STF analisa jogos de azar e sucessão no RJ com a volta do recesso
Relato de fonte única, atribuído a Revista Oeste. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
O Supremo Tribunal Federal retoma as sessões presenciais em 3 de agosto de 2026, após o recesso, com uma pauta de segundo semestre que reúne julgamentos de repercussão econômica, social e eleitoral. Entre os temas estão a legalidade dos jogos de azar, o vínculo entre motoristas de aplicativo e plataformas digitais, as regras para uma eventual eleição suplementar no governo do Rio de Janeiro, a Moratória da Soja e a regulamentação da mineração em terras indígenas.
Briefing
O que importa para você
- Motoristas de Uber, 99 e Rappi: em 27 de agosto o STF decide se a relação com as plataformas é vínculo de emprego, o que orienta milhares de processos na Justiça do Trabalho.
- Jogos de azar: em 5 de agosto o tribunal julga se a proibição de 1941 continua valendo.
- Mulheres agredidas fora de relação doméstica ou afetiva podem passar a ser protegidas pela Lei Maria da Penha, com efeito em todas as instâncias.
- Eleitores do Rio de Janeiro: em 19 de agosto se define se uma eventual sucessão no governo do estado passa pelas urnas ou pela Assembleia Legislativa.
O que ainda está incerto
- Não se sabe quem relata cada ação, se há votos já proferidos nem qual o placar parcial.
- Não está explicado por que os cargos de governador e vice do Rio de Janeiro podem ficar vagos ao mesmo tempo, nem o cronograma de uma eleição suplementar.
- Pautas do STF são remarcadas com frequência: não há garantia de que os julgamentos comecem e terminem nas datas anunciadas.
O Supremo Tribunal Federal retoma nesta segunda-feira, 3 de agosto, as sessões presenciais de julgamento depois do recesso do Judiciário. O segundo semestre começa com uma pauta que concentra processos de forte repercussão econômica, social e eleitoral, muitos deles pendentes desde o primeiro semestre. Entre eles estão a definição sobre o vínculo entre motoristas de aplicativo e plataformas digitais, a legalidade da exploração de jogos de azar e as regras para uma eventual eleição que definiria um mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o calendário do tribunal, relatando data a data o que os ministros devem julgar. Segundo essa cobertura de fonte única, a primeira sessão, na tarde de segunda-feira, começa com ações que questionam as novas regras da reforma tributária para a compra de veículos por pessoas com deficiência. Na sequência, o plenário deve analisar se a Lei Maria da Penha pode ser aplicada a casos de violência contra a mulher mesmo quando não houver relação familiar, doméstica ou afetiva entre vítima e agressor. O processo tem repercussão geral, o que significa que a decisão passará a orientar as demais instâncias da Justiça.
Na quarta-feira, 5 de agosto, entra em discussão a constitucionalidade da proibição dos jogos de azar prevista na Lei de Contravenções Penais. Os ministros decidirão se a restrição, criada em 1941, permanece compatível com a Constituição ou se a exploração dessas atividades deixa de ser tratada como contravenção penal. Em 12 de agosto, o tribunal pode voltar à chamada Moratória da Soja, julgamento que envolve leis de Mato Grosso e Rondônia restringindo incentivos fiscais a empresas signatárias do acordo ambiental pelo qual companhias se comprometem a não comprar soja produzida em áreas da Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. O caso havia sido encaminhado ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos em busca de entendimento entre as partes, mas voltou ao plenário sem acordo.
A pauta de agosto inclui ainda a regulamentação da mineração em terras indígenas. A ação sustenta que o Congresso permanece omisso ao não editar a lei prevista na Constituição para disciplinar a atividade. Em decisão individual, o ministro Flávio Dino reconheceu essa omissão e fixou prazo de 24 meses para que o Legislativo aprove a regulamentação; caberá agora ao plenário decidir se mantém o entendimento. Em 19 de agosto, os ministros devem tratar das regras para uma eventual eleição suplementar no Rio de Janeiro, definindo se, diante da vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, o sucessor é escolhido por votação popular ou por eleição indireta na Assembleia Legislativa do Estado.
Fontes
Segundo semestre do Supremo começa com processos de impacto econômico e social, além de temas ligados à Lei Maria da Penha e mineração em terras indígenas
