Sandro Alex prioriza Caiado no Paraná enquanto libera apoio a Flávio Bolsonaro
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O deputado federal Sandro Alex, do PSD, candidato ao governo do Paraná e sucessor indicado pelo governador Ratinho Júnior, afirmou em sabatina no dia 17 de agosto de 2026 que o apoio prioritário do seu grupo na disputa presidencial é ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, presidenciável do PSD, mas reconheceu que parte de suas lideranças caminha com o senador Flávio Bolsonaro. Ele citou ainda Renan Santos e o ex-governador Romeu Zema como nomes aceitos por sua base e atribuiu a dispersão à relação histórica entre Ratinho Júnior e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na chapa estadual, a candidata ao Senado Cristina Graelm já declarou voto em Flávio Bolsonaro, e Sandro Alex evitou confrontá-la. O senador Sergio Moro, principal adversário na corrida estadual, lidera as pesquisas de intenção de voto.
O movimento de Sandro Alex é pragmatismo eleitoral em favor da alternância no Planalto. Com Ronaldo Caiado como candidato oficial do PSD e Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Romeu Zema disputando o mesmo eleitorado, travar a base numa única candidatura seria dividir o campo antes da hora.
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As coberturas concordam que Ronaldo Caiado é o candidato oficial do PSD ao Planalto, que Sandro Alex não fechou a porta para Flávio Bolsonaro, que a justificativa é a amizade entre Ratinho Júnior e Jair Bolsonaro e que Sergio Moro lidera as pesquisas na disputa pelo governo do Paraná.
Candidato ao governo do Paraná e sucessor indicado por Ratinho Júnior, Sandro Alex afirmou que o apoio prioritário do seu grupo é a Ronaldo Caiado, presidenciável do PSD, mas reconheceu que lideranças aliadas devem apoiar Flávio Bolsonaro. A declaração expõe um palanque dividido no estado onde Sergio Moro lidera a corrida estadual.
O deputado federal Sandro Alex, do PSD, escolhido pelo governador Ratinho Júnior como seu sucessor na disputa pelo governo do Paraná, afirmou em sabatina realizada em 17 de agosto de 2026 que o grupo político dele deve oferecer palanque a mais de um candidato na corrida presidencial. O apoio prioritário, disse, é ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, presidenciável oficial do partido. Ao mesmo tempo, reconheceu que parte de suas lideranças caminha com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e citou ainda o ativista Renan Santos e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como nomes aceitos pela base paranaense.
A justificativa apresentada pelo candidato é a relação histórica entre Ratinho Júnior e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, essa proximidade legitima, aos olhos da base, o apoio paralelo. Nas palavras registradas na entrevista, é natural que muitas pessoas que caminham com o grupo acabem apoiando Flávio Bolsonaro. Sandro Alex também repetiu o mote que vem usando na campanha para separar a disputa estadual da nacional: se Brasília pede mudanças, o Paraná pede continuidade.
As duas coberturas convergem no essencial. Registram que Ronaldo Caiado é o candidato formal do PSD, que a base paranaense não está fechada em torno dele, que a alternativa mais citada é Flávio Bolsonaro e que o senador Sergio Moro, principal adversário na disputa estadual, lidera as pesquisas de intenção de voto. Ambas também apontam que o próprio Ratinho Júnior chegou a ser o favorito da direção nacional do PSD, comandada por Gilberto Kassab, para disputar o Planalto como representante da terceira via, antes de desistir e optar por terminar o mandato.
A divergência está no recorte. Veículos de direita concentraram a matéria na aritmética eleitoral: a dispersão do palanque, o objetivo declarado de derrotar Lula e a rejeição da base local a Sergio Moro como fator que empurra o eleitorado conservador para o campo bolsonarista. A cobertura de centro foi além do palanque presidencial e detalhou o atrito interno da chapa estadual. Ela relatou que Cristina Graelm, candidata ao Senado ao lado de Sandro Alex, já declarou voto em Flávio Bolsonaro e defende o voto impresso, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e o questionamento à vacinação contra a Covid-19. Questionado sobre essas posições, o candidato ao governo evitou o confronto, disse defender a vacinação por entender que é um posicionamento a favor da ciência e devolveu o debate ao Senado, afirmando que a campanha não precisa das brigas de Brasília. A mesma cobertura registrou que a escolha de Graelm, filiada ao PSD apenas neste ano, foi feita na véspera do prazo da Justiça Eleitoral e incomodou alas próximas ao governador, que temem divisão de votos da direita com o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, também na chapa. Nenhum veículo de esquerda cobriu o episódio até o momento; num enquadramento desse campo, o ponto de atrito seria menos o palanque duplo e mais a convivência da chapa com a defesa do voto impresso e com o questionamento à vacinação, tratados como risco à saúde pública e à confiança no sistema eleitoral.
Algumas peças permanecem em aberto. Nenhuma das reportagens traz reação da campanha de Ronaldo Caiado, da direção nacional do PSD ou do PL ao apoio paralelo anunciado, nem esclarece se o partido tolerará formalmente palanques divididos em outros estados. Também não há números das pesquisas citadas, apenas a informação de que Sergio Moro lidera, e a candidata ao Senado mencionada não foi ouvida sobre as posições que lhe são atribuídas. Falta ainda saber se o próprio Flávio Bolsonaro estará de fato na disputa presidencial e como o eventual palanque paranaense se organizaria nesse cenário.
Aliado de Ratinho Júnior admite fragmentação de apoios presidenciais dentro do próprio grupo político e atribui isso à proximidade histórica com Jair Bolsonaro

Senador, no entanto, apoia na disputa estadual a candidatura de Sergio Moro, que lidera nas pesquisas de intenção de voto
