O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão começa nesta sexta-feira, 28 de agosto, e segue no ar até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições gerais de 2026. Se houver segundo turno, a propaganda retorna em 9 de outubro e vai até o dia 23. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou em 20 de agosto a distribuição do tempo entre partidos, federações e coligações, e os tribunais regionais eleitorais fecharam os planos de mídia estaduais, que definem horários de exibição, volume de inserções e o revezamento das emissoras responsáveis pela geração do sinal em cada período.
Na disputa presidencial, quatro campanhas terão tempo em bloco. A coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PC do B, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede em torno de Lula, ficou com a maior fatia, 5 minutos e 31 segundos. Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos, Ronaldo Caiado terá 2 minutos e 2 segundos e Augusto Cury terá 35 segundos. As demais candidaturas à Presidência não alcançaram as exigências da cláusula de desempenho e ficam fora do programa em rede.
O desenho da propaganda também já está definido. Na televisão, os blocos ocupam as faixas de 13h às 13h25 e de 20h30 às 20h55; no rádio, de 7h às 7h25 e de 12h às 12h25. Segundas, quartas e sextas-feiras ficam com as campanhas de senador, deputado estadual e governador; terças, quintas e sábados, com presidente da República e deputado federal, com 12 minutos e 30 segundos para cada um desses dois cargos. Fora dos blocos, são 70 minutos diários de inserções distribuídas ao longo da programação, o equivalente a 140 chamadas de 30 segundos por dia. Do tempo total, 10% são divididos igualmente entre os habilitados e 90% seguem a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. A ordem de exibição saiu de sorteio no primeiro dia e passa a rodízio nos seguintes, e as legendas precisam respeitar os percentuais reservados a candidatas mulheres e a pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Nos campos que trataram do assunto, o conjunto de datas, horários e critérios de cálculo é o mesmo. Veículos de esquerda abriram a cobertura pelo efeito de exclusão da regra, ao registrar que apenas quatro candidaturas presidenciais conseguiram tempo de tela e ao apontar que a maior fatia é definida pela representação já conquistada na Câmara dos Deputados. A cobertura de centro tratou o tema como serviço, detalhando horários de exibição, cotas por cargo, prazos de envio de material pelas legendas e a escala de geração dos programas no estado, sem discutir quem ganha ou perde com a fórmula. Veículos de direita não haviam publicado sobre o assunto até o momento; o enquadramento habitual desse campo tende a questionar o peso da proporcionalidade que favorece partidos com bancada maior e a lembrar que o espaço cedido pelas emissoras não é gratuito para quem transmite, ângulo que nenhuma das matérias disponíveis desenvolve.
Seguem em aberto pontos relevantes. Não se sabe se haverá segundo turno e, portanto, se o calendário de outubro será acionado. Nenhuma das coberturas informa quantas candidaturas presidenciais ficaram de fora nem detalha o cálculo que as barrou pela cláusula de desempenho. Também não há informação sobre como cada partido repartirá internamente o seu tempo entre as candidaturas registradas, nem sobre os planos de mídia dos demais estados, apresentados até aqui apenas em parte.