
Quaest: Flávio Bolsonaro perde força entre evangélicos, jovens e mulheres
Resumo da cobertura
A pesquisa Quaest divulgada em 14 de junho de 2026 mostra Lula liderando a simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro por 44% a 38%, depois de meses de empate técnico. O senador do PL recuou entre evangélicos, mulheres, jovens, eleitores do Sudeste e do agregado Centro-Oeste/Norte. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, tem margem de erro de 2 pontos e está registrado no TSE sob o código BR-07661/2026.
A nova pesquisa Quaest, divulgada em 14 de junho de 2026, alterou o cenário da corrida presidencial de 2026. No cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a liderar com 44% das intenções de voto contra 38% do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência. Os dois apareciam em empate técnico desde março, o que torna a abertura de seis pontos o dado mais relevante do levantamento. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07661/2026.
O ponto central, sobre o qual todas as coberturas convergem, é a perda de apoio de Flávio Bolsonaro em segmentos que sustentavam a base da direita. Entre os evangélicos, grupo tradicionalmente favorável ao bolsonarismo, o senador caiu de 61% para 52%, enquanto Lula subiu de 24% para 31%. Entre as mulheres, o presidente chegou a 47% contra 33% do senador. Na faixa de 16 a 34 anos, Lula assumiu a liderança com 44% a 39%, invertendo o quadro das rodadas anteriores. Regionalmente, no agregado Centro-Oeste/Norte a vantagem de Flávio encolheu de 14 para 2 pontos, e no Sudeste, que reúne os colégios eleitorais de São Paulo e Minas Gerais, o senador perdeu a dianteira que já chegou a 12 pontos. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui o movimento a três fatores combinados: o desgaste do caso Banco Master, os efeitos políticos de medidas dos Estados Unidos após o encontro de Flávio com Donald Trump e a melhora na percepção do governo Lula. Todos os veículos registram o contexto factual: a vinda à tona dos R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse, e o anúncio americano que classificou o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas e elevou tarifas sobre produtos brasileiros.
A cobertura de centro, representada por g1 e Poder360, relatou os números com paridade e máxima transparência metodológica. O Poder360 detalhou inclusive o custo do estudo, R$ 433.255,92, e o financiador, o Banco Genial, além de listar recortes em que Flávio mantém vantagem, como entre os homens, na renda acima de cinco salários mínimos e no ensino superior. Esse enquadramento neutro apresenta a queda como oscilação documentada, sem juízo sobre suas causas.
É na interpretação que os lados se distanciam. Veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo, enfatizaram o desgaste do projeto bolsonarista e o que a própria Quaest chamou de 'paradoxo da direita': Flávio perde força, mas os demais nomes do campo conservador, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves e Renan Santos, não conseguem herdar o voto anti-Lula e seguem pulverizados, somando 12%. Para essa cobertura, o caso Vorcaro expõe a relação entre a família Bolsonaro e o poder econômico, e a melhora na avaliação do governo sustenta o avanço de Lula nos recortes sociais. Uma leitura à direita, por contraste, tenderia a destacar que Flávio segue consolidado como o principal nome da oposição, concentrando 94% do voto bolsonarista e mantendo liderança entre evangélicos e eleitores de ensino superior, e que a queda coincide com fatos pontuais de forte exploração política, e não com uma rejeição estrutural a quatro meses do pleito. Nesta story, contudo, a cobertura disponível é predominantemente de esquerda e de centro, sem um veículo de direita representando esse ângulo de forma direta.
Briefing
O que importa para você
- A vantagem de Lula passou de empate para 6 pontos no segundo turno.
- Entre evangélicos, Flávio caiu de 61% para 52%; entre mulheres, Lula chegou a 47% contra 33%.
- A pesquisa custou R$ 433.255,92, foi paga pelo Banco Genial e está registrada no TSE sob o código BR-07661/2026.
Onde os lados divergem
- Esquerda lê os dados como desgaste estrutural do bolsonarismo e expõe o 'paradoxo da direita', com a oposição pulverizada e incapaz de herdar o voto anti-Lula.
- A cobertura de centro mantém-se descritiva, apresentando a queda como oscilação documentada e listando também os recortes em que Flávio segue à frente, sem atribuir significado político.
Onde os lados concordam
LEFT e CENTER convergem nos números: Lula lidera o segundo turno por 44% a 38%, depois de meses de empate técnico, e Flávio Bolsonaro recuou entre evangélicos, mulheres, jovens e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte. Todos ligam o movimento ao caso Banco Master/Vorcaro e às medidas dos EUA após a visita de Flávio a Trump.
O que ainda está incerto
- Não se sabe se a queda de Flávio é virada consistente ou oscilação ligada ao noticiário recente.
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoQuaest: Flávio Bolsonaro perde força entre evangélicos, jovens e mulheresPesquisa Quaest mostra queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e mulheres, enquanto Lula amplia vantagem.
Ver análise editorial
Veículo de esquerda (DCM) reporta os números da Quaest com fidelidade, mas o enquadramento acentua a 'perda de força' de Flávio e a ampliação da vantagem de Lula. A foto legenda 'Lula e o senador Flávio Bolsonaro' e o destaque ao caso Vorcaro/Banco Master reforçam o desgaste da direita. Fatos corretos, seleção e tom favoráveis ao campo da esquerda.
- Qualidade argumentativa
- 62/100
- Manipulação emocional
Linha do Tempo
Fontes

Pesquisa Quaest mostra queda de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, jovens e mulheres, enquanto Lula amplia vantagem.
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Flávio Bolsonaro pesquisa Quaest: Lula abre 6 pontos de vantagem no segundo turno após senador perder apoio entre mulheres, jovens e eleitores do Sudeste.

Quaest mostra Flávio Bolsonaro enfraquecido devido ao caso Vorcaro, mas sem rival da direita capaz de herdar votos anti-Lula.

Quaest aponta avanço de Lula no Sudeste e liderança nacional de 44% a 38% na simulação de 2º turno. Leia no Poder360.
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