A pouco mais de um mês do primeiro turno, a disputa eleitoral na Bahia chegou à fase de rua com o quadro de candidaturas praticamente fechado. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, o estado tem 535 candidatos a deputado federal na disputa pelas 39 vagas baianas na Câmara dos Deputados e 10 candidatos a senador concorrendo às duas cadeiras do estado no Senado Federal. A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília, e a Bahia reúne 11.321.005 eleitores aptos a votar.
O prazo para o registro das candidaturas terminou em 15 de agosto, mas o quadro ainda não é definitivo. Todas as candidaturas ao Senado aparecem com a situação de registro aguardando julgamento, e o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia continua analisando a documentação de cada pedido. Nomes podem sair das listas por renúncia, falecimento ou impugnação até o início da votação. Na disputa pelo Senado, cada eleitor vota em dois candidatos, e não é permitido votar apenas na legenda do partido, regra que diferencia essa escolha da votação para deputado.
Enquanto as listas se consolidam, a campanha ao governo estadual já ocupa as ruas. Em um único dia de agenda, o candidato do União Brasil, ACM Neto, caminhou pelo bairro Fazenda Grande do Retiro, em Salvador, reuniu-se com a coordenação de campanha e inaugurou um comitê em Paulo Afonso. O governador Jerônimo Rodrigues, do PT, que tenta a reeleição, concedeu entrevista a uma emissora de rádio, percorreu o Nordeste de Amaralina e se reuniu com movimentos sociais e sindicais. Aroldo Félix, da Unidade Popular, participou de um ato contra feminicídios no bairro do Uruguai. Maria Bona, do Partido da Causa Operária, panfletou em Rio de Contas. Ariel Capistrano, do Democracia Cristã, visitou Feira de Santana e Conceição da Feira. Ronaldo Mansur, do PSOL, esteve com estudantes e professores em Salvador e participou de uma sabatina em uma emissora de televisão. Na corrida ao Senado aparecem nomes conhecidos do estado, como Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT, Ângelo Coronel, do Republicanos, e João Roma, do PL.
A cobertura de centro tratou o material sobretudo como serviço ao eleitor: listas nominais com partido e número de urna, quantidade de vagas em disputa, tamanho do eleitorado, regra de votação para o Senado e agenda diária de cada candidatura, com espaço proporcional para as seis campanhas ao governo estadual. Veículos de direita destacaram o volume de candidaturas e a dependência do aval da Justiça Eleitoral, sublinhando que, conforme a velocidade do tribunal, parte dos julgamentos pode ficar para depois da votação, e que candidaturas registradas como inaptas foram retiradas das listas divulgadas. Veículos de esquerda não apareceram neste conjunto de cobertura, e o ângulo que costuma ocupar esse campo, a mobilização de movimentos sociais e sindicais e a presença de candidaturas de partidos como PT, PSOL, PCdoB, Unidade Popular e Partido da Causa Operária, aparece aqui apenas pelo relato factual das agendas de campanha.
O que ainda não se sabe é quantas dessas candidaturas serão efetivamente deferidas e em que prazo, se o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia conseguirá concluir os julgamentos antes de 4 de outubro e como as listas se traduzem em intenção de voto. Nenhuma das coberturas apresenta pesquisas de intenção de voto, dados de financiamento de campanha ou detalhamento das propostas dos candidatos ao governo, ao Senado e à Câmara dos Deputados.