Flávio Bolsonaro vê 75% dos eleitos do PL ignorarem carta contra a eleição
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Veículos de esquerda concentraram-se na primeira aparição de Flávio Bolsonaro depois de deixar o Brasil, numa transmissão ao vivo, e classificaram a carta e o discurso como golpistas. O texto destacou que o senador não revelou quem financiou a viagem nem como a saída foi organizada.
A cobertura de centro trouxe um levantamento com os 155 eleitos do Partido Liberal (PL) para o Congresso e governos estaduais: 117 ignoraram a carta em que Flávio Bolsonaro contestou a eleição, e 38 a compartilharam ou defenderam. O texto registra a crítica do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o temor de integrantes da legenda com o desgaste.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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As coberturas de centro e de esquerda concordam que Flávio Bolsonaro deixou o país após a ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar os passaportes e que divulgou dos Estados Unidos uma carta contestando o resultado, trocando depois 'verdadeiro presidente eleito' por 'líder do Brasil'.
Depois de deixar o Brasil e chegar a Miami, o senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta contestando a eleição. Um levantamento com os 155 eleitos do PL mostrou que 117 ignoraram o texto, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que a carta não foi aprovada pela legenda.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), candidato derrotado à Presidência da República, viu a maior parte dos eleitos do próprio partido ignorar a carta em que contestou o resultado da eleição. Um levantamento com os 155 eleitos pelo PL para o Congresso Nacional e para os governos estaduais mostrou que 117 deles, ou 75%, não endossaram o texto, enquanto 38 o compartilharam ou defenderam.
A carta foi divulgada depois que Flávio deixou o Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a entrega dos passaportes do senador. Ele saiu por terra para a Argentina, seguiu em jato particular com escala em Guayaquil, no Equador, e chegou a Miami em 28 de outubro, com a mulher e as duas filhas. No documento, apresentou-se como verdadeiro presidente eleito e, depois, trocou o termo por líder do Brasil, mantendo os questionamentos ao resultado. Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa por 4,4 milhões de votos.
A cobertura de centro detalhou a reação dentro do partido. Segundo o levantamento, 86% dos eleitos não reconheceram publicamente a vitória de Lula, o que inclui quem preferiu o silêncio. Um grupo reconheceu o resultado, entre eles o senador Marcio Bittar e os deputados André Fernandes, Major Vitor Hugo e Rosangela Moro. Do outro lado, os senadores Magno Malta e Jorge Seif, o senador eleito Gustavo Gayer e a deputada Magda Mofatto endossaram a carta. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou na quinta-feira, 29 de outubro, que a carta não foi aprovada pelo partido. Segundo esse relato, integrantes da legenda temem que novas acusações de fraude atrapalhem a reorganização da oposição no Congresso.
Veículos de esquerda destacaram a primeira aparição pública de Flávio após a saída do país, numa transmissão ao vivo na sexta-feira, 30 de outubro. Esse texto chamou a carta e o discurso de golpistas e enfatizou que o senador não revelou quem financiou a viagem nem quem participou da operação. Na live, Flávio disse ter decidido partir após receber a intimação da Polícia Federal e anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado. A mesma cobertura citou reportagem estrangeira sobre a possível participação de Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, na obtenção do jato.
As duas coberturas concordam nos fatos da saída e no conteúdo da carta, mas olharam para pontos distintos. A de centro mediu a adesão dentro do PL e ouviu parlamentares dos dois grupos. A de esquerda concentrou-se no relato do próprio senador e no que ele deixou sem explicar, sem registrar a repercussão no partido. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a madrugada de 31 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia esclarecimento sobre quem pagou o jato, nem sobre a modalidade de visto que o governo dos Estados Unidos concederia ao senador e à família. Segundo aliados, Flávio planejava ir a Washington na semana seguinte e buscar reunião com o secretário de Estado Marco Rubio, sem confirmação de que o encontro ocorreria.
Levantamento do GLOBO mostra que 117 ignoraram o texto (75%), enquanto 38 compartilharam ou defenderam o conteúdo do documento

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu pela primeira vez nesta sexta-feira (30), após fugir do Brasil para os Estados Unidos, mas evitou esclarecer como
