 804 entrevistas, margem de erro de três pontos e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Também há convergência de que a diferença entre os dois primeiros cabe dentro da margem de erro.
Não há série histórica divulgada que permita comparar com rodadas anteriores e identificar quem sobe ou cai. A íntegra do estudo, que custou R$ 106.329, não foi disponibilizada ao público. Uma das coberturas informou 8% de brancos e nulos, contra 11% nas demais, sem explicação para a diferença.
Uma pesquisa do instituto Quaest sobre a disputa pelas duas vagas do Senado por Santa Catarina mostra Esperidião Amin com 19% e Carlos Bolsonaro com 16%, diferença que cabe na margem de erro. Abaixo, os números por vaga, a rejeição de cada candidato e as diferenças entre a leitura de esquerda e a de centro sobre o mesmo levantamento.
O senador Esperidião Amin, do PP, aparece com 19% das intenções de voto na disputa pelas duas vagas do Senado por Santa Catarina, seguido por Carlos Bolsonaro, do PL, com 16%. Os números são de levantamento do instituto Quaest divulgado em 24 de agosto de 2026. A diferença de três pontos percentuais entre os dois fica no limite da margem de erro, o que caracteriza empate técnico. A deputada federal Caroline de Toni, do PL, tem 12%, e Décio Lima, do PT, marca 9%. Nenhum outro nome testado passa de 2%.
A pesquisa ouviu 804 eleitores catarinenses de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é SC-00517/2026, com protocolo nacional BR-07160/2026. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, para renovar 54 das 81 cadeiras, e o eleitor precisa marcar dois nomes diferentes. Por isso o instituto somou as menções para a primeira e a segunda vaga em um total consolidado.
Toda a cobertura converge nos números principais e na metodologia. Quando o recorte é apenas a primeira vaga, Amin tem 23% e Carlos Bolsonaro, 21%. Na segunda vaga, Amin marca 15%, com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni empatados em 12%. Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, 84% não souberam citar candidato. Entre os que já escolheram, 45% dizem que a decisão é definitiva e 55% admitem mudar de voto até 4 de outubro, data da eleição.
Veículos de esquerda destacaram a ordem de chegada e a posição do candidato do PT em quarto lugar, tratando o levantamento sobretudo como fotografia de uma disputa ainda aberta. A cobertura de centro foi a que abriu a metodologia por inteiro: os cenários por vaga, a pesquisa espontânea e os índices de rejeição, em que Décio Lima aparece com 45%, Carlos Bolsonaro com 40% e Esperidião Amin com 31%. Parte dessa cobertura de centro também registrou o custo do estudo, de R$ 106.329, pago pelo grupo de comunicação que o encomendou, e observou que a íntegra do documento não foi publicada. Veículos de direita não haviam publicado o levantamento até o fechamento desta edição, o que deixa sem contraponto o ângulo que costuma organizar essa cobertura, o de que os candidatos do campo conservador somam a maior fatia das intenções de voto no estado.
Há divergência de leitura mesmo entre coberturas factuais. Parte dos textos apresenta o empate técnico como fenômeno de dois nomes, Amin e Carlos Bolsonaro. Outra parte estende o empate a Caroline de Toni, que está a quatro pontos do segundo colocado, e mesmo a Décio Lima em relação à deputada. As duas leituras são defensáveis diante de uma margem de erro de três pontos, mas produzem manchetes diferentes sobre a mesma tabela. Um dos relatos registrou ainda 8% de votos brancos e nulos, enquanto os demais informaram 11%, sem que a diferença tenha sido explicada.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há série histórica divulgada que permita comparar esses percentuais com os de rodadas anteriores do mesmo instituto, de modo que não é possível dizer quem sobe e quem cai. Não foi medido o efeito de Carlos Bolsonaro concorrer por um estado diferente daquele em que construiu sua carreira política. E o volume de indecisos na pesquisa espontânea indica que a disputa pode se reorganizar por completo quando a propaganda eleitoral gratuita entrar no ar.
Candidato do PP tem 19% dos votos, o filho do ex-presidente, 16%, e a deputada federal com 12%; margem de erro é de 3 p.p. Leia no Poder360

Instituto ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto; margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos

Décio Lima, do PT, é o quarto colocado no levantamento

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) foi encomendada pela NSC.

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) foi encomendada pela NSC.
