Até o momento, apenas um veículo cobriu o tema, em uma coluna política que percorre o tabuleiro das eleições de 2026 no Paraná a partir de uma queixa local: Apucarana, com mais de 94 mil eleitores, há anos não consegue eleger um deputado estadual próprio. Segundo esse relato de fonte única, o último apucaranense a permanecer dois anos seguidos na Assembleia Legislativa foi José Domingos Scarpelini, que assumiu como suplente entre 2005 e 2006. No passado, escreve a coluna, a cidade chegou a eleger dois deputados estaduais no mesmo pleito, Osvaldo dos Santos Lima e Antônio Maciel Filho, além de Marino Pereira, prefeito entre 1959 e 1963. Desde então, a representação minguou.
A explicação apresentada é a dispersão dos votos. O texto afirma que a cidade continua distribuindo votos entre candidatos de outras regiões, enquanto parte dos nomes locais registra candidatura apenas para compor a chapa do partido, sem campanha efetiva. O caso citado como exemplo é o do ex-prefeito Valter Aparecido Pegorer e de seu filho, André Gustavo Pegorer: ambos chegaram à Assembleia, mas cada um por apenas trinta dias, ao fim da legislatura, depois de quatro anos de suplência. A avaliação da coluna é que o cenário não deve mudar nesta eleição.
O consolo apontado está na Câmara dos Deputados. Apucarana pode eleger dois deputados federais em 2026: Beto Preto, do PSD, que disputa a reeleição e é descrito como provável mais votado de seu partido, e Arilson Chiorato, do PT, tratado como virtualmente eleito. Os dois, registra o texto, construíram bases em vários municípios e não dependem apenas do eleitorado da cidade.
A coluna também descreve a disputa estadual. O presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, do Republicanos, aparece confiante em conquistar uma das duas vagas ao Senado, apostando no apoio de prefeitos paranaenses. Já o deputado federal Filipe Barros, do PL, apresentado como o nome mais identificado com a direita no estado, aposta no voto ideológico e em duas outras frentes: agronegócio e lideranças evangélicas. Na chapa majoritária do PSD, o governador Ratinho Junior avalia recorrer à jornalista Cristina Graeml como vice caso não avance a negociação em torno de Sandro Alex, sendo a preferência declarada uma aliança com a federação formada por União Brasil e Progressistas. O senador Sergio Moro, candidato do PL ao governo, afirma ser indiferente à permanência do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca na disputa: se continuar, dividiria votos do grupo governista; se sair, aumentaria a votação do próprio Moro na capital.
O texto ainda registra que o PSB realizou convenção em Curitiba definindo candidatos a deputado estadual e federal, mas deixando em aberto governador, vice e as duas vagas ao Senado, e que Requião Filho, do PDT, cujo arco de alianças está nos partidos de esquerda, foi a Brasília tentar convencer a cúpula pessebista a apoiá-lo. O Podemos fez convenção no dia 20, em Curitiba, sem fechar chapas proporcionais nem majoritárias, com decisões adiadas possivelmente para agosto. Menciona-se também que a ex-governadora Cida Borghetti é cotada para vice de Moro, embora o candidato já tenha escolhido seu companheiro de chapa.
Por se tratar de cobertura de fonte única, e de gênero opinativo, não há contraponto publicado nem versões dos políticos citados sobre as negociações descritas. Nenhum dado eleitoral é apresentado para sustentar a tese da dispersão de votos em Apucarana, e as informações de bastidor não têm origem identificada. O que ainda não se sabe: quem será o vice na chapa do PSD, se o PSB apoiará a candidatura de Requião Filho ao governo, se Rafael Greca permanece na disputa e como o Podemos fechará suas chapas. Também segue em aberto se algum nome de Apucarana terá campanha competitiva à Assembleia Legislativa.