Flávio Bolsonaro se diz presidente eleito em carta dos EUA e recua após críticas
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A cobertura de centro concentrou-se na reação à carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, se declarou presidente eleito depois de viajar aos Estados Unidos descumprindo ordem de entregar o passaporte. O texto registrou que ele apagou a primeira versão e passou a se dizer líder do Brasil, que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a eleição transcorreu com normalidade e que senadores, partidos e o governador Tarcísio de Freitas defenderam o respeito ao resultado.
A cobertura de direita descreveu o conteúdo da carta de Flávio Bolsonaro: as acusações de fraude, a crítica à ampliação do horário de votação, o pedido de cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin e a intenção de liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
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2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e a de direita concordam que Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito em carta divulgada dos Estados Unidos, acusou fraude e não apresentou provas.
Derrotado por Lula no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro divulgou dos Estados Unidos uma carta em que se declarou presidente eleito e acusou fraude sem provas. Depois apagou o texto e passou a se dizer líder do Brasil. O TSE, o próprio PL e outros partidos defenderam o resultado.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro, divulgou na quarta-feira, 28 de outubro, uma carta em que diz não reconhecer o resultado das urnas. O texto foi publicado em imagens nas redes sociais depois que ele viajou aos Estados Unidos, descumprindo uma ordem judicial de entregar o passaporte e não deixar o país.
Na primeira versão, Flávio se apresentou como o verdadeiro presidente do Brasil e presidente eleito, acusou fraude eleitoral e não apresentou provas. Depois, apagou as imagens e publicou outra versão, em que trocou essas expressões por líder do Brasil e líder.
As duas coberturas do conjunto convergem nos pontos centrais. A carta acusa autoridades brasileiras de fraude, critica a prorrogação do horário de votação em algumas localidades por decisão judicial e anuncia que Flávio pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. Ambas registram que as acusações vieram sem provas.
A cobertura de centro deu destaque à reação. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que as eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade. No Senado, Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, chamou a contestação de ridícula, e Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, líder do governo no Congresso, falou em ofensa. O líder da oposição, Rogério Marinho, do PL, disse acreditar que houve algum problema na confecção do texto. O próprio PL reconheceu o resultado e pediu esclarecimentos à Justiça. União Brasil, MDB e PSDB também defenderam o resultado, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse entender a indignação de Flávio, mas pediu respeito às urnas. Partidos da base do governo afirmaram que a prorrogação do horário foi pedida pelas duas campanhas por causa de chuvas e de restrições no transporte público.
Veículos de direita, por sua vez, concentraram-se no conteúdo da carta. Relataram o pedido de cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin por abuso de poder político e econômico, os ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a versão de Flávio de que não há mandado de prisão contra ele e de que saiu do país pela segurança da família. Registraram ainda os agradecimentos a Donald Trump e a Javier Milei. Esse texto não trouxe a reação do tribunal eleitoral nem a versão editada da carta.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 28 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não se sabia qual estratégia Flávio anunciaria para mobilizar a oposição, que ele prometeu divulgar nos próximos dias. Também não havia registro, nos textos, de decisão judicial sobre o descumprimento da ordem de entrega do passaporte.
Senadores e partidos criticam Flávio Bolsonaro por contestar o resultado das eleições e fugir para os EUA após descumprir ordem de entrega de passaporte.

Filho de Jair Bolsonaro afirma que continuará atuando na política a partir dos EUA e anunciará estratégia para mobilizar a oposição
