Real Time Big Data: no 2º turno, Flávio tem 56%, e Lula, 33% em Goiás
10 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
11 fontes políticas
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10 veículos de centro · 1 veículo de direita

11 fontes políticas
Uma sequência de pesquisas divulgadas entre 8 e 14 de julho de 2026 mostra cenário oscilante na disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Institutos nacionais como Nexus/BTG, Meio/Ideia e Futura/Apex indicam empate técnico ou vantagem de Lula no segundo turno, enquanto levantamentos regionais em Goiás mostram Flávio à frente. As convenções que oficializam as candidaturas já têm data marcada.
Veículos de direita tendem a valorizar os cenários em que Flávio Bolsonaro aparece à frente ou tecnicamente empatado com Lula, apontando a alta rejeição ao presidente como sinal de desgaste do governo e destacando a mobilização do PL para a convenção de lançamento da candidatura.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a disputa presidencial de 2026 entre Lula e Flávio Bolsonaro está tecnicamente acirrada em nível nacional, com institutos como Nexus/BTG e Futura/Apex mostrando margens dentro do erro amostral, e que ambos os pré-candidatos têm índices de rejeição elevados.
A corrida presidencial de 2026 entra em fase decisiva com uma sequência de pesquisas divulgadas entre 8 e 14 de julho que mostram cenário de instabilidade entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Enquanto alguns institutos apontam vantagem confortável de Lula, outros mostram Flávio à frente ou tecnicamente empatado, revelando uma disputa sensível a variações regionais e metodológicas.
Em nível nacional, os institutos Nexus/BTG e Futura/Apex flagraram empate técnico no segundo turno: Lula tem 47% contra 44% de Flávio, segundo o BTG, e 46,3% a 46,1% pela Futura/Apex, dentro da margem de erro em ambos os casos. Já a pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho, apontou Lula com 45% ante 40% de Flávio, também dentro do limite estatístico. No primeiro turno, Lula mantém vantagem em praticamente todos os levantamentos, oscilando entre 40% e 45% das intenções de voto, com Flávio na casa dos 32% a 34%.
O quadro nacional contrasta com pesquisas estaduais. No Maranhão, a Real Time Big Data mostrou Lula disparado, com 60% no primeiro turno contra 22% de Flávio, em um dos maiores colégios eleitorais do Nordeste, região historicamente favorável ao petista. Já em Goiás, o mesmo instituto indicou o oposto: Flávio lidera o segundo turno com 56% contra 33% de Lula, enquanto o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece à frente no primeiro turno, com 37%, seguido tecnicamente empatados por Lula (27%) e Flávio (25%).
Veículos de esquerda destacaram que a liderança nacional de Lula nos institutos mais robustos, somada à disparidade a seu favor no Maranhão, evidencia a força de políticas sociais entre o eleitorado mais vulnerável, e atribuíram a rejeição elevada de Flávio ao desgaste do bolsonarismo e às suspeitas de corrupção que cercam aliados do senador. A cobertura de centro, predominante no conjunto de reportagens, limitou-se a registrar os números de cada pesquisa, suas metodologias e margens de erro, sem atribuir causas às oscilações. Já veículos de direita enfatizaram os resultados em que Flávio aparece à frente ou empatado, como em Goiás e na pesquisa Gerp/Aesp (45% a 42%), interpretando-os como sinal de desgaste do governo Lula, e destacaram a alta rejeição do presidente registrada pela Futura/Apex (47,6%).
Um episódio à parte movimentou a disputa interna da oposição: durante a Agenda dos Presidenciáveis 2026, promovida pela Confederação Nacional do Comércio, Ronaldo Caiado afirmou que quem votar em Flávio no primeiro turno vai reeleger Lula, argumentando que a conduta moral e as suspeitas de envolvimento com esquemas de corrupção definirão o eleitorado no segundo turno. A fala ecoou críticas do próprio Lula à família Bolsonaro, feitas após a viagem de Flávio aos Estados Unidos para discutir o tarifaço americano sobre produtos brasileiros.
As candidaturas devem ganhar formato oficial nas próximas semanas. O PL confirmou que lançará Flávio Bolsonaro em convenção no dia 25 de julho, no Mercado Pago Hall, em São Paulo, também usada para oficializar candidatos a governos estaduais e ao Congresso. O PT, por sua vez, marcou sua convenção nacional para 2 de agosto, no Expo Center Norte, também na capital paulista, quando Lula deve lançar oficialmente sua sétima candidatura à Presidência ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.
O que ainda não está claro é por que institutos divulgados na mesma semana chegam a resultados tão distintos entre si, nem se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro assumirá candidatura própria caso Flávio enfrente dificuldades. Também não há pesquisa recente que meça o impacto direto das convenções de julho e agosto sobre as intenções de voto.
Levantamento entrevistou 2.000 pessoas em todo o território nacional, de 7 a 11 de julho; margem de erro é de 2,2 pontos

Levantamento ouviu 2.003 pessoas entre os dias 10 e 12 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa entrevistou 2.003 pessoas, entre os dias 10 e 12 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Levantamento publicado nesta quarta-feira indica amplo favoritismo do petista entre o eleitorado do Maranhão

PL e PT marcaram convenções partidárias para 25 de julho e 2 de agosto, respectivamente. Atos representam a oficialização dos candidatos, e antecedem o registro dos nomes na Justiça Eleitoral

Levantamento da Meio/Ideia mostra que o petista fica numericamente à frente; presidente lidera cenários de 1º turno. Leia no Poder360.

Pré-candidato considera que a conduta moral e as suspeitas de envolvimento dos candidatos com esquemas de corrupção vão ser a base de escolha dos eleitores
Pesquisa entrevistou 2.000 pessoas, entre os dias 3 e 7 de julho; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pré-candidato considera que a conduta moral e as suspeitas de envolvimento dos candidatos com esquemas de corrupção vão ser a base de escolha dos eleitores

Pesquisa entrevistou 1.600 pessoas, entre os dias 7 e 8 de julho; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%

No quesito rejeição, Lula lidera: 57% dos goianos não votariam nele. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 40%
