Renan Santos condiciona obediência ao STF ao que considerar legal em sabatina
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Em sabatina de televisão na noite de 26 de agosto de 2026, o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, disse que não pretende desrespeitar todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mas defendeu que decisões que considerar ilegais não devem ser cumpridas. Afirmou que qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, tem o dever de não cumpri-la, e disse que o limite é dado pela lei, sem indicar quem faria essa interpretação. Ressalvou que consultaria a Advocacia-Geral da União (AGU) e recorreria ao próprio STF antes de descumprir. Na mesma entrevista, tratou de segurança pública e defendeu que o policial atire para matar diante de assalto ou latrocínio em curso.
Pela chave da direita, a fala do candidato do Missão, Renan Santos, é resposta a dois excessos percebidos: o avanço do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre competências do Executivo e a sensação de impunidade diante do crime violento.
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Toda a cobertura converge em três pontos: o candidato do Missão, Renan Santos, negou que descumpriria decisões do Supremo Tribunal Federal em bloco; sustentou que decisões consideradas ilegais são exceção e não devem ser cumpridas; e usou a fórmula de que qualquer cidadão tem o dever de não cumprir decisão ilegal. As declarações foram feitas em sabatina televisiva em 26 de agosto de 2026.
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, afirmou em sabatina de televisão que não descumpriria decisões do Supremo Tribunal Federal em bloco, mas que ordens consideradas ilegais não devem ser cumpridas. Na mesma entrevista, defendeu que a polícia atire para matar em assaltos e criticou a quebra de sigilo de fonte determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou em sabatina de televisão na noite de quarta-feira, 26 de agosto de 2026, que pretende descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerar ilegais. Ao ser confrontado com declarações anteriores no mesmo sentido, ressalvou que não sairia desrespeitando todas as decisões da Corte, o que classificou como um absurdo, mas sustentou que há uma exceção para o que chamou de decisão ilegal.
A frase que sintetiza a posição foi reproduzida nas duas coberturas: qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, pode e tem o dever de não cumprir. Questionado sobre quem definiria esse limite, o candidato respondeu que a lei o define, sem indicar qual autoridade faria a interpretação em cada caso concreto. Em seguida, matizou o gesto ao dizer que não decidiria sozinho: pediria parecer à Advocacia-Geral da União (AGU) e recorreria ao próprio STF antes de deixar de cumprir uma ordem.
A cobertura de centro acompanhou o restante da sabatina e registrou o exemplo dado pelo candidato: se estivesse no meio de uma operação policial em uma favela do Rio de Janeiro e recebesse uma ordem do STF para suspendê-la, não cumpriria. No mesmo bloco, ele tratou de segurança pública e disse que, em assalto ou latrocínio, o sangue derramado deve ser o do criminoso, e não o da vítima. Afirmou ser pacifista, disse não saber atirar e defendeu que o policial presente à cena atire para matar. Citou o caso de um jovem morto ao tentar defender a namorada e sustentou que as principais vítimas da violência são as pessoas mais pobres.
O candidato também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de quebrar o sigilo e investigar o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino. Para Renan Santos, o sigilo de fonte é cláusula pétrea, e uma decisão que o rompa não deveria ser cumprida pelas autoridades.
A cobertura à direita ficou concentrada na ressalva institucional, com destaque para a negativa de que haveria desrespeito generalizado ao Supremo, e trouxe ao lado do texto outras propostas do candidato, como corte de gastos para estabilizar a dívida pública e nova reforma da Previdência. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre a sabatina: o ângulo que costuma organizar essa leitura, o risco de um chefe do Executivo eleito arbitrar sozinho a validade de ordens judiciais e o efeito do uso letal da força em áreas pobres, não aparece em nenhum texto do conjunto.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das reportagens explica quem, na prática, classificaria uma decisão como ilegal antes do descumprimento, nem como esse juízo conviveria com o pedido de parecer à Advocacia-Geral da União e com o recurso ao próprio tribunal. Também não há manifestação do Supremo Tribunal Federal, de Alexandre de Moraes ou de Flávio Dino sobre as declarações, nem detalhamento da decisão de quebra de sigilo citada pelo candidato. E, embora a expressão pena de morte tenha circulado no noticiário, o candidato não apresentou proposta de alteração legal nesse sentido: o que defendeu foi a reação letal da polícia diante de crime violento em curso.

Candidato à Presidência pelo Missão foi entrevistado nesta quinta-feira (27)


Para encarar sabatina do Jornal Nacional, Renan Santos focou em políticas de segurança pública do presidente de El Salvador, Nayib Bukele

Candidato afirmou ser um "pacifista" e que não sabe atirar, mas defendeu que a polícia "atire para matar" caso uma pessoa seja vítima de violência

Candidato do Missão afirma que qualquer cidadão tem o dever de não cumprir decisões que considerar ilegais
