Flávio Bolsonaro tem 47%, Lula 45% e 2º turno será em 25 de outubro
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de 47% contra 45% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. No dia seguinte, o dólar caiu a R$ 4,95, o Ibovespa bateu recorde e a imprensa internacional destacou a liderança de Flávio.
A liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno foi recebida com euforia pelo mercado, que o vê como mais propenso a ajustar as contas públicas. As ações do Banco do Brasil subiram cerca de 13%, o dólar caiu abaixo de R$ 5 e o Ibovespa bateu recorde, enquanto profissionais do mercado consideram pouco provável uma virada de Lula em 25 de outubro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O senador Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, com cerca de 47% dos votos contra 45% de Lula. A decisão fica para 25 de outubro. No dia seguinte, o dólar caiu a R$ 4,95, o Ibovespa bateu recorde e líderes estrangeiros reagiram ao resultado.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Flávio teve cerca de 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula, ou 45,1% com todas as urnas apuradas. Como nenhum dos dois passou da metade dos votos, a disputa será decidida no segundo turno, em 25 de outubro.
A cobertura converge nos números centrais. Flávio somou mais de 56 milhões de votos, e Lula, mais de 53,7 milhões. Se vencer, Flávio toma posse aos 45 anos, em 5 de janeiro de 2027, na cadeira que foi do pai, Jair Bolsonaro. Lula, aos 81 anos, busca um quarto mandato inédito. Desde a redemocratização, nunca houve virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial. No Senado, o Partido Liberal elegeu 19 senadores e terá a maior bancada, com 28 cadeiras. Já a Câmara dos Deputados terá 108 mulheres a partir de 2027, a maior bancada feminina da sua história.
A cobertura de centro relatou também a reação do mercado e do exterior. Na segunda-feira, o dólar caiu cerca de 5% e chegou a R$ 4,95, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa, atingiu o recorde de 209.606 pontos. Jornais e agências estrangeiras destacaram a liderança de Flávio. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parabenizou o senador e falou em restaurar a amizade com o Brasil. O presidente americano Donald Trump citou a eleição sem mencionar candidatos. Esses veículos lembraram ainda que o governo Jair Bolsonaro terminou com manobras fiscais e que os ativos brasileiros tiveram bom desempenho sob Lula.
Veículos de direita enfatizaram a euforia dos investidores. As ações do Banco do Brasil subiram cerca de 13%, e a leitura predominante foi a de que Flávio seria mais propenso a ajustar as contas públicas, enquanto Lula enfrenta a desconfiança de parte do mercado. Para esses veículos, uma virada no segundo turno é pouco provável.
Não houve, neste conjunto, cobertura de veículos de esquerda sobre o resultado. A cobertura de centro registrou, porém, temas caros a esse campo: os obstáculos de Lula, que precisa reverter a abstenção dos eleitores mais pobres e recuperar votos no Nordeste, e o contraste entre os programas. Lula defende um Estado mais ativo, impostos maiores para os mais ricos e o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. Flávio defende corte de gastos, privatizações e anistia aos condenados pelos ataques de 8 de Janeiro.
Ainda não se sabe como os votos dados a Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema vão se distribuir no segundo turno. Também segue indefinido o plano fiscal concreto de Flávio, que os próprios investidores consideram pouco claro. E o peso da nova maioria bolsonarista no Senado sobre o Supremo Tribunal Federal só ficará claro a partir de 2027.
TEMPO REAL: Flávio Bolsonaro vai enfrentar Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Veja os resultados do 1º turno, os senadores vencedores, a votação de deputados até agora e análises do que esperar no segundo turno.

A euforia dos investidores é resultado direto da votação, que mostrou Flávio com cerca de 2 pontos percentuais à frente de Lula no primeiro turno

Veículos internacionais destacaram que nenhum candidato conseguiu votos suficientes para se eleger no primeiro turno e noticiaram Flávio à frente de Lula.

Investidores reagem à dianteira de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições 2026. Analistas acreditam que candidato do PL é mais propenso a fazer ajuste fiscal
