Daniel Vorcaro assinou preso contrato de documentário sobre o Banco Master
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A Polícia Federal apreendeu, na casa do publicitário Thiago Miranda, um contrato para a produção de um documentário sobre o escândalo do Banco Master assinado também pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 31 de março de 2026, quando ele já estava preso. O documento apareceu em relatório cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Para os investigadores, a obra integraria o chamado Projeto DV, plano para melhorar a imagem do banco e direcionar críticas ao Banco Central. A defesa de Vorcaro afirma que se tratava de memorando preliminar, ligado a uma colaboração premiada que não avançou.
A apreensão do contrato reforça, na leitura predominante à esquerda, que o caso do Banco Master não se resume a um colapso financeiro: envolve uma tentativa organizada de moldar a opinião pública em favor de uma instituição privada e contra a autoridade reguladora.
A cobertura à direita e a leitura de mercado sublinham o limite entre investigação e liberdade de produzir conteúdo. O próprio ministro André Mendonça registrou que a produção de obra audiovisual não configura, por si só, prática criminosa, e a defesa de Daniel Vorcaro afirma que o documento assinado em 31 de março de 2026 era apenas um memorando de entendimentos, sem contratação definitiva, sem pagamento e sem qualquer entrevista concedida.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as coberturas relatam os mesmos fatos documentais: o contrato existe, foi assinado por Daniel Vorcaro e Thiago Miranda em 31 de março de 2026, já com o ex-banqueiro preso, e foi apreendido na casa do publicitário. Todas registram também a ressalva do ministro André Mendonça de que produzir obra audiovisual não é, por si só, prática criminosa.
A Polícia Federal localizou, na casa do publicitário Thiago Miranda, um contrato para um documentário sobre o escândalo do Banco Master assinado também por Daniel Vorcaro quando o ex-banqueiro já estava preso. O documento veio a público depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo de parte da investigação. A defesa afirma que se tratava apenas de um memorando preliminar.
A Polícia Federal encontrou um contrato assinado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pelo publicitário Thiago Miranda para a produção de um documentário sobre o escândalo do Banco Master. O documento foi apreendido durante o cumprimento de mandado na residência de Miranda e tem data de 31 de março de 2026, quando Vorcaro já estava preso. A informação consta em relatório da Polícia Federal que integrou o conjunto de documentos cujo sigilo foi levantado na noite de sexta-feira pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Pelo trecho do contrato reproduzido no relatório, Vorcaro e Miranda concordavam em colaborar com a produção, fornecendo informações, entrevistas e acesso a documentos. Os dois se comprometiam a conceder entrevistas exclusivas e a compartilhar documentos, imagens e outros materiais. A vigência inicial seria de seis meses, e o projeto poderia resultar em um filme ou em uma série documental. Para os investigadores, os envolvidos estariam negociando a venda de informações para uma obra que poderia servir, nas palavras do relatório, para mais uma vez manipular a opinião pública.
Ao proibir Thiago Miranda de deixar o país, André Mendonça associou o documentário ao chamado Projeto DV. Segundo a decisão, o plano buscava melhorar a imagem do Banco Master e direcionar críticas ao Banco Central, e Miranda seria um de seus articuladores. O ministro ressalvou que a produção de obra audiovisual, por si só, não configura nenhuma prática criminosa, mas afirmou que o cenário investigado faz o contrato ganhar contornos penais. Mendonça acrescentou que a apuração identificou, dentro do Projeto DV, o levantamento e a utilização de dados pessoais sigilosos da vida privada de jornalistas e executivos.
A defesa de Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma petição com outra leitura do mesmo papel. Segundo os advogados, Thiago Miranda procurou o ex-banqueiro em janeiro, quando ele estava em casa sob monitoramento eletrônico, e apresentou uma produtora de renome nacional interessada no tema. O documento assinado em março seria apenas uma carta, um memorando de entendimentos, e não a contratação definitiva da obra. A defesa afirma ainda que o projeto dependia da conclusão de um acordo de colaboração premiada e parou quando a delação não avançou, sem que nenhuma entrevista fosse concedida.
A cobertura de centro concentrou-se no documento em si e no seu percurso processual, do mandado de busca à decisão que restringiu a saída de Miranda do país, e foi também a que deu espaço à manifestação dos advogados, relacionando o cronograma do documentário à delação frustrada. Veículos de esquerda destacaram sobretudo a avaliação policial de que o projeto serviria para manipular a opinião pública e o alvo escolhido pelo plano, o Banco Central, além do uso de dados sigilosos de jornalistas. Veículos de direita reproduziram a apuração preservando a ressalva do ministro de que produzir um documentário não é crime, sem acrescentar contraditório próprio ao relato dos investigadores.
O que ainda não se sabe é quem é a produtora mencionada no contrato e se ela chegou a manifestar-se sobre o projeto. Também não há informação pública sobre pagamento envolvido no acordo, sobre o peso que o documento terá na instrução do processo e sobre quais medidas o Supremo Tribunal Federal adotará em relação aos demais investigados citados no material que teve o sigilo levantado.
A Polícia Federal (PF) encontrou um contrato firmado por Daniel Vorcaro e uma produtora para a realização de um documentário

PF encontrou contrato de Daniel Vorcaro para documentário sobre o Banco Master. Mendonça relacionou o material ao chamado Projeto DV.

Para investigadores, obra integraria projeto de banqueiro para melhorar imagem pública da instituição financeira

Contrato foi assinado pelo ex-banqueiro em 31 de março, ou seja, quando ele já estava preso
