Renan descarta apoio: “Se fosse pra votar num bandido, votava no Lula”
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Briefing
O que importa para você
- Quem vota no candidato do Missão não terá recomendação dele para um eventual segundo turno.
- O primeiro turno é em 4 de outubro, e a recusa de apoio ocorre a uma semana da votação.
- A disputa por votos no campo conservador se dá entre duas candidaturas que se acusam mutuamente de irregularidade.
Onde os lados concordam
As coberturas disponíveis relatam os mesmos fatos: a recusa de apoio a Flávio Bolsonaro, a intenção declarada de votar na própria candidatura nos dois turnos e a repetição da posição desde 22 de setembro. Ambas também registram que as provas do caso da rachadinha foram anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal e que o senador nega irregularidades.
O que ainda está incerto
- Nenhuma fonte apresenta medida do eleitorado do candidato nem indicação de para onde esses votos iriam sem recomendação.
- As campanhas de Flávio Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva não responderam às falas do domingo nas matérias.
- O inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, tornado público em setembro, não tem conclusão divulgada.
A uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o candidato à Presidência Renan Santos afirmou em Salvador que não indicará voto em Flávio Bolsonaro caso não avance para a segunda etapa da disputa, e equiparou o senador do PL ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao rejeitar as duas candidaturas. A cobertura reúne as declarações, o histórico das críticas e o contexto judicial dos casos citados.
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou no domingo, 27 de setembro, durante ato de campanha em Salvador, que não pretende apoiar o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, caso fique fora de um eventual segundo turno. Questionado sobre qual critério adotaria para escolher entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, respondeu que a única opção é a própria candidatura: “se fosse pra votar num bandido, eu já tava votando no Lula antes e eu não teria montado o meu próprio partido”. A declaração foi dada na reta final da campanha, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro.
O ato aconteceu na região da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, no bairro do Canela, depois de o candidato ser recebido por apoiadores no aeroporto da capital baiana. Na mesma agenda, ele tratou de segurança pública, defendeu medidas contra a atuação de organizações criminosas e apresentou propostas para a economia do Nordeste. Ao falar sobre o segundo turno, disse que votará no próprio número nas duas etapas: “o critério é se chamar Renan Antônio Ferreira dos Santos, é isso, e ter o número 14 e ser o representante dessa galera aqui atrás”.
A cobertura de centro relatou os fatos com o calendário e o histórico completos, registrando que a posição não é nova. Em 22 de setembro, em entrevista televisiva, o candidato já havia descartado apoiar o senador em um eventual segundo turno, e no dia seguinte repetiu a recusa em agenda em Sorocaba, no interior paulista, parte de uma sequência de compromissos que passou por Americana, Nova Odessa e Campinas. Essa cobertura também recuperou o argumento com que ele justifica a rejeição: a criação do Missão como alternativa para quem não quer escolher entre as duas candidaturas, e a definição da alternativa entre PT e PL como uma escolha falsa que não deveria ser obrigatória.
Veículos de direita deram destaque à equiparação moral entre os dois adversários e à frase sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tratando a recusa em transferir votos como prova de coerência de quem se apresenta fora do binário partidário. Nesse enquadramento, as críticas ao senador funcionam como cobrança de padrão ético de quem disputa cargo público, e a independência do novo partido aparece como o próprio programa. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não haviam registrado as declarações, de modo que não há, no conjunto de fontes, leitura desse campo sobre o episódio.
Onde as duas coberturas disponíveis convergem é no contexto judicial dos casos usados como munição. Ambas informam que a investigação criminal sobre a suspeita de rachadinha no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi encerrada depois que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal anularam as provas que sustentavam a acusação, e que a denúncia foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2022. As duas também registram que o nome do senador passou a ser citado em investigações relacionadas ao Banco Master, com um inquérito tornado público em setembro que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro nega irregularidades nos dois casos.
A diferença de tratamento está no entorno. A cobertura de centro amarra a fala ao calendário eleitoral e ao acúmulo de atritos entre as duas campanhas, enquanto a cobertura de direita concentra o texto na declaração e na crítica ao adversário, sem situar a data do pleito.
O que ainda não se sabe é como o eleitorado que hoje acompanha o candidato se comportará em um segundo turno sem ele, já que nenhuma das fontes apresenta medida desse eleitorado nem resposta das campanhas atacadas às falas do domingo. Também segue em aberto o desfecho do inquérito sobre o financiamento do filme, que não tem conclusão divulgada, e não há indicação de que o senador pretenda responder publicamente à recusa de apoio.
Fontes

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou neste domingo (27), durante agenda de campanha em Salvador, que não pretende

Candidato do Missão cumpriu agenda na Bahia e chamou de