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O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou, em 5 de agosto de 2026, o recurso de Pablo Marçal e manteve o empresário e influenciador inelegível até 2032. A condenação original, de dezembro de 2025, foi por uso indevido dos meios de comunicação na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024, quando ele promoveu os chamados campeonatos de cortes e ofereceu ganhos financeiros a apoiadores que divulgassem seu conteúdo. Além da inelegibilidade de oito anos, a Corte fixou multa de R$ 420 mil. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, e Marçal pode tentar registrar candidatura ao Senado por São Paulo e concorrer sub judice enquanto o caso não for decidido em definitivo.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo manteve, nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, a inelegibilidade do empresário e influenciador digital Pablo Marçal, do União Brasil, até 2032. O julgamento correu no plenário virtual da Corte e rejeitou o recurso com que a defesa tentava derrubar a condenação aplicada pelo mesmo tribunal em dezembro de 2025. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.
A condenação nasceu da campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. Naquele pleito, ele promoveu os chamados campeonatos de cortes, em que apoiadores recebiam ganhos financeiros por recortar e disseminar seus vídeos nas redes sociais, e prometeu gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que transferissem cinco mil reais por PIX à sua campanha. O Ministério Público e o PSB moveram as ações. No julgamento de dezembro, a Corte afastou as acusações de abuso de poder econômico e de gastos ilícitos de campanha, mas reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação, fixando oito anos de inelegibilidade e multa de 420 mil reais. O relator, Cláudio Langroiva Pereira, escreveu que a estratégia era inovadora no contexto eleitoral brasileiro, mas proibida, tanto pela impossibilidade de controle e fiscalização quanto pela oferta de remuneração a pessoas físicas para promover uma candidatura.
Os três lados da cobertura convergem no essencial: a decisão foi mantida, a multa segue em 420 mil reais, a inelegibilidade vai até 2032 e o caminho recursal ao TSE continua aberto. Veículos de esquerda destacaram o método condenado, detalhando a premiação por engajamento e o pedido de PIX de cinco mil reais a candidatos a vereador, e reproduziram a fundamentação do relator sobre a impossibilidade de fiscalizar esse tipo de mobilização paga. A cobertura de centro relatou o desfecho processual e o situou na disputa eleitoral: segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 29 de julho, Marçal aparece em terceiro lugar na corrida ao Senado por São Paulo, com 9%, atrás de Marina Silva, com 14%, e Simone Tebet, com 12%, ambas integrantes da chapa de Fernando Haddad ao governo paulista; essa cobertura também registrou que adversários do mesmo campo da direita, ligados à chapa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas, pontuavam abaixo dele e monitoravam o processo. Veículos de direita enfatizaram a unanimidade da rejeição e a frustração da aposta de aliados, que esperavam reverter o resultado por causa da mudança na composição do tribunal desde 2025, sublinhando que a decisão ainda pode ser contestada na instância superior.
A divergência mais relevante é de ênfase e de omissão. A cobertura de direita não reproduziu a fala do relator nem o episódio dos vídeos oferecidos em troca de PIX, e concentrou o texto no caminho recursal disponível. A cobertura de esquerda e a de centro fizeram o inverso, detalhando a conduta punida. Há ainda uma discrepância factual entre os relatos sobre o placar: uma das versões, escrita com o plenário virtual ainda em andamento, registrou maioria de seis votos, enquanto as demais, publicadas depois do encerramento, apontaram sete votos e decisão unânime.
O que ainda não se sabe é se o TSE julgará o recurso antes do prazo de registro de candidaturas, se Marçal formalizará a inscrição ao Senado para disputar sub judice e como o partido dele se posicionará, já que a legenda apoia a reeleição do governador paulista e tem outros nomes na disputa. Também não há, até o momento, manifestação pública da defesa sobre a decisão desta quarta-feira.
Os três lados relatam os mesmos fatos centrais: o TRE-SP rejeitou o recurso e manteve a inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032; a condenação de dezembro de 2025 foi por uso indevido dos meios de comunicação na campanha municipal de 2024; a multa é de R$ 420 mil; as acusações de abuso de poder econômico e gastos ilícitos foram afastadas; e ainda cabe recurso ao TSE, com possibilidade de disputar sub judice.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar de o veículo ter perfil de esquerda, o texto é reportagem factual: descreve a decisão, o placar então disponível, a origem da condenação em dezembro de 2025, a multa de R$ 420 mil e cita literalmente o relator Cláudio Langroiva Pereira. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico; o único sinal de ênfase é fechar a matéria com o detalhe do PIX de R$ 5 mil oferecido a candidatos a vereador, que reforça a conduta condenada sem editorializar.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem analítica de bastidor, com paridade entre os polos: descreve o revés judicial, o cenário eleitoral com números de pesquisa e a disputa interna do campo da direita paulista, sem adjetivar o condenado nem a Corte. Usa fontes técnicas para explicar a possibilidade de candidatura sub judice e cita o relator na íntegra. Termos como 'novo revés' e 'expectativa frustrada' descrevem a situação processual, não carregam juízo ideológico.
Veículos com viés à direita
O relato dos fatos é correto e sóbrio, mas o enquadramento suaviza a conduta julgada: o subtítulo já contrapõe a rejeição unânime à possibilidade de contestação no TSE, e o texto suprime justamente os elementos mais incriminadores presentes nas outras coberturas, como a fala do relator e a oferta de vídeos por PIX. A ênfase recai sobre o caminho recursal e sobre a expectativa frustrada dos aliados, leitura favorável ao condenado, o que sustenta uma inclinação à direita de baixa intensidade. Parte do texto é sumarizada por inteligência artificial, o que reforça a superficialidade da apuração.

TRE-SP formou maioria, com seis votos, para manter Pablo Marçal inelegível até 2032. Empresário ainda pode recorrer ao TSE.

Novo revés lança incertezas sobre viabilidade de candidatura de influenciador e empresário ao Senado; ainda cabe recurso ao TSE

Tribunal rejeita recurso do empresário por unanimidade, mas decisão ainda pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral
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Perspectivas omitidas
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