Urna eletrônica é patrimônio da democracia no Brasil, diz Nunes Marques
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Sob cobrança de ministros do Supremo Tribunal Federal, o presidente do TSE finalmente saiu em defesa enfática da urna eletrônica diante de uma nova ofensiva do bolsonarismo contra o sistema eleitoral. Indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, Nunes Marques havia permanecido em silêncio quando o senador Flávio Bolsonaro repetiu, diante de diplomatas, teorias já desmentidas sobre fraude nas urnas. A resposta institucional veio na forma de uma semana inteira de demonstrações públicas, com abertura do equipamento para estudantes e explicações técnicas sobre auditoria e criptografia, num esforço coletivo de proteger o processo eleitoral da desinformação organizada.
Veículos deste lado: Portal Vermelho, Agência Brasil e ICL Notícias
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na abertura do segundo semestre da corte, em 3 de agosto, que a urna eletrônica é um patrimônio da democracia brasileira.
Veículos deste lado: Congresso em Foco, G1 e Poder360
A cúpula da Justiça Eleitoral respondeu à desconfiança sobre o sistema de votação com uma semana de demonstrações públicas, depois de o próprio tribunal ser cobrado internamente por não ter reagido a tempo.
Veículos deste lado: O Estado de S.Paulo
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na segunda-feira, 3 de agosto, que a urna eletrônica é um patrimônio da democracia brasileira. A declaração foi dada na sessão de abertura do segundo semestre de trabalhos da corte, a dois meses do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. No mesmo discurso, o ministro anunciou a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, com demonstrações públicas do equipamento, visitas guiadas, palestras e atividades educativas realizadas em parceria com os tribunais regionais eleitorais de todo o país.
Toda a cobertura converge sobre o conteúdo do pronunciamento. O ministro afirmou que o objetivo da iniciativa é ampliar o conhecimento da sociedade sobre as etapas do processo eleitoral e reafirmar a robustez, a auditabilidade e a evolução tecnológica do sistema. Disse também que as portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas a quem quiser conhecer, acompanhar e fiscalizar a votação, e que a transparência é um dos pilares da confiança da sociedade nas eleições brasileiras. Na mesma segunda-feira, o tribunal abriu publicamente uma urna eletrônica diante de estudantes do ensino médio do Distrito Federal, com transmissão ao vivo, e técnicos da corte explicaram os mecanismos de criptografia, auditoria e segurança física do equipamento. Segundo esses técnicos, o sistema passa por mais de 40 etapas de fiscalização, a urna funciona desconectada da internet e o que se transmite ao final da votação é o resultado consolidado da seção, registrado em boletim que qualquer cidadão pode consultar.
O contexto também é comum a todas as versões. No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, questionou a confiabilidade dos equipamentos em reunião com diplomatas, afirmando que as urnas brasileiras teriam relação com uma empresa estrangeira citada em suspeitas de fraude e mencionando um suposto relatório de inteligência norte-americana. A corte já havia desmentido a alegação, e reiterou em nota atualizada em 8 de julho que as urnas usadas no Brasil não são fabricadas por aquela empresa. No domingo anterior à sessão, o próprio senador declarou que aceitará o resultado das eleições de outubro e que confia na imparcialidade do tribunal.
É no enquadramento que a cobertura se separa. Veículos de esquerda apresentaram o pronunciamento como resposta tardia a uma nova ofensiva do bolsonarismo, lembraram a campanha de descredibilização das urnas em 2022 e o uso, pela campanha do senador, de um vídeo gerado por inteligência artificial com a imagem do ex-presidente, prática que segundo essas reportagens pode configurar propaganda antecipada e uso irregular da tecnologia. A cobertura de centro relatou o discurso e as medidas administrativas anunciadas, entre elas convênios de cibersegurança, reuniões com plataformas digitais e uma proposta de dupla checagem, com dois eleitores atestando a validade do processo no início e no fim de cada dia de votação. Veículos de direita enfatizaram a dimensão de responsabilidade institucional: ministros da própria corte cobravam uma defesa pública mais enfática, e o desmentido inicial à informação falsa partiu apenas da equipe do presidente do tribunal. Essa mesma cobertura registrou que o governo dos Estados Unidos tentou enviar dois oficiais ao Brasil para questionar o sistema eleitoral e teve os vistos negados.
Alguns pontos seguem em aberto. Nenhuma das reportagens nomeia os ministros que cobraram a manifestação, e a informação aparece sempre atribuída a fontes não identificadas. Não há definição sobre eventual punição pelo vídeo produzido com inteligência artificial, nem sobre se a proposta de dupla checagem valerá já para o pleito de outubro ou dependerá de nova regulamentação. Também não foi divulgado o teor do documento de inteligência estrangeira citado pelo senador, nem houve manifestação da campanha dele sobre as acusações de uso de dado falso.
Declaração de Nunes Marques acontece após novos ataques da extrema direita ao sistema eleitoral; técnicos do Tribunal abrem urna com transmissão ao vivo para demonstrar segurança

Nunes Marques reafirmou a transparência do sistema de votação eleitoral.
Ministro anuncia semana de demonstrações públicas da urna e defende transparência como base da confiança nas eleições.

Após pressão de ministros do STF, Kássio Nunes Marques defendeu as urnas eletrônicas e anunciou ações para reforçar a confiança no sistema eleitoral

Após ataque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às urnas, presidente do TSE afirmou que sistema é "robusto" e defendeu transparência das urnas.

Declaração foi dada na sessão de abertura do segundo semestre forense do Tribunal Superior Eleitoral
Presidente do TSE defende sistema de votação e fala em transparência como "um compromisso" para o processo. Leia no Poder360.

Nesta matéria: perspectiva omitida.