Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 31 de julho de 2026 colocou a deputada Marília Arraes na frente da disputa por uma das duas vagas do Senado por Pernambuco nas eleições deste ano. No primeiro cenário estimulado, que consolida primeiro e segundo votos e os reduz a 100%, ela aparece com 28% das intenções de voto, isolada na liderança.
Como o pleito de 2026 prevê a eleição de duas cadeiras por estado, o levantamento testou simulações conjuntas. A segunda vaga concentra a disputa mais acirrada: o atual senador Humberto Costa pontua com 21% e o candidato Eduardo da Fonte com 18%, configurando empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. Na sequência aparecem Túlio Gadelha, com 14%, e Silvio Nascimento, com 6%. Carlos Sant'Anna e Paulo Rubem Santiago registram 2% cada, enquanto votos nulos e brancos somam 4% e os que não souberam responder chegam a 5%.
Em uma segunda simulação, que introduz o nome de Miguel Coelho, Marília Arraes permanece na liderança com 27%. Nesse quadro, a briga pela segunda vaga fica ainda mais apertada: Coelho assinala 22% e Humberto Costa, 20%, novamente dentro da margem de erro.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o resultado, com enquadramento factual: relatou os percentuais de cada cenário, a metodologia e o registro da pesquisa. Foram ouvidas 1.600 pessoas em Pernambuco entre 27 e 30 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%. O levantamento foi feito com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo PE-08413/2026.
Uma leitura mais à esquerda tende a enfatizar que a liderança folgada de uma candidata de tradição política progressista, aliada à permanência de um nome governista na briga pela segunda vaga, sinaliza que pautas de representação popular seguem com apelo no estado. Já uma leitura mais à direita destaca que, somados, os postulantes de centro e de direita disputam espaço relevante nas duas vagas, e que a entrada de Miguel Coelho abre caminho competitivo para a oposição caso as candidaturas se organizem em torno de menos nomes.
O que ainda não se sabe: a pesquisa não traz índices de rejeição dos candidatos, não compara com levantamentos anteriores para indicar tendência, e o quadro pode mudar quando as candidaturas forem oficializadas e a campanha entrar em sua fase formal.