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A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF, que mira o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, em investigação sobre fraudes ligadas ao Banco Master. Agentes apreenderam dólares, euros e reais na casa do senador em Brasília e Salvador. Wagner negou irregularidades, disse que os valores são diárias parlamentares acumuladas e afirmou que Lula telefonou para se solidarizar.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master. Desta vez, o alvo foi o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, além do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, com medidas cautelares como proibição de contato entre investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica.
Nas residências do senador, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Em Brasília, foram cerca de US$ 49 mil, o equivalente a mais de R$ 250 mil. Em Salvador, somaram-se outros dólares, euros e reais. Segundo a Polícia Federal, os fatos podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Veículos de centro relataram que Wagner concedeu entrevista à BandNews logo após a operação, negando irregularidades. O senador afirmou que o dinheiro apreendido corresponde a diárias parlamentares acumuladas ao longo dos anos, guardadas em envelopes com timbre do Senado Federal, e que sua relação com o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, é 'praticamente zero'. Sobre um apartamento no bairro do Horto, em Salvador, disse que o imóvel seria para ajudar a filha e que recompraria a unidade de Augusto Lima depois de pronta, sem transferência de patrimônio em seu favor.
Veículos de esquerda destacaram o gesto político de apoio: o presidente Lula telefonou para Wagner para se solidarizar e reafirmar absoluta confiança no aliado, com quem mantém relação de 48 anos. Nessa leitura, a operação foi tratada pelo senador como uma 'tentativa de desestabilizar', e ele reforçou que ainda não é réu nem culpado, classificando o caso como mera investigação. Wagner também afirmou que manterá a candidatura ao Senado e lembrou que o próprio Lula foi preso e depois inocentado.
Veículos de direita enfatizaram os elementos da acusação. Segundo a investigação, Augusto Lima teria comprado para Wagner um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões e transferido R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada a familiares do senador. Em contrapartida, Wagner teria atuado a favor de iniciativas de interesse do Banco Master, como a emenda que propunha elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A apuração também aponta que o senador teria enviado a Lima dados do imóvel, em operação que poderia ocultar o beneficiário final.
O contraste entre as versões organiza a cobertura. De um lado, a defesa do senador, que atribui os valores a diárias e nega qualquer negócio com o Master ou o Credcesta. De outro, a tese da Polícia Federal, que descreve vantagens indevidas e contrapartidas legislativas. Mensagens citadas pela investigação indicam relação próxima entre Augusto Lima e Wagner, incluindo um trecho em que o empresário escreve ao senador que ele 'faz parte' de sua história.
O que ainda não se sabe é se a PF formalizará denúncia e se Wagner permanecerá na liderança do governo no Senado. O senador disse que Lula sequer tocou no tema, mas a decisão final cabe ao Planalto. Também segue em aberto o resultado da apuração sobre a origem do dinheiro apreendido e sobre a real natureza das operações imobiliárias e financeiras descritas pela investigação.
Todos os lados confirmam que a PF, com autorização do STF, deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero contra Jaques Wagner, apreendeu dinheiro em espécie em suas casas e que o senador negou irregularidades em entrevista à BandNews.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O título destaca a negativa de Wagner ('Não tenho nada com o Master'), centrando o relato na defesa. Ainda assim, traz detalhes técnicos da operação, os crimes apurados e a determinação do STF. Viés à esquerda pelo enquadramento pró-aliado do governo, mas com bom nível factual.
Perspectivas omitidas
O texto centra o enquadramento na solidariedade de Lula e na fala de Wagner de que seria 'tentativa de desestabilizar', minimizando o peso da investigação ('mera investigação', 'não sou réu'). Tom favorável ao aliado do governo, típico de viés à esquerda, embora reporte os valores apreendidos.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
A Veja enfatiza os elementos da acusação: apartamento de R$ 2,4 milhões, transferência de R$ 3,5 milhões a familiares e a atuação de Wagner na emenda que beneficiaria o FGC. O enquadramento prioriza o accountability institucional e a suspeita sobre o aliado do governo, característico de viés à direita.
Perspectivas omitidas

Líder do governo no Senado disse que pediu a Augusto Lima que, como 'investidor', comprasse um apartamento para a filha, que depois ele recompraria

Jaques Wagner diz que valores apreendidos eram diárias do Senado, explica apartamento e nega negócios com Banco Master.

Jaques Wagner diz que Lula telefonou após operação sobre o Banco Master e falou em tentativa de desestabilização; PF apreendeu dinheiro.
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