Flávio Bolsonaro viaja aos EUA após derrota e Lula chama a saída de vergonhosa
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Flávio Bolsonaro, do PL, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos dois dias depois de perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandar o senador entregar os passaportes à Polícia Federal e proibi-lo de sair do país. Lula chamou a saída de vergonhosa, e a ausência embaralhou os planos do PL para liderar a oposição no Congresso.
Para a leitura que valoriza a oposição organizada e o controle sobre o Executivo, a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos é apresentada por aliados como reação a uma decisão de Alexandre de Moraes, e não como fuga. O desafio passa a ser transformar os quase 60 milhões de votos do senador em força no Congresso, com Tarcísio de Freitas pedindo união e fiscalização do governo Lula.
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2 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Dois dias depois de perder o segundo turno para Lula, o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. Alexandre de Moraes havia ordenado a entrega dos passaportes, que foram cancelados. A ausência deixa o Partido Liberal sem quem prometia organizar a oposição no Congresso.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. A viagem foi relatada por aliados e confirmada nas redes sociais pelo senador eleito Carlos Jordy, do mesmo partido. O Departamento de Estado americano garantiu que Flávio e a família terão entrada permitida e receberão vistos.
A saída ocorreu sob uma ordem judicial. Na segunda-feira, 26 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador entregasse os passaportes à Polícia Federal e o proibiu de deixar o país. O prazo terminou às 11 horas de terça-feira, 27, sem a entrega. Com isso, os passaportes comum e diplomático foram cancelados.
As coberturas convergem em outro ponto: a viagem surpreendeu o próprio grupo político do senador. Na véspera, Flávio havia anunciado em vídeo que reuniria os deputados e senadores eleitos para organizar a oposição e fazer da Câmara e do Senado uma fortaleza. Integrantes da campanha afirmam que não foram avisados e criticam a falta de comunicação. O Partido Liberal contava com ele para transformar os quase 60 milhões de votos recebidos em força política contra o quarto mandato de Lula.
O presidente reagiu durante a comemoração de seus 81 anos, no Palácio da Alvorada. Chamou a saída de vergonhosa e disse que entregou o passaporte quando a Justiça pediu. Lembrou que perdeu eleições e permaneceu no Brasil, e afirmou que quem não deve não teme. Jordy deu outra explicação: segundo ele, Flávio viajou para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes.
A cobertura de centro concentrou a maior parte do material. Uma linha de reportagem tratou dos efeitos no Congresso. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, avaliam que a ausência enfraquece a articulação do partido e dificulta a candidatura de Rogério Marinho à presidência da Casa em 2027. Outra linha deu destaque às falas de Lula e à justificativa de Jordy, lado a lado. Um veículo que costuma pender à direita fez esse registro em tom declaratório, sem adjetivação própria. Veículos de esquerda e veículos de direita com enquadramento próprio não aparecem no conjunto de matérias até aqui, por isso não há divergência de substância entre lados a registrar.
No campo da direita, a disputa por protagonismo já começou. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, divulgou vídeo agradecendo a Flávio pela campanha e pedindo união das forças de oposição, com foco em fiscalização do Executivo e responsabilidade fiscal. Ele reconheceu o resultado das urnas, mas disse que isso não impede questionar o que considera excessos no processo eleitoral. Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, assume mandato em fevereiro de 2027 e ganha espaço nas negociações da bancada.
Ainda não se sabe por quanto tempo Flávio ficará nos Estados Unidos, nem como ele embarcou depois da ordem de não sair do país. Também não foram detalhados os inquéritos que motivaram a decisão de Moraes, e o senador não se manifestou publicamente sobre a viagem.
Viagem do senador aos EUA frustra planos do PL para atuação no Congresso, enquanto aliados de Alcolumbre veem dificuldades para candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado

Presidente comentou notícia durante comemoração de seu aniversário de 81 anos no Palácio da Alvorada
