
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Uma rodada de pesquisas divulgada em 27 e 28 de julho de 2026 mediu a avaliação de governos estaduais e a intenção de voto para governador e senador no Rio de Janeiro, no Acre e no Paraná. No Rio, o governador interino Ricardo Couto é aprovado por 49% e desaprovado por 42%, e Eduardo Paes lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos. No Acre, Alan Rick aparece à frente na corrida ao governo. No Paraná, Ratinho Junior registra 81% de aprovação.
Uma nova rodada de pesquisas de opinião divulgada entre a segunda-feira (27) e a terça-feira (28) de julho de 2026 mediu a temperatura política em três estados brasileiros, a poucos meses das eleições. Os levantamentos trataram da avaliação de governos estaduais e da intenção de voto para governador e senador no Rio de Janeiro, no Acre e no Paraná.
No Rio de Janeiro, o instituto Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre 23 e 27 de julho. O governador interino Ricardo Couto, desembargador que assumiu o Executivo fluminense, é aprovado por 49% e desaprovado por 42%, enquanto 9% não souberam responder. Quando o critério é a qualidade da gestão, 38% a classificam como regular, 33% como ruim ou péssima e 27% como ótima ou boa. Na disputa pelo governo do estado, o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 37%, seguido por Douglas Ruas (PL), com 16%, e por Anthony Garotinho (Republicanos), com 12%, os dois últimos tecnicamente empatados. Nas simulações de segundo turno, Paes vence Ruas por 43% a 27% e Garotinho por 44% a 25%. Para as duas vagas ao Senado, a disputa se concentra em Marcelo Crivella (Republicanos), Benedita da Silva (PT), Carlos Portinho (PL) e Pedro Paulo (PSD).
No Acre, o mesmo instituto ouviu 1.600 eleitores entre 22 e 25 de julho. Alan Rick (Republicanos) lidera os cenários espontâneo e estimulado de primeiro turno e também as simulações de segundo turno. Para o Senado, Gladson Cameli (PP) aparece à frente no primeiro cenário estimulado e Márcio Bittar (PL) no segundo. No Paraná, pesquisa do instituto Quaest divulgada na segunda-feira aponta 81% de aprovação ao governo de Ratinho Junior (PSD), contra 13% de desaprovação e 6% que não souberam responder.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, com destaque para a ficha técnica: margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Um dos veículos de centro informou ainda que utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados dos relatórios dos institutos, com checagem posterior por jornalistas e revisão de redação.
Veículos de direita enfatizaram o desempenho dos pré-candidatos de centro-direita e direita nos estados pesquisados e acompanharam as divulgações com uma ressalva editorial fixa. Nela, lembram que pesquisas publicadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas, que a metodologia, a composição da amostra e a formulação das perguntas influenciam o resultado, e que os números têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até os humores do mercado financeiro. Esse enquadramento trata a pesquisa como ferramenta de informação, e não como previsão.
A cobertura de esquerda não apareceu neste ciclo de divulgação. O ângulo que esse campo costuma priorizar, a baixa presença de candidaturas progressistas no topo dos cenários fluminenses, com William Siri (PSol) em 3%, e o peso da candidatura de Benedita da Silva (PT) ao Senado, ficou sem tratamento no noticiário disponível.
Um ponto atravessa as três pesquisas e não foi desenvolvido por nenhuma delas: o governo do Rio de Janeiro está sob comando interino de um desembargador porque Cláudio Castro foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral, informação que surge apenas como nota de rodapé em uma das matérias. Também não se sabe se os índices se sustentam quando a campanha começar, como os indecisos, 15% no primeiro turno fluminense, vão se distribuir, nem quais serão os cenários definitivos, já que as convenções partidárias ainda não homologaram as candidaturas. Nenhum dos textos compara os números com levantamentos anteriores, e os percentuais dos cenários do Acre não foram detalhados na cobertura disponível. Os levantamentos foram custeados pelos próprios institutos, sem contratante externo declarado.
Centro e direita convergem nos dados e na leitura básica do quadro: Eduardo Paes lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos no Rio de Janeiro, Ratinho Junior mantém aprovação muito alta no Paraná e Alan Rick larga na frente no Acre. As duas coberturas também tratam as pesquisas como levantamentos custeados pelos próprios institutos, registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a repassar os percentuais divulgados pelo instituto ('81% dos eleitores do Paraná aprovam o governo de Ratinho Junior, enquanto outros 13% desaprovam'), sem adjetivação, sem vocabulário valorativo e sem interpretar o resultado a favor ou contra o governo estadual. Enquadramento factual típico de centro, ainda que raso em contexto.
Perspectivas omitidas
O corpo entrega exatamente o que o título anuncia: 49% de aprovação e 42% de desaprovação ao governador interino, mais a distribuição entre ótima/boa, regular e ruim/péssima. Não há vocabulário carregado, juízo sobre a gestão nem enquadramento ideológico; a ficha técnica é apresentada de forma transparente. Cobertura de dados, portanto CENTER.
Perspectivas omitidas
A matéria distribui os percentuais de todos os pré-candidatos, inclusive os de menor pontuação, e informa brancos, nulos e indecisos nos três cenários, o que dá paridade de tratamento entre campos ideológicos distintos. Não há adjetivação sobre nenhum nome nem leitura valorativa do resultado, e a nota sobre o uso de inteligência artificial com checagem humana reforça o registro factual. Enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A apuração dos números é neutra, mas o texto vem acompanhado de um bloco editorial fixo que enquadra as pesquisas com ceticismo ('Pesquisas publicadas nas eleições de 2022 apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna') e valoriza o impacto sobre 'os humores do mercado financeiro'. Essa combinação de desconfiança institucional com leitura de mercado é enquadramento de direita, ainda que moderado, o que sustenta RIGHT com confiança apenas média.

Pesquisa mostra também que avaliação positiva é de 68%, e a negativa, de 6%.

Ao mesmo tempo, 38% da população fluminense considera gestão do desembargador como “regular”, 33% como “ruim/péssima” e 27% como “ótima/boa”

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra como está o cenário eleitoral no Acre para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra como está o cenário eleitoral no Rio de Janeiro para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Ex-prefeito do Rio aparece à frente de Douglas Ruas e Anthony Garotinho, que estão tecnicamente empatados nas intenções de voto
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
A descrição dos cenários é factual e cita a vantagem de Eduardo Paes em pontos percentuais, além do empate técnico entre Douglas Ruas e Anthony Garotinho. O viés não vem dos números, mas do bloco editorial fixo que trata pesquisa como leitura de momento sujeita a erro e destaca sua influência sobre partidos, lideranças e mercado financeiro, vocabulário e ceticismo institucional característicos de cobertura de direita. Título promete 'os números' e o corpo entrega mais estrutura de cenários do que percentuais, mas o dado central de vantagem está no texto, então não há descolamento entre manchete e conteúdo.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



