TSE dá a Lula o maior tempo no horário eleitoral, que estreia em 28 de agosto
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Como decidimos →A estreia do horário eleitoral gratuito em 28 de agosto reafirma o papel do rádio e da televisão como espaço público de campanha, custeado coletivamente e não vendido a quem tem mais dinheiro. O ponto crítico, sob esse prisma, é a cláusula de desempenho: de todas as candidaturas registradas à Presidência, apenas quatro chegam aos blocos nacionais, e a regra que destina 90% do tempo à proporção de bancadas na Câmara dos Deputados tende a perpetuar a força de quem já é grande. A cobertura desse lado também amarra o calendário eleitoral a outra frente do mesmo período, o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o vínculo trabalhista de motoristas de aplicativo, tratando ambos como disputas sobre quem tem voz nas instituições.
O horário eleitoral gratuito das eleições de 2026 vai ao ar a partir de 28 de agosto no rádio e na televisão e segue até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. Em 20 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou a divisão do tempo: dois blocos de 12 minutos e 30 segundos para a disputa presidencial, com 5 minutos e 31 segundos para a coligação Brasil Pronto para Mais, de Luiz Inácio Lula da Silva, 4 minutos e 20 segundos para Flávio Bolsonaro, 2 minutos e 2 segundos para Ronaldo Caiado e 35 segundos para Augusto Cury.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Toda a cobertura converge nos mesmos fatos: a propaganda gratuita estreia em 28 de agosto, a disputa presidencial tem dois blocos de 12 minutos e 30 segundos, a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o maior tempo e o rateio segue a regra de 10% igualitário mais 90% proporcional à bancada na Câmara dos Deputados.
A propaganda eleitoral gratuita de 2026 vai ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro, com dois blocos diários e 70 minutos de inserções. O Tribunal Superior Eleitoral dividiu o tempo pela regra de 10% igualitário e 90% proporcional à bancada na Câmara dos Deputados, e só quatro candidaturas presidenciais alcançaram espaço nos blocos nacionais.
O horário eleitoral gratuito das eleições de 2026 estreia nesta sexta-feira, 28 de agosto, no rádio e na televisão, e segue no ar até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. A distribuição do tempo entre partidos, federações e coligações foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 20 de agosto e reproduz, com poucas variações, a correlação de forças da Câmara dos Deputados.
Na propaganda presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral reservou dois blocos de 12 minutos e 30 segundos. A coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PC do B, PV, PDT, PSB, PSOL e REDE em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com 5 minutos e 31 segundos. Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, tem 4 minutos e 20 segundos; Ronaldo Caiado, do Partido Social Democrático, 2 minutos e 2 segundos; e Augusto Cury, do Avante, 35 segundos. Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, não alcançaram a cláusula de desempenho e ficam fora dos blocos nacionais, embora possam veicular inserções conforme as regras aplicáveis. Nas inserções ao longo da programação, a coligação de Lula tem 433, contra 339 do Partido Liberal, 159 do Partido Social Democrático e 47 do Avante.
A cobertura converge no essencial: as datas, o desenho dos blocos e o critério legal de rateio, em que 10% do tempo é dividido igualmente entre os concorrentes habilitados e 90% é distribuído conforme a bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados. Na televisão, os programas em bloco vão das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55; no rádio, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. São ainda 70 minutos diários de inserções, o equivalente a 140 chamadas de 30 segundos. Às segundas, quartas e sextas, o espaço é de senador, deputado estadual e governador; às terças, quintas e sábados, de presidente e deputado federal.
A ênfase, porém, muda conforme o lado. Veículos de esquerda destacaram o efeito da cláusula de desempenho: entre todos os presidenciáveis, apenas quatro terão voz nos blocos nacionais, e a regra proporcional reforça quem já é grande no Congresso. Essa cobertura também amarrou o calendário eleitoral a outra frente do mesmo período, o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre o vínculo de motoristas de aplicativo com as plataformas digitais, com a convenção da Organização Internacional do Trabalho aprovada em junho como pano de fundo. A cobertura de centro tratou o tema como serviço: detalhou o plano de mídia estadual, a ordem de exibição definida por sorteio, o rodízio a partir do segundo dia, a escala de emissoras responsáveis pela geração do sinal em cada semana e as cotas de tempo que os partidos precisam reservar a candidatas mulheres e a pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a divisão do tempo no conjunto analisado. A leitura mais dura sobre a vantagem do presidente em exercício aparece, por ora, como constatação aritmética: Lula terá 1 minuto e 11 segundos a mais que Flávio Bolsonaro em cada programa, além de quase uma centena de inserções a mais por dia.
Ainda não se sabe como as campanhas sem bloco nacional pretendem compensar a ausência de tempo em rede, e o detalhamento operacional divulgado até agora se restringe a planos de mídia regionais. Há também divergência sobre a data final da propaganda de primeiro turno: parte da cobertura fala em 1º de outubro e parte em 2 de outubro. Um eventual segundo turno traria nova rodada de propaganda entre 9 e 23 de outubro, com escala própria de geração de sinal.
Distribuição do tempo leva em conta a representação dos partidos na Câmara; propaganda eleitoral começa nesta sexta-feira

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa nesta sexta-feira (28); Lula terá o maior tempo, seguido por Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado

Apenas Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury terão tempo de TV entre os presidenciáveis

Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV segue horários, formatos e divisão de tempo definidos pelo TRE-PR
