Trump diz que eleição brasileira parece fraudada e Celso Amorim rebate
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Revista FórumCelso Amorim reage à declaração de Trump sobre as eleições brasileiras: “É contraditório”O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, rebateu nesta segunda-feira (26), em entrevista à GloboNews, as declarações de(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Lula assume em 5 de janeiro de 2027 para o quarto mandato.
- A falta de reconhecimento de Trump pode afetar a relação diplomática, após o episódio das tarifas.
- Flávio Bolsonaro prepara pedido de cassação da chapa Lula-Alckmin.
Onde os lados divergem
- Esquerda: a fala é contraditória, interfere na soberania e a Meta é quem prejudicou a campanha.
- Direita: Trump manteve postura de cautela e a transparência eleitoral é preocupação legítima, linha também de Flávio Bolsonaro.
Onde os lados concordam
- Trump disse que a eleição parecia fraudada, mas que gosta de Lula.
- Nenhuma fonte apresentou provas de fraude.
- Lula venceu o segundo turno e Trump ainda não reconheceu o resultado.
O que ainda está incerto
- Se Trump reconhecerá a vitória de Lula.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a eleição brasileira parecia fraudada, sem apresentar provas, e ainda não reconheceu a vitória de Lula. O assessor Celso Amorim rebateu a fala e defendeu a soberania do país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, que a eleição presidencial brasileira "parecia mais uma eleição fraudada, francamente". Em conversa com jornalistas, afirmou que não tomou partido, mas que o processo teve "uma aparência terrível para o mundo" e que as eleições precisam ser "indiscutíveis". Na mesma fala, disse que gosta de Lula e que se dá bem com ele. A frase foi compartilhada pela conta oficial da Casa Branca na rede social X.
A declaração ocorre um dia depois do segundo turno. Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro, e tomará posse em 5 de janeiro de 2027, para o quarto mandato. A cobertura de centro relatou que Trump ainda não reconheceu formalmente a vitória, enquanto ao menos 48 líderes mundiais já haviam parabenizado o petista, incluindo presidentes de direita da América Latina, como os do Chile, do Peru e do Equador. Trump não apresentou provas de irregularidades.
O contexto interno também pesa. Flávio Bolsonaro chamou o resultado de inaceitável logo após a apuração e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação até as 19h, por causa de falta de transporte público em três municípios da Bahia. Pedidos de extensão haviam sido protocolados pelo PT e pelo PL. Nesta segunda, o senador sinalizou que pedirá a cassação da chapa de Lula e do vice Geraldo Alckmin, em vez da anulação do segundo turno, e defendeu o fim da reeleição. A relação de Trump com a família Bolsonaro e a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, durante o episódio das tarifas, foram lembradas pela cobertura de centro.
O governo brasileiro reagiu. A cobertura de centro informou que o Palácio do Planalto considera irrelevante a falta de reconhecimento formal por governos estrangeiros, porque isso não altera a validade do resultado nem as relações entre os países. Veículos de esquerda deram destaque à resposta do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, que disse que Trump está mal informado e que a declaração é contraditória, pois ele afirma gostar de Lula. Amorim sustentou que os Estados Unidos não podem se opor ao resultado e que o Brasil "não é colônia". Também afirmou que quem tentou prejudicar a eleição foi a Meta, ao restringir conteúdos da campanha petista. A empresa nega favorecimento e atribui os problemas a falhas técnicas, e o Tribunal Superior Eleitoral cobrou explicações. As acusações não foram comprovadas pela Justiça Eleitoral. Esses veículos lembraram ainda que parlamentares democratas americanos cobraram respeito às urnas brasileiras e que partidos que apoiaram Flávio reconheceram a vitória de Lula.
Fontes
Presidente disse a jornalistas que não apoiou nenhum dos candidatos, mas que o pleito deveria ser “indiscutível”. Leia no Poder360.

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, rebateu nesta segunda-feira (26), em entrevista à GloboNews, as declarações de
