O instituto Quaest divulgou em 5 de agosto de 2026 um novo levantamento sobre a disputa presidencial que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 30%. Em relação à rodada anterior, de julho, Lula oscilou um ponto para baixo, de 40% para 39%, e o senador subiu dois pontos, de 28% para 30%. Com isso, a diferença entre os dois primeiros colocados passou de 12 para nove pontos percentuais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos, para mais ou para menos, o que significa que as variações individuais de cada candidato estão dentro do intervalo estatístico esperado, ainda que o movimento conjunto aponte aproximação.
Até o momento, apenas um veículo cobriu a divulgação desses números no conjunto de fontes reunido aqui, em reportagem de perfil factual e sem enquadramento ideológico explícito: o texto se limita a tabular os percentuais, apresentar a variação mês a mês e reproduzir a ficha técnica da pesquisa. Não há, portanto, contraste de leitura entre coberturas de lados distintos nesta história, e o que segue descreve os dados como foram apresentados.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são mostrados aos entrevistados, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada, e Romeu Zema, com 2%. Cabo Daciolo, Augusto Cury e Samara Martins registram 1% cada. Os indecisos somam 10%, e brancos, nulos e quem afirma que não vai votar somam 8%. Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é sugerido, 51% não citaram candidato algum, 25% mencionaram Lula e 18%, Flávio Bolsonaro.
O instituto testou quatro cenários de segundo turno e o presidente aparece à frente em todos, com índices que variam de 44% a 46%. A disputa mais apertada é contra Flávio Bolsonaro, por 44% a 39%, diferença de cinco pontos que era de oito em julho. Contra Ronaldo Caiado, a vantagem é de oito pontos; contra Renan Santos, de dez; e contra Romeu Zema, de doze, o maior intervalo do levantamento. Os dois candidatos mais conhecidos são também os mais rejeitados: 54% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro e 52% afirmam o mesmo sobre Lula. Em julho, esses índices eram de 57% e 50%, respectivamente, ou seja, a rejeição ao senador caiu enquanto a do presidente subiu.
Os indicadores de avaliação do governo ficaram estáveis. A aprovação permaneceu em 48% e a desaprovação em 47%, os mesmos números do mês anterior, depois de uma melhora progressiva na imagem da gestão captada pelo instituto desde abril. A avaliação positiva e a negativa empatam em 36%, com 26% classificando o governo como regular. Já os indicadores de expectativa pioraram: 55% dizem que Lula não merece um novo mandato, contra 51% em julho, e 41% acham que merece, ante 45%. A parcela que avalia que o país vai na direção errada subiu de 51% para 55%. Sobre a economia, 43% afirmam que ela piorou nos últimos doze meses, 35% dizem que ficou igual e 19%, que melhorou.
O levantamento também mediu o grau de definição do voto. Para 69% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva, percentual que era de 65% em julho, enquanto 31% dizem que ainda podem mudar até o dia da votação, marcado para 4 de outubro. Duas trocas de nomes entraram nesta rodada: Clariana Barão substituiu Joaquim Barbosa como candidata do DC, e Leonardo Avalanche entrou no lugar de Heró Bezerra pelo PRTB. Nenhum dos dois pontuou.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
O que ainda não se sabe: a cobertura disponível não explica o que motivou o estreitamento da diferença entre os dois primeiros colocados, nem se o movimento configura tendência consolidada ou oscilação dentro da margem de erro. Também não há, até aqui, comparação com levantamentos de outros institutos no mesmo período, reação das campanhas aos números, nem recorte por região, renda ou escolaridade que permita identificar onde exatamente o eleitorado se moveu.