O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro rejeitou, na tarde de segunda-feira, as contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro. A decisão foi tomada por 3 votos a 1. Segundo a Corte de Contas, há irregularidades contábeis na prestação de contas, além de questionamentos quanto ao registro de investimentos feitos pelo estado. Com a rejeição, o parecer técnico segue agora para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a Alerj, que tem a competência de dar a palavra final sobre a aprovação ou não das contas estaduais.
Os veículos de esquerda destacaram que a rejeição amplia a pressão sobre a gestão do ex-governador, enquadrando o episódio como uma questão de transparência e de uso responsável do dinheiro público. Nessa leitura, o questionamento ao registro de investimentos toca diretamente na forma como recursos do estado foram aplicados, e o encaminhamento à Alerj funciona como um teste de responsabilização: caberá aos deputados decidir se haverá consequências efetivas ou se a decisão técnica do tribunal será esvaziada no jogo político.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: o placar de 3 votos a 1, a natureza das ressalvas, ligadas a registros contábeis e à contabilização de investimentos, e o trâmite que leva o parecer à Alerj. Nesse registro, o foco é o procedimento institucional, sem atribuir de antemão um juízo sobre a conduta do ex-governador.
Veículos de direita tendem a enfatizar que se trata de um parecer técnico, e não de uma condenação definitiva, lembrando que a palavra final pertence à Assembleia Legislativa. Esse enquadramento ressalta que a votação foi apertada, sinal de divergência entre os conselheiros, e que ressalvas contábeis e de contabilização de investimentos podem ter explicação administrativa, motivo pelo qual seria prudente aguardar o contraditório da defesa antes de concluir por irregularidade na gestão.
O que ainda não se sabe é o detalhamento das irregularidades apontadas, quais investimentos especificamente foram questionados e quais valores estão envolvidos. Também não há, até o momento, resposta pública do ex-governador às conclusões do tribunal, nem definição de quando a Alerj vai analisar e votar o parecer.