Quaest mostra números da disputa pela Presidência
Relato de fonte única, atribuído a G1. Esta cobertura não compara posições do espectro político.
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Resumo da cobertura
Levantamento Quaest divulgado em 5 de agosto de 2026 aponta o presidente Lula na liderança do primeiro turno da corrida presidencial, com 39% das intenções de voto, contra 30% do senador Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois caiu de 12 para nove pontos em relação a julho. Lula lidera os quatro cenários testados de segundo turno, com índices entre 44% e 46%, e a menor vantagem é justamente sobre Flávio Bolsonaro, de cinco pontos, ante oito no mês anterior. A aprovação do governo ficou estável em 48%, com 47% de desaprovação. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Briefing
O que importa para você
- Lula lidera o primeiro turno com 39% contra 30% de Flávio Bolsonaro, e a diferença caiu de 12 para nove pontos em um mês.
- No segundo turno direto, a vantagem do presidente encolheu de oito para cinco pontos, com margem de erro de dois pontos.
- 69% dos entrevistados já dizem ter voto definitivo, a dois meses do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
- A aprovação do governo estacionou em 48%, mas 55% afirmam que Lula não merece um novo mandato, quatro pontos a mais que em julho.
O que ainda está incerto
- A cobertura não explica o que causou o estreitamento da diferença entre os dois primeiros colocados.
- Não há comparação com levantamentos de outros institutos no mesmo período, o que impede distinguir tendência de oscilação estatística.
- Não foram divulgados recortes por região, renda ou escolaridade, nem reação das campanhas aos números.
O instituto Quaest divulgou em 5 de agosto de 2026 um novo levantamento sobre a disputa presidencial que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno, com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 30%. Em relação à rodada anterior, de julho, Lula oscilou um ponto para baixo, de 40% para 39%, e o senador subiu dois pontos, de 28% para 30%. Com isso, a diferença entre os dois primeiros colocados passou de 12 para nove pontos percentuais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos, para mais ou para menos, o que significa que as variações individuais de cada candidato estão dentro do intervalo estatístico esperado, ainda que o movimento conjunto aponte aproximação.
Até o momento, apenas um veículo cobriu a divulgação desses números no conjunto de fontes reunido aqui, em reportagem de perfil factual e sem enquadramento ideológico explícito: o texto se limita a tabular os percentuais, apresentar a variação mês a mês e reproduzir a ficha técnica da pesquisa. Não há, portanto, contraste de leitura entre coberturas de lados distintos nesta história, e o que segue descreve os dados como foram apresentados.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são mostrados aos entrevistados, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada, e Romeu Zema, com 2%. Cabo Daciolo, Augusto Cury e Samara Martins registram 1% cada. Os indecisos somam 10%, e brancos, nulos e quem afirma que não vai votar somam 8%. Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é sugerido, 51% não citaram candidato algum, 25% mencionaram Lula e 18%, Flávio Bolsonaro.
O instituto testou quatro cenários de segundo turno e o presidente aparece à frente em todos, com índices que variam de 44% a 46%. A disputa mais apertada é contra Flávio Bolsonaro, por 44% a 39%, diferença de cinco pontos que era de oito em julho. Contra Ronaldo Caiado, a vantagem é de oito pontos; contra Renan Santos, de dez; e contra Romeu Zema, de doze, o maior intervalo do levantamento. Os dois candidatos mais conhecidos são também os mais rejeitados: 54% dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro e 52% afirmam o mesmo sobre Lula. Em julho, esses índices eram de 57% e 50%, respectivamente, ou seja, a rejeição ao senador caiu enquanto a do presidente subiu.
Os indicadores de avaliação do governo ficaram estáveis. A aprovação permaneceu em 48% e a desaprovação em 47%, os mesmos números do mês anterior, depois de uma melhora progressiva na imagem da gestão captada pelo instituto desde abril. A avaliação positiva e a negativa empatam em 36%, com 26% classificando o governo como regular. Já os indicadores de expectativa pioraram: 55% dizem que Lula não merece um novo mandato, contra 51% em julho, e 41% acham que merece, ante 45%. A parcela que avalia que o país vai na direção errada subiu de 51% para 55%. Sobre a economia, 43% afirmam que ela piorou nos últimos doze meses, 35% dizem que ficou igual e 19%, que melhorou.
Fontes
Pesquisa é a última realizada pela consultoria antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para o dia 16. Margem de erro é de dois pontos percentuais.
