STF julga se Alexandre de Moraes será investigado por elo com Daniel Vorcaro
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O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou em 15 de setembro uma sessão inédita para decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A presidência da Corte, exercida por Edson Fachin, restringiu o acesso ao plenário, limitando a três os assessores por ministro e proibindo celulares. O julgamento opõe o relator do caso, André Mendonça, e os ministros mais próximos de Moraes.
Sob a ótica do controle institucional, a sessão que decide investigar Alexandre de Moraes é um teste de responsabilização dentro do próprio STF. Relatos de bastidor indicam que o grupo de Moraes aposta em questões preliminares e numa sessão fechada para evitar o debate sobre as 52 mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela maior fraude financeira do país.
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4 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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O Supremo Tribunal Federal realizou uma sessão inédita para decidir se Alexandre de Moraes será investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Corte limitou o acesso ao plenário, e ministros aliados de Moraes preparam questões processuais para anular o relatório da Polícia Federal.
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu na terça-feira, 15 de setembro, uma sessão inédita para decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso nasceu de um relatório da Polícia Federal que listou 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes no fim de 2025. A sessão começou sob forte tensão entre os ministros e com regras de acesso incomuns.
A presidência da Corte, exercida por Edson Fachin, informou aos gabinetes na véspera que cada ministro poderia levar no máximo três assessores ao plenário. Celulares foram proibidos para os assessores e para as demais pessoas autorizadas a acompanhar a sessão, e o acesso de jornalistas também foi restringido. A decisão cabe aos dez integrantes atuais do tribunal, já que uma cadeira está vaga. Como possível investigado, Moraes não deveria votar, mas acompanharia a sessão.
Os relatos convergem sobre o desenho do placar. O relator do caso Master, André Mendonça, e Edson Fachin eram vistos como votos pela investigação, ao lado de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, o grupo mais próximo de Moraes, tendiam a votar contra. O voto de Cármen Lúcia era apontado como decisivo, e não se sabia se Dias Toffoli, que se declara suspeito nos casos do Master, participaria. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o arquivamento, sob o argumento de que Mendonça não poderia ter pedido o relatório antes de o plenário autorizar um inquérito.
A cobertura de centro detalhou o rito: os aliados de Moraes devem apresentar questões preliminares e questões de ordem que podem anular o relatório antes de qualquer debate sobre o mérito, além de um provável pedido de vista. Essa cobertura também registrou os dois lados do confronto. Os aliados de Moraes acusam Mendonça de parcialidade e de favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, enquanto Mendonça afirma que trazer outras frentes ao julgamento serve para tumultuar o processo.
Veículos de direita enfatizaram a responsabilização. Destacaram que, em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou a Moraes se já deveria estar fora do país, e que foi preso dois dias depois em Guarulhos tentando embarcar para Dubai. Essa cobertura descreveu as questões processuais como estratégia para esvaziar o julgamento e apontou que uma sessão fechada poderia favorecer um desfecho a favor de Moraes, longe da transmissão ao vivo. Não foi identificada cobertura de veículos de esquerda sobre a sessão até o momento; os argumentos de garantia processual aparecem na voz dos próprios ministros aliados de Moraes e do procurador-geral.
Ainda não se sabe se a sessão será aberta ou fechada, se o quórum exigido será de dois terços ou de maioria simples, nem se um pedido de vista adiará a decisão. Também segue em aberto se Luiz Fux e Kassio Nunes Marques enfrentarão pedidos de suspeição e qual autoridade com foro recebeu pagamentos do Master segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Presidência do STF informou aos gabinetes que cada ministro só poderá levar até três assessores ao plenário durante julgamento de Moraes

STF inicia às 10h desta terça (15) a sessão para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relação com Daniel Vorcaro.

Julgamento de Moraes: aliados de ministro preveem ‘show de horrores’ no plenário do STF

Além de restringir o acesso de jornalistas ao plenário, o Supremo Tribunal Federal (STF) também limitou a quantidade de assessores
