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Duas rodadas do mesmo instituto de pesquisa desenharam o quadro eleitoral de 2026 em dois estados do Norte e do Nordeste. No Pará, o ex-governador Helder Barbalho aparece à frente na disputa por uma das duas vagas ao Senado, com 40% das intenções de voto. Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri e o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, aparecem em empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno. Os dois levantamentos ouviram 1.600 eleitores cada, têm margem de erro de dois pontos percentuais e estão registrados na Justiça Eleitoral.
Duas rodadas do mesmo instituto de pesquisa desenharam, no início de agosto de 2026, o quadro eleitoral em dois estados distantes entre si, mas com o mesmo tipo de tensão política: Pará e Sergipe. No Pará, o ex-governador Helder Barbalho, do MDB, aparece na liderança da corrida por uma das duas vagas ao Senado Federal, com 40% das intenções de voto. Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri, do PSD, e o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, do Republicanos, terminam empatados dentro da margem de erro, tanto no primeiro quanto no segundo turno simulado.
Os números da disputa paraense mostram um segundo lugar ainda indefinido. Atrás do líder, o deputado federal Delegado Éder Mauro, do PL, tem 16%, e o deputado federal Celso Sabino, do PDT, marca 12%. Em seguida vêm o atual senador Zequinha Marinho, do Podemos, com 11%, e Chicão Melo, do União Brasil, com 10%. Outros três nomes aparecem com 1% cada, e dois não pontuaram. Votos nulos e brancos somam 3%, e os que não sabem ou não responderam representam 5%. Em Sergipe, o retrato é de disputa travada: 43% para o governador contra 40% do ex-prefeito no primeiro turno, e 46% a 44% no segundo turno. A rejeição é alta para os dois: 48% consideram o ex-prefeito inviável e 45% dizem o mesmo do governador.
Os dois levantamentos convergem em metodologia e transparência formal. Cada um ouviu 1.600 eleitores, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%. A pesquisa sergipana foi a campo entre 28 de julho e 1º de agosto; a paraense, entre 30 de julho e 3 de agosto. Ambas estão registradas na Justiça Eleitoral com protocolo identificado no texto das reportagens, requisito legal para divulgação.
A cobertura de centro tratou os dados de forma estritamente descritiva, listando percentuais candidato a candidato e reproduzindo a metodologia informada pelo instituto, sem análise de tendência ou de cenário. Veículos de direita foram além do placar e detalharam os três recortes do levantamento sergipano, primeiro turno, segundo turno e rejeição, sublinhando que a diferença entre os dois primeiros colocados está dentro da margem de erro e que, portanto, não há favorito estatístico. Veículos de esquerda não haviam publicado análise própria destes levantamentos até o momento em que esta reportagem foi fechada, de modo que não há, neste conjunto de matérias, um enquadramento progressista sobre os números.
As divergências de leitura entre as coberturas disponíveis são menos de fato e mais de ênfase. O relato de centro se ancorou na liderança consolidada no Pará como manchete, deixando em segundo plano a disputa embolada pela outra vaga. O material de direita concentrou a atenção no desempenho do governador sergipano, cuja gestão não se traduziu em vantagem clara sobre um adversário sem mandato estadual, e no índice de rejeição elevado dos dois principais nomes, apresentado como sinal de eleitorado insatisfeito com as opções em disputa.
O que ainda não se sabe é relevante. Nenhuma das matérias informa quem contratou e pagou os levantamentos, dado que a legislação eleitoral exige constar do registro e que ajuda o leitor a calibrar a origem da informação. Também não há comparação com rodadas anteriores da mesma série, o que impede identificar se os quadros descritos são estáveis ou resultado de movimento recente. Para o Pará, não foi divulgado cenário estimulado alternativo nem índice de rejeição por candidato. Há ainda uma inconsistência de apuração na divulgação sobre o Pará, cujo trecho de metodologia menciona entrevistas realizadas em outro estado, ponto que nenhuma das coberturas esclarece. E não houve manifestação das campanhas dos principais colocados em nenhum dos dois estados.
As coberturas disponíveis convergem no essencial: os dois levantamentos foram feitos com 1.600 entrevistados cada, têm margem de erro de dois pontos percentuais, índice de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral. Nenhuma delas contesta os percentuais nem a metodologia declarada pelo instituto.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a listar percentuais por candidato, faixa de erro e registro na Justiça Eleitoral, sem vocabulário valorativo sobre nenhum dos concorrentes. A única marca editorial é a nota informando o uso de inteligência artificial para extrair dados do relatório do instituto, com revisão humana. A inconsistência entre o estado da disputa e o estado citado na metodologia é falha de apuração, não enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil editorial à direita, o artigo é descritivo: apresenta os três recortes do levantamento, explica que a diferença entre os dois primeiros está dentro da margem de erro e detalha o quadro de rejeição, inclusive o do candidato que lidera esse índice. Não há adjetivação de programa de governo nem crítica a gasto público, ausência de marcadores típicos de enquadramento à direita.

Levantamento também aponta que Delegado Éder Mauro e Celso Sabino estão tecnicamente empatados na disputa pelo segundo voto

Levantamento publicado nesta segunda-feira indica empate entre governador Fábio Mitidieri e ex-prefeito Valmir de Francisquinho
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Perspectivas omitidas



