Renan descarta apoio: “Se fosse pra votar num bandido, votava no Lula”
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O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou no domingo, em Salvador, que não apoiará Flávio Bolsonaro (PL) nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Disse que vai votar em si mesmo, número 14, nos dois turnos, e chamou a escolha entre os dois de "escolha de Sofia". A cobertura lembra que a investigação da rachadinha contra Flávio foi encerrada após anulação de provas e que o senador nega irregularidades no caso Banco Master.
Pela leitura conservadora e liberal, Renan Santos reforça a candidatura do Missão como alternativa ao PT e ao bolsonarismo, apostando no eleitor cansado da polarização. Ao recusar indicar voto em Flávio Bolsonaro, porém, ele assume o risco de dividir a oposição a Lula num eventual segundo turno, enquanto mantém a crítica a Lula e à corrupção como bandeira.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os relatos confirmam que Renan Santos, do Missão, recusou apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno, disse que votará em si mesmo nos dois turnos e chamou a disputa entre os dois de "escolha de Sofia".
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou em Salvador que não vai apoiar Luiz Inácio Lula da Silva nem Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno. Ele chamou a disputa entre os dois de escolha de Sofia e disse que votará em si mesmo nos dois turnos da eleição.
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, afirmou no domingo, 27 de setembro, que não vai apoiar Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, nem Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, em um eventual segundo turno. A declaração foi dada em Salvador, depois de um ato de campanha em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia, no bairro do Canela.
Questionado sobre o critério para escolher entre o senador e o presidente, Renan atacou os dois. "Se fosse pra votar num bandido, eu já tava votando no Lula antes e eu não teria montado o meu próprio partido", disse. Ele afirmou que vai votar em si mesmo, com o número 14, no primeiro e no segundo turno, e que criou o Missão para que os eleitores não precisem votar em quem chama de bandido. Classificou ainda como "escolha de Sofia" uma disputa final entre Lula e Flávio.
Os três relatos coincidem nos pontos centrais. Renan disse ignorar Flávio Bolsonaro como candidato em qualquer cenário e afirmou que o senador não deveria ser candidato a nada. A recusa não é nova. Em 22 de setembro, em entrevista à televisão, ele já havia descartado apoiar Flávio, e no dia seguinte, em Sorocaba, no interior paulista, repetiu que não recomendaria voto em outro candidato. Na Bahia, o presidenciável também falou de segurança pública e de propostas para a economia do Nordeste, antes de seguir para Brasília.
A cobertura de centro concentrou o caso até agora, e o relato mais detalhado acrescentou contexto às acusações implícitas na fala. A investigação criminal sobre a suspeita de rachadinha no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi encerrada depois que o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal anularam provas, e a denúncia foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio em 2022. Mais recentemente, um inquérito tornado público em setembro, ligado ao Banco Master, apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades nos dois casos. Um texto publicado por veículo alinhado à direita reproduziu essa mesma apuração em tom factual, sem acrescentar enquadramento próprio. Nenhum veículo de esquerda havia tratado do episódio até o fechamento desta análise.
As matérias divergem sobretudo no grau de contexto. Um relato mais curto se limitou às falas e à agenda do candidato, sem explicar a que casos ele se referia ao chamar os adversários de ladrões. Os outros dois registraram a negativa de Flávio, mas nenhum deles ouviu a campanha de Lula.
Permanece em aberto como as campanhas de Lula e de Flávio vão responder às declarações e se a recusa de Renan terá efeito sobre a orientação de voto de seus eleitores num eventual segundo turno. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) ainda classificou como "escolha de Sofia" um eventual 2º turno entre Lula e Flávio

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